Open-access ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO ESCOLAR NA PANDEMIA DA COVID-19: UM LEVANTAMENTO DA LITERATURA1

PAPEL DEL PSICÓLOGO ESCOLAR EN LA PANDEMIA DE COVID-19: UN RELEVAMIENTO DE LA LITERATURA

RESUMO

A pandemia da COVID-19 que se iniciou em março de 2020 reivindicou da sociedade ações que pudessem evitar a disseminação da doença, sendo a adesão ao ensino remoto nas escolas uma delas. O presente levantamento da literatura tem como objetivo investigar e compreender como se deu a atuação desse profissional durante a pandemia. Para tanto, foi realizada uma busca nas bases de dados científicas nacionais e internacionais, que resultou em trinta artigos que foram analisados a partir de categorias estabelecidas. Foram encontradas diferenças em relação às concepções que sustentam as formas de atuação do profissional estudado nos variados países, que vão desde a forma de trabalho individualizada e de avaliação com o aluno ao trabalho no coletivo com pais e professores. Neste último cenário, faz-se a defesa de uma psicologia escolar crítica, que tem a(o) psicóloga(o) escolar como promotora de ações de conscientização, prevenção e emancipação em direção ao desenvolvimento humano e da transformação da realidade. Ademais, constata-se que se trata de uma literatura recente, que ainda se desenrola diante da realidade pandêmica.

Palavras-chave:
Levantamento da literatura; pandemia; psicologia escolar

ABSTRACT

The onset of the global pandemic in March 2020 demanded action from society to prevent the spread of the disease, including the adoption of remote teaching. The purpose of this literature review was to investigate how school psychologists acted during the pandemic. To this end, a search was conducted in national and international scientific databases. Thirty articles were analyzed based on established categories. Differences were found regarding the concepts that support the studied professionals’ actions in various countries, ranging from individualized work with students to collective work with parents and teachers. In the latter scenario, critical school psychology is advocated, considering the school psychologist to be a promoter of awareness, prevention, and emancipatory actions for human development and the transformation of reality. It is also important to note that this literature is recent and still unfolding in the face of the pandemic.

Keywords:
Survey of literature; pandemic; school psychology.

RESUMEN

La pandemia del COVID-19 iniciada en marzo de 2020 exigió acciones de la sociedad que pudieran evitar la propagación de la enfermedad, siendo una de ellas la adherencia a la enseñanza remota en las escuelas. El presente levantamiento de literatura tiene como objetivo investigar y comprender cómo se desempeñó este profesional durante una pandemia. Para ello se generaron bases de datos científicas e internacionales, resultando datos de trienta seleccionadas que fueron buscadas en investigaciones basadas en datos científicos y nacionales. Todas las diferencias en el trabajo, en relación con las formas de actividad profesional estudiadas en los distintos países, que van desde una forma individualizada y evaluación con el alumno hasta el trabajo colectivo con padres y profesores. En este último escenario, se defiende una psicología escolar Crítica, que tiene al psicólogo escolar como promotor de acciones de sensibilización, prevención y emancipación hacia el desarrollo humano y la transformación de la realidad. Además, parece que se trata de una literatura reciente, que aún se está desdoblando ante la realidad de la pandemia.

Palabras clave:
Estudio de la literatura; pandemia; psicología escolar

Introdução

A regulamentação da profissão de psicólogo no Brasil se deu no ano de 1962 pela Lei nº 4.119 (1962). A entrada deste profissional nas diversas áreas e campos de atuação da Psicologia foi fortemente amparada em uma perspectiva clínica, psicométrica e adaptacionista que se expressou, em grande parte, por meio de práticas individualizantes e remediativas (Barbosa & Marinho-Araújo, 2010; Martínez, 2010). Diante disso, entre as décadas de 1970 e 1980 ocorreram debates e proposições relativos à psicologia escolar que redirecionaram a discussão para os processos de escolarização, as multideterminações que perpassam os processos de ensino e aprendizagem (Patto, 1997).

No fim da década de 1990 e início dos anos 2000 passou-se a discutir, no interior da Psicologia Escolar, a elaboração de propostas de intervenção que tinham em seu cerne uma concepção crítica sobre a escola e seus integrantes (Meira, 2003), bem como “[...] a consolidação da atuação ético-política, comprometida com o contexto histórico-social e com a transformação da realidade” (Neves et al., 2020, p. 165).

