A crise climática se coloca como um dos principais desafios da humanidade no século XXI. As possiblidades de lidar com tal crise requerem mudanças estruturais na forma de organização socioeconômica mundial. O artigo objetiva propor uma categoria de análise que contribua para a elaboração de uma psicologia política da crise climática de tradição marxista e inspirada nas lutas de povos da floresta amazônica. O corpus empírico foi composto por 27 entrevistas, observações participantes e pesquisa documental abordando organizações com pautas socioambientais da região do Vale do Rio Acre. A partir da análise do corpus e de estudos bibliográficos, propõe-se a categoria práxis socioambiental. Evidencia-se a multiplicidade de atores/atrizes e repertórios envoltos na luta socioambiental. O estudo busca contribuir para a articulação de tal diversidade em prol do fortalecimento de ações que visem a promoção do Bem-Viver e a proteção da habitabilidade do planeta.
Palavras-chave:
psicologia; crise climática; marxismo; Amazônia; socioambientalismo