Este artigo apresenta uma experiência de supervisão online que utilizou a Multiplicação Dramática (MD) como dispositivo teórico e prático, no esforço de articular psicodrama e esquizoanálise. São discutidos conceitos centrais da esquizoanálise (rizoma, multiplicidade, corpo vibrátil, desejo e (co)inconsciente), além da reflexão sobre o modo como tais noções reverberam no papel de supervisora. A proposta do texto é tornar visível e enunciável aquilo que nos afeta enquanto sujeitos políticos atravessados pela prática psi e engajados no cuidado de pessoas em sofrimento, incorporando o contexto social e institucional às reflexões sobre o caso supervisionado. A experiência reforçou a noção de covisão, entendida como supervisão horizontal coletiva, conforme proposta pelos criadores da MD.
PALAVRAS-CHAVE
Supervisão clínica; Multiplicação dramática; Psicodrama; Esquizoanálise