A Psicologia Escolar de base crítica tem como um de seus aportes teóricos a Psicologia Histórico-Cultural de Vigotski (2018), para quem a escola é um espaço de interação social promotor de desenvolvimento, que pode ser favorecido por mediações pedagógicas que considerem os contextos culturais, históricos e subjetivos dos sujeitos que compõem a escola. Segundo Guzzo et al. (2016, p. 29), a Psicologia Escolar Crítica “[...] admite a existência de condições reais que a constituam como ferramenta que estimule os sujeitos, homens e mulheres, a se apropriarem de seu próprio desenvolvimento psíquico e, assim, progredirem no seu processo de emancipação”. De natureza contra-hegemônica e ancorada em princípios materialistas, pauta-se na ideia de complexidade e historicidade dos sujeitos percebidos como produtos e produtores da realidade em sua integralidade e de modo dialético (Guzzo et al., 2016).

Diante do exposto, e pensando a atuação alicerçada por uma perspectiva histórica e voltada para a realidade concreta, aborda-se nessa pesquisa o cenário educacional a partir de março de 2020, quando se instaura no mundo a pandemia da COVID-19, doença causada por um vírus que acomete em grande parte o sistema respiratório dos doentes. Do conjunto de medidas estabelecidas, além do distanciamento social, realizou-se o fechamento das escolas de acordo com as orientações das organizações de saúde. Nesse sentido, diversos países optaram pelo ensino remoto, ensino a distância ou atividades remotas, alguns dos termos utilizados para o fazer escolar por meio da internet. A transição do ensino presencial para o remoto se estabeleceu de forma emergencial e abrupta e provocou impactos nos diversos sujeitos escolares (Schaffer et al., 2021), demandando a adaptação e a construção de novas estratégias educativas e de comunicação para lidar com a nova realidade escolar (Guzzo et al., 2021; Schaffer et al., 2021).

Dessa forma, a partir da mudança do lócus de atuação de espaço físico e de interação social, para um meio virtual, novo e pouco explorado, busca-se entender como se deu o trabalho da(o) psicóloga(o) escolar durante o período de ensino remoto ocasionado pela pandemia. Para tanto, realizou-se uma revisão da literatura, buscando investigar e compreender o que as produções do campo da Psicologia vêm elaborando enquanto possíveis formas de atuação da(o) psicóloga(o) escolar na pandemia, levando em consideração as diferentes nacionalidades e contextos escolares.

Levantamento da literatura sobre a atuação da(o) psicóloga(o) escolar durante a pandemia da COVID-19

Para o levantamento foram selecionadas e consultadas as bases de dados nacionais e internacionais, dentre elas: SciELO, Lilacs, IndexPsi, Pepsic, Web Of Science, PubMed, PsycINFO, ERIC e Scopus, além da plataforma digital de pesquisa Biblioteca Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). A pesquisa foi conduzida em dois períodos: inicialmente no mês de agosto de 2021 e em março de 2022, para atualizar as discussões em torno da temática. Destaca-se que os anos de 2019 a 2022 foram escolhidos para a realização do levantamento, pois são referentes à pandemia, momento que instigou mudanças na realidade e, através da pesquisa, pretendeu-se entender as possibilidades de atuação da(o) psicóloga(o) escolar diante do novo contexto. Por se tratar de uma questão que, no momento da realização das buscas, ainda era vigente, entende-se que a construção do conhecimento sobre o tema ainda está em desenvolvimento (Oliveira et al., 2020).

A busca foi realizada através das seguintes combinações de descritores e operadores booleanos nas bases nacionais: (a) ‘psicologia escolar’ OR ‘psicológ* escolar’ AND pandemia OR COVID-19 OR SARS-COV-2 OR coronavírus; (b) psicolog* OR ‘psicolog* escolar’ AND pandemia OR COVID-19 OR SARS-COV-2 OR coronavírus AND ‘ensino remoto’ OR ‘ensino à distância’ OR ‘educação remota’ OR ‘atividades remotas’. Nas bases internacionais seguiu-se o mesmo procedimento, mas com o uso dos descritores em inglês: (a) ‘school psychology’ OR ‘school psychologist’ AND pandemic OR COVID-19 OR SARS-COV-2 OR coronavirus; (b) psycholog* OR ‘school psycholog*’ AND pandemic OR COVID-19 OR SARS-COV-2 OR coronavirus AND ‘remote learning’ OR ‘distance learning’ OR ‘remote education’ OR ‘remote activities’. Nas bases em que o recurso de busca era aceito, optou-se pelo uso do asterisco ou cifrão nas palavras indicadas como meio de acessar uma maior quantidade de termos a partir do radical da palavra, utilizando-se da palavra completa quando não permitido pela base.

Inicialmente, o resultado de cada conjunto de descritores foi organizado para a retirada dos artigos duplicados. Sucessivamente, os textos passaram pela seleção a partir dos critérios de inclusão: (a) produções científicas, quais sejam revisões da literatura, estudos teóricos, pesquisas empíricas e relatos de experiência; (b) ter sido publicado entre os anos de 2019 e 2021, referente ao período da pandemia; (c) apresentar o conteúdo da publicação de forma livre nos periódicos; (d) produções científicas que abordassem ou descrevessem as possibilidades de atuação da(o) psicóloga(o) escolar durante o ensino remoto ocasionado pela pandemia da COVID-19 nos diferentes contextos escolares.

Para tanto, foi realizada a leitura dos títulos e resumos das produções para exclusão daquelas que não respondiam à temática em estudo. Como etapa seguinte, foi feito o acesso às versões completas dos textos, e excluídas do estudo as produções que não foram disponibilizadas livremente on-line. A partir dos mesmos critérios estabelecidos, os resultados obtidos nessa seleção passaram por uma nova etapa em que seu conteúdo foi acessado na íntegra. As amostras selecionadas a partir das duas combinações de descritores foram comparadas para exclusão de repetições nos resultados, sendo assim estabelecida a amostra final que compõe esta revisão. Para a análise dos artigos, foram estabelecidas as categorias: (a) país de origem; (b) periódico de publicação; e (c) definições de papéis ou funções da(o) psicóloga(o) escolar educacional no contexto da pandemia da COVID-19. Serão descritos os resultados encontrados de acordo com a combinação de descritores utilizada e o período em que a busca foi realizada. Primeiramente, na pesquisa realizada em agosto de 2021 com a combinação dos descritores ‘psicologia escolar’, ‘psicológ*’ ‘escolar’, ‘pandemia’, ‘COVID-19’, ‘SARS-COV-2’, ‘coronavírus’, e sua respectiva tradução para o inglês, foram encontrados 112 resultados nas bases nacionais e internacionais. Dentre estes resultados, 22 eram duplicados e, por isso, foram excluídos. Dentre as 90 produções restantes, após a leitura dos títulos e resumos, foram selecionados 22 artigos para leitura na íntegra. Por fim, foram incluídos na síntese quantitativa 12 produções científicas que se enquadravam nos critérios de inclusão delimitados.

Os resultados encontrados a partir da segunda combinação de descritores, e sua correspondente tradução, foram 893 produções nas bases de dados, sendo 201 produções duplicadas. Foram selecionados 692 artigos para leitura dos títulos e resumos, excluindo nessa etapa 661 produções de acordo com os critérios de inclusão. Trinta e um artigos passaram pela etapa de leitura na íntegra, sendo selecionadas oito produções para compor os estudos desta revisão. Após isso, foi realizada a comparação dentre os resultados das duas combinações de descritores a fim de se excluir as produções duplicadas, restando 14 artigos para integrar a revisão da literatura.

Com relação à busca efetuada em março de 2022, a partir da primeira combinação de descritores, e sua tradução para o inglês, foram encontrados 297 resultados nas bases nacionais e internacionais. Como indicado na figura, foram identificados 124 resultados duplicados, que foram excluídos, restando 173 produções para a etapa de leitura de títulos e resumos. A partir disso, 40 resultados passaram para a etapa de leitura na íntegra. Por fim, foram selecionados, a partir dos critérios de inclusão, 21 artigos para compor a mostra final.

No mesmo período, a combinação dos descritores ‘psicolog*’, ‘psicolog* escolar’, ‘pandemia’, ‘COVID-19’, ‘SARS-COV-2’, ‘coronavírus’, ‘ensino remoto’, ‘ensino à distância’, ‘educação remota’, ‘atividades remotas’, e sua correspondente tradução, resultou em 1.358 produções nas bases de dados, sendo excluídas 348 produções duplicadas. Dos 1.010 artigos selecionados para leitura dos títulos e resumos, restaram 51 artigos para leitura na íntegra. Com relação aos artigos excluídos, embora utilizando os descritores estabelecidos, as produções não versavam sobre o objeto de pesquisa em questão, ora expondo temáticas sobre outros campos do conhecimento, ora retratando estudos em contexto universitário e profissional.

Por fim, a partir da leitura na íntegra, apenas 19 produções foram selecionadas para compor essa revisão da literatura. Após isso, foi realizada a comparação dentre os resultados encontrados nas duas combinações de descritores a fim de se excluir as produções duplicadas, restando 30 artigos para integrar a revisão da literatura. Ainda, foi empreendida uma comparação com os resultados da pesquisa efetuada em agosto de 2021, o que apontou 16 novas produções a serem inseridas nas análises a partir da nova busca realizada em março de 2022.

Resultados e discussão

Com relação à categoria ‘países de origem’ das publicações, se verifica que 14 artigos eram dos Estados Unidos da América. Os artigos de origem estadunidense, em sua maioria, apresentam opções de atuação com base nos documentos divulgados pela National Association of School Psychologists (NASP). O Brasil é o país seguinte com o maior número de publicações, sendo representado por seis artigos (Dias et al., 2021; Diogo & Assis, 2021; Fiaes et al., 2021; Oliveira et al., 2020; Silva & Maia, 2021; Souza, 2021). As demais produções dividem-se entre Austrália, Canadá, Croácia, Sérvia, Grécia, China e Itália e, além disso, conta-se com uma produção identificada como multipaíses, em que a pesquisa foi realizada em quatro diferentes localidades, sendo eles: Alemanha, Austrália, Canadá e Estados Unidos.

Os ‘periódicos de publicação’ dos artigos que compõem a amostra foram majoritariamente do campo da psicologia escolar. Dentre eles, o de maior número de publicações foi o School Psychology Review com sete artigos, seguido do Contemporary School Psychology e School Psychology, com quatro e cinco publicações respectivamente.

O Gráfico 1 exibe os resultados organizados na categoria ‘definições de papéis ou funções da(o) psicóloga(o) escolar educacional no contexto da pandemia da COVID-19’, de acordo com a leitura dos artigos selecionados para este levantamento.

A partir da leitura dos artigos e do que está exibido no gráfico, percebe-se uma ênfase em propostas de atendimentos e avaliações de forma on-line, direcionado aos cuidados em saúde mental, concentrada nas avaliações de risco ao suicídio e automutilação em crianças e adolescentes, bem como competências socioemocionais. Diante disso, parte das produções que advogam pela possibilidade de efetuação da teleavaliação pelas(os) psicólogas(os) escolares explanam sobre uma série de procedimentos que podem contribuir para a atividade, dentre elas: escalas, testes, questionários, entrevistas (por videoconferência ou telefone) e elaboração de relatórios (Brock et al., 2021; Farmer et al., 2021; Hass & Leung, 2021; Golberg et al., 2022; Holland et al., 2021; McClain et al, 2021; Ritchie et al., 2021; Stifel et al., 2020).

Gráfico 1:
Possibilidades de atuação em psicologia escolar durante a pandemia de acordo com as produções que compõem o levantamento da literatura.

Os artigos, em sua maioria, relatam a avaliação on-line com base nas diretrizes e orientações propostas pela National Association of School Psychology (NASP). A associação indica as possibilidades de realização da atividade, amparadas em uma perspectiva de suporte à saúde mental do estudante de forma individualizada. Hass e Leung (2020) referem o uso de um método de avaliação de forma adaptada para o contexto remoto, o método R.I.O.T (review, interview, observation and test). A produção carrega a defesa da necessidade de continuar a avaliação dos alunos, levando em consideração as limitações espaciais, éticas e metodológicas de aplicação de testes.

De acordo com Farmer et al. (2021), McClain et al. (2021) e Stifel et al. (2020), a situação escolar provocada pela pandemia criou uma série de questões sobre como as(os) psicólogas(os) escolares poderiam direcionar os serviços de psicologia aos alunos. Os autores levantam a preocupação com relação ao endosso de práticas clínicas, então mencionam a necessidade de que as(os) psicólogas(os) escolares, para além da modificação dos espaços de atuação, analisem e elaborem estratégias que levem em consideração as limitações do momento pandêmico, as questões que os estudantes estão vivendo em seus contextos, os aspectos éticos e legais da prática em psicologia escolar.

Diante das limitações do modelo remoto para avaliação, McClain et al. (2021) abordam a possibilidade de utilização de métodos menos tradicionais para a observação do comportamento dos alunos, como o aplicativo Naturalist Observation Diagnostic Assessment (NODA), que possibilita a gravação por pais e responsáveis de momentos da criança no ambiente familiar e que serão compartilhados com a(o) psicóloga(o). Junto a isso, preza-se pela realização de entrevistas com múltiplos informantes sobre a situação da criança, bem como a preparação e condução de teleavaliações com base nas indicações do NASP. Já Brock et al. (2021) e Golberg et al. (2022) informam meios de condução de avaliação de risco ao suicídio seguindo as propostas do NASP, tendo em conta a necessidade da(o) psicóloga(o) escolar saber as implicações da avaliação no contexto remoto, bem como as barreiras a esse procedimento.

Dentre as considerações, também Ritchie et al. (2021) apresentam a necessidade de treinamento em plataformas on-line, investimento em formas de comunicação seguras para realização de entrevistas e coleta de informações, e uso de escalas e questionários. Ainda, Stifel et al. (2020) apresentam um protocolo sistematizado para avaliação e utilização de testes na educação especial durante a pandemia. Além disso, mencionam a possibilidade de efetuação de observações combinadas com o professor. Para os autores, essas observações devem ser realizadas sem que o profissional participe ou seja notado na aula, o que diverge das propostas de intervenção de pesquisadoras da Psicologia Escolar no Brasil que defendem a observação ativa na escola (Andrada et al., 2018; Marinho-Araújo, 2014, 2015).

Ainda sobre essa temática, Holland et al. (2021) demonstram a atuação da(o) psicóloga(o) escolar no fornecimento de programas de avaliação, prevenção e intervenção com base na terapia cognitivo-comportamental, terapia comportamental dialética e abordagens baseadas na atenção plena como estratégias a serem utilizadas pelos profissionais com os alunos com ideação suicida relacionada a fatores de risco na pandemia.

Outros artigos também apresentam a telessaúde ou teleaconselhamento como meio de acessar os alunos e as questões que envolvem a instrução escolar durante a pandemia (Dias et al., 2021; Fiaes et al., 2021; Hasking et al., 2021; McIntyre et al., 2022; Reupert et al., 2021; Schaffer et al., 2021). Nesse ponto, a maioria dos artigos internacionais propõe a utilização dos recursos da telessaúde de acordo com as deliberações do NASP. Apenas McIntyre et al. (2022) apontam o uso da telessaúde como meio de promover intervenções para o desenvolvimento de treinamentos junto aos pais, especificamente no caso de crianças latinas com deficiências no desenvolvimento.

Já o artigo nacional de Fiaes et al. (2021) apresenta a realização de acolhimento e orientação on-line de casos específicos seguindo as recomendações do Conselho Federal de Psicologia (CFP) para atendimento on-line. Ainda, Dias et al. (2021), também uma produção brasileira, indicam o uso do atendimento psicoterápico emergencial para pessoas em sofrimento psíquico a partir do surgimento de demandas individuais que foram observadas no contexto escolar. Pesquisadoras da Psicologia Escolar brasileira, ao discutirem o contexto da pandemia, defendem a realização de práticas institucionais voltadas à compreensão da realidade escolar na busca de soluções concretas para as questões vivenciadas, por meio da construção de parcerias com o coletivo, e de espaços de reflexão e conscientização (Guzzo et al., 2021; Oliveira et al., 2021).

Vale salientar que apenas Hasking et al. (2021) retratam um conjunto de ações voltadas à telessaúde a serem realizadas de forma coletiva entre grupos de alunos e com a equipe de profissionais da escola. Aspecto importante a ser colocado, tendo em vista a potencialidade do trabalho junto ao coletivo para conhecer a realidade escolar, para construção de estratégias e favorecimento de processos de conscientização e transformação na escola (Andrada et al., 2018, 2019).

Além disso, dentro da subcategoria ‘trabalho com os atores institucionais’, ações junto aos pais e responsáveis são citadas e identificam-se, destas ações, aquelas que se aproximam de práticas mais coletivas e preventivas: desenvolvimento de intervenções sociais, emocionais ou acadêmicas para os pais utilizarem em casa; construção de vídeos para tratar de questões percebidas como relevantes durante a pandemia a serem enviados aos familiares; orientações sobre envolvimento parental durante o confinamento (Reupert et al., 2021; Schaffer et al., 2021; Touloupis, 2021; Ye et al., 2022; Wendel et al., 2020). Além dessas, são mencionadas: psicoeducação e inserção do responsável em processos terapêuticos; efetuação de workshops sobre resolução de conflitos e saúde mental; e, em momentos de teleavaliação, suporte e recolhimento de informações (Hass & Leung, 2021; Golberg et al., 2022; Holland et al., 2021; McClain et al., 2021).

O artigo de Souza (2021) apresenta um relato de experiência em psicologia escolar de base psicanalítica no contexto nacional, em que a profissional realizou momentos de escuta com pais, professores e alunos sobre saúde mental e ao ‘mal-estar’ ocasionado pela pandemia. Diante disso, no campo da Psicologia Escolar Educacional brasileira, a escuta é defendida como focada nas ‘vozes institucionais’ dos agentes escolares, com o intuito de acessar e acolher as demandas que emergem do contexto educacional (Marinho-Araújo, 2015).

Ainda, artigos mencionam que a aproximação do docente aos aspectos culturais dos alunos e suas famílias pode contribuir para a melhoria da relação professor-aluno, bem como para o processo de ensino e aprendizagem (D’Costa et al., 2021; Holland et al., 2021; Jones et al., 2021; McIntyre et al., 2022; Song et al., 2020; Truong et al., 2021). Alguns desses autores apresentam os impactos marcantes e desproporcionais da pandemia em comunidades menorizadas - negros, latinos e asiáticos - e o papel da(o) psicóloga(o) escolar na diminuição das diferenças e na defesa da instrução escolar acessível a todos.

Na pesquisa realizada por Jones et al. (2021), são recomendadas a análise e intervenção sobre os traumas provocados pela desigualdade racial. Com isso, atuar a partir da criação de espaços de aprendizado dedicados ao antirracismo e que possam contribuir para o desenvolvimento de uma identidade racial e cultural pelos alunos. Holland et al. (2021) e McIntyre et al. (2022) propõem que compreender os aspectos culturais pode favorecer o envolvimento da família nos processos interventivos realizados pela(o) psicóloga(o) escolar e pode facilitar a construção de parcerias colaborativas entre a família e a escola.

Já Oliveira et al. (2021) partem de uma perspectiva de escuta, assessoramento e acompanhamento do trabalho do professor, com base na psicologia escolar crítica. Afirmam a importância de a(o) psicóloga(o) escolar contribuir para o entendimento pela equipe institucional sobre a complexidade dos eventos relacionados à pandemia e seus efeitos para a escola e para o processo educacional. Ainda segundo os autores, menciona-se a importância de o profissional de psicologia incentivar a criatividade dos professores para a construção do processo pedagógico no contexto escolar virtual.

Associado a esse ponto, Golberg et al. (2022) descrevem a necessidade de a(o) psicóloga(o) escolar apoiar o trabalho dos professores a partir do fornecimento de recursos que podem contribuir para a construção de relação professor-família e professor-aluno, assim como para o favorecimento de uma cultura de sala de aula virtual. No artigo de Soncini et al. (2021), os autores indicam a possibilidade de a(o) psicóloga(o) escolar auxiliar os administradores das escolas a desenvolver e fornecer aos professores habilidades técnicas e pedagógicas, de forma a contribuir para a integração de dispositivos e recursos digitais no processo de ensino e aprendizagem.

Nessa perspectiva de colaboração com o professor, Schaffer et al. (2021) e Ye et al. (2022) mencionam que é papel da(o) psicóloga(o) escolar fornecer recursos para apoiar o bem-estar social e emocional dos professores e gestores, por meio da elaboração e envio de materiais sobre autocuidado e diálogos sobre técnicas de enfrentamento aos processos prejudiciais que envolvem o momento vivenciado. Ainda, Ritchie et al. (2021) apresentam a possibilidade de a(o) psicóloga(o) trabalhar o desenvolvimento profissional para funcionários da escola sobre os comportamentos e consequências da COVID-19. No contexto nacional, Dias et al. (2021), Silva e Maia (2021) e Souza (2021) relatam ações que podem ser realizadas no contexto escolar como meio de acolher e trabalhar questões relacionadas com o sofrimento psíquico ocasionado pela pandemia junto aos sujeitos escolares, especificamente o professor.

Também nas pesquisas encontradas no levantamento, o professor ora se configura como uma via de acesso ao aluno e às demandas e informações que facilitem o trabalho da(o) psicóloga(o), ora se relaciona ao trabalho conjunto entre psicóloga(o) e professor na construção de estratégias que podem beneficiar os processos de ensino e aprendizagem e a relação entre a família e a escola. Diante disso, esta produção defende que a relação entre a(o) psicóloga(o) e o docente poderá ser mais favorecedora quando ocorre em parceria, por meio da construção de espaços de diálogos e intervenções que integrem as contribuições de ambas as categorias (Oliveira et al., 2020).

Um outro ponto que é discutido nos textos de Brock et al. (2021), Reupert et al. (2021), Ritchie et al. (2021) e Stifel et al. (2020), é a necessidade de o profissional da psicologia escolar ‘desenvolver habilidades tecnológicas’ para realizar sua atuação durante o período de atividades remotas. Os autores Stifel et al. (2020) e Ritchie et al. (2021) indicam treinamentos para os profissionais sobre a administração de plataformas on-line, tanto pela utilização de uma nova ferramenta de trabalho, quanto pela responsabilidade ética para sua realização, o que possibilitará uma maior validação das avaliações realizadas de forma remota.

Soncini et al. (2021) afirmam a necessidade da(o) psicóloga(o) escolar se apropriar das ferramentas tecnológicas para, dessa forma, proporcionar suporte tecnológico aos sujeitos da escola. A ação se daria através do fornecimento de habilidades técnicas e pedagógicas aos professores como meio de integrar dispositivos digitais aos processos educativos, possibilitando a diversificação das atividades remotas. Tais ações convergem para o entendimento da prática da(o) psicóloga(o) escolar na assessoria e acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem, que pode potencializa-lo juntamente a atores institucionais (Marinho-Araújo, 2015).

Os artigos também propõem a realização de ‘propostas off-line de atuação’ da(o) psicóloga(o) escolar (Fiaes et al., 2021; Hasking et al., 2021; Reupert et al., 2021; Schaffer et al., 2021). Para além de ligações para entrevistas ou coleta de informações, foram construídos e enviados materiais off-line com o intuito de alcançar, em princípio, os pais e responsáveis das crianças e adolescentes. Reupert et al. (2021) mencionam que as(os) psicólogas(os) escolares da Alemanha, Canadá, Estados Unidos e Austrália enviaram pelos correios boletins informativos sobre questões sociais, emocionais, comportamentais e acadêmicas para os pais utilizarem com as crianças e adolescentes.

Hasking et al. (2021) realizaram intervenções sobre o risco da lesão não suicida (automutilação) entre alunos com pais, professores e estudantes. Apesar das atividades on-line, prezou-se pelo acesso aos pais por meio da divulgação de materiais informativos e a proposta do envio de cartas e construção de diários pelos alunos que tinham maiores dificuldades de acesso à internet ou não se engajaram nas atividades remotas. Também no relato de experiência de Fiaes et al. (2021) foi indicada a utilização de cartas terapêuticas como forma de realizar escuta e acolhimento dos estudantes e profissionais da escola. Junto a isso, ocorreu o uso de outros recursos, como o envio de cartilhas informativas sobre diversas temáticas - estratégias em saúde mental, violência contra a criança/mulheres, estratégias práticas para estudar durante a pandemia - apresentando conteúdos científicos de forma acessível à comunidade escolar, e a criação de um perfil no Instagram para divulgação dos materiais elaborados na experiência.

Como mencionam Codding et al. (2020) e Oliveira et al. (2021), ficaram ainda mais evidentes as desigualdades sociais já existentes que limitavam o acesso à escola de diversas crianças e adolescentes globalmente. Diante disso, destaca-se a necessidade que a(o) psicóloga(o) escolar compreenda que o entorno social e o desenvolvimento são permeados por determinações socioeconômicas que compõem o momento histórico no qual está inserido (Abrantes & Bulhões, 2020). Portanto, ao encontrar alternativas off-line, a(o) psicóloga(o) contribuiu para a inclusão de crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade, podendo viabilizar o acesso ao conteúdo escolar, bem como aos processos de ensino, aprendizagem e desenvolvimento.

No que tange à possibilidade da(o) psicóloga(a) escolar no ‘planejamento e execução de pesquisas’, Wendel et al. (2020) realizaram um estudo no Canadá com o profissional da psicologia sobre o relato de sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade nas crianças e envolvimento parental durante a pandemia. Busko & Bezinovic (2021) e Cerović et al. (2022) pesquisaram a percepção dos alunos sobre o período de ensino remoto, assim como os fatores estressores relacionados ao momento. Jones et al. (2021) apresentam a pesquisa com professores e funcionários de uma escola nos Estados Unidos que teve como objetivo compreender como esses sujeitos expressam as preocupações sobre a possível potencialização das desigualdades sociais ocasionada pela pandemia, bem como estabelece possibilidades de atuação para a(o) psicóloga(o) escolar para o combate a situações sistemáticas de racismo no contexto educacional. Já McKune et al. (2021) apresentam o planejamento e execução de uma pesquisa elaborada por um grupo de psicólogas(os) escolares, que teve como objetivo a elaboração de um instrumento de identificação de grupos de estudantes em risco de desenvolvimento de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), depressão e ansiedade durante a pandemia.

Hatzichristou et al. (2021) e Touloupis (2021) realizaram pesquisas sobre o contexto grego. Na primeira, os autores indicam como essencial ao trabalho desse profissional uma abordagem sistêmica das demandas da comunidade escolar, sendo algumas delas: apoio psicossocial e de aprendizagem, em nível preventivo e interventivo; intervenções relacionadas ao funcionamento familiar e luto; facilitação para o retorno presencial; apoio emocional; e apoio no cumprimento das medidas de saúde. Já Touloupis (2021) investigou o envolvimento dos pais nas atividades de casa de crianças com dificuldades de aprendizagem durante o ensino remoto, e implicações para a prática da(o) psicóloga(o) a partir do apoio educacional e psicológico para os pais durante o período da pandemia, bem como organização de ações de prevenção/intervenção para membros da comunidade escolar sobre questões da Educação Geral e Especial.

Ainda dentro das possibilidades de ações a partir do planejamento e execução de pesquisas em Psicologia Escolar, o artigo de Ye et al. (2022) indica alternativas de práticas a partir de investigações sobre os efeitos das dificuldades de aprendizagem on-line e do cyberbullying na saúde mental e engajamento acadêmico de adolescentes na China. Dentre as ações apresentadas estão: suporte à saúde mental, desenvolvimento de habilidades sociais que possam contribuir para o relacionamento entre pares, organização de workshops em saúde mental e resolução de conflitos e treinamento de professores para identificação de problemas em saúde mental, bem como incentivo ao autocuidado entre os docentes.

Diogo e Assis (2021) apresentam uma pesquisa realizada no contexto brasileiro que buscou analisar e compreender as mediações possíveis na realidade de atividades pedagógicas não presenciais (APNP), com base na teoria da Psicologia Histórico-Cultural. As autoras realizam problematizações sobre o uso dos termos ‘aula’ e ‘ensino’, processos que são entendidos pela teoria que embasa o artigo como dialéticos e relacionais. Ainda, assinalam reflexões sobre o retorno às atividades presenciais em formato parcial.

No que se refere ao tópico descrito acima, a maioria das produções apresenta a pesquisa em Psicologia Escolar Educacional como meio para auxiliar e orientar as ações de intervenção e prover suporte em relação à temática no contexto escolar, como treinamentos dos pais, estruturação de rotinas saudáveis de estudo, programas de apoio à aprendizagem e adaptação às novas condições de vida e estudo provenientes da pandemia.

Nesse sentido, defende-se que a pesquisa em Psicologia Escolar, além dos pontos apresentados nos artigos, pode ser um meio para acessar e entender os processos vivenciados no contexto escolar, ampliar os conhecimentos já existentes sobre a área e fomentar a atuação na escola. De acordo com Andrada et al. (2019, p. 3), “[...] os saberes produzidos constituirão as bases para a construção de atuações mais criativas na escola, do mesmo modo que a prática profissional será fonte inesgotável de questões a serem investigadas cientificamente neste âmbito”. Entende-se, portanto, o movimento dialético existente entre a prática e o conhecimento teórico, em que ambos se complementam e se constituem em relação.

Considerações finais

O presente levantamento permitiu verificar que os artigos selecionados contribuíram para a visualização e um maior entendimento sobre as possibilidades de atuação da(o) psicóloga(o) escolar durante a pandemia. Por meio desta pesquisa, foi possível acessar como a Psicologia Escolar foi exercida durante esse período, bem como os recursos e estratégias que foram utilizados. Acrescenta-se a possibilidade de, por meio deste levantamento, entender como a Psicologia Escolar Educacional vem sendo concebida e elaborada em diferentes contextos, para além do brasileiro.

Vale salientar que, apesar da presença da psicologia escolar nos diversos países, os artigos selecionados apresentam diferenças de concepção em relação ao trabalho da(o) psicóloga(o). Mencionam-se as diferenças entre a perspectiva nacional e a internacional de atuação desse profissional. Primeiramente, é percebido que no contexto brasileiro, em um dos artigos selecionados, preza-se pela atuação coletiva, de assessoria ao trabalho do professor no momento de mudança para o ensino remoto.

Com base em uma perspectiva comportamental e de atendimento em saúde mental, a partir dos documentos com orientações sobre as possibilidades de atuação da(o) psicóloga(o) escolar, nota-se uma prática centrada nos sujeitos e não na relação entre o coletivo envolvido no processo educacional. Cabe indicar que a percepção do aluno como client - termo utilizado em parte dos artigos internacionais - corrobora com uma noção individualizante do trabalho da(o) psicóloga(o) escolar, que diverge das proposições brasileiras em psicologia escolar crítica, também defendidas neste estudo.

Andrada et al. (2019) advogam por uma prática em psicologia escolar que promova o desenvolvimento de todos os atores, no coletivo e para o coletivo. Segundo afirmam, essa atuação deve ser conduzida de uma forma que caminhe para além da queixa escolar e da atuação direta com a criança. As autoras supracitadas mencionam que esse movimento da(o) psicóloga(o) escolar de se voltar ao coletivo é possível através do seu papel como agente político que promove ações de conscientização, prevenção e emancipação em direção ao desenvolvimento humano e da transformação da realidade. Corrobora com esse entendimento a produção de Guzzo et al. (2021), que apresenta a prática em psicologia escolar durante a pandemia. As autoras fazem a defesa de uma atuação psicossocial, que considere os determinantes sociais, políticos e econômicos que coexistem no contexto escolar. Também Oliveira et al. (2021) advogam pelo estabelecimento de parcerias com os atores, possibilitando a construção de espaços de interlocução entre os saberes psicológicos e pedagógicos na elaboração de estratégias que vão favorecer os processos de ensino, aprendizagem e desenvolvimento dos indivíduos ligados à instituição.

Além disso, a construção do conhecimento científico na psicologia escolar brasileira sustenta que o trabalho eficaz em psicologia escolar deve ser construído em parceria com os demais atores, em especial com o professor (Oliveira et al., 2020). Desse modo, diante das inúmeras limitações derivadas da pandemia e do ensino remoto, a pesquisa de Oliveira et al. (2021) defende uma atuação que corrobora com as proposições da psicologia escolar de base crítica, como é possível compreender em Marinho-Araújo (2015, p. 150), a qual defende que a(o) psicóloga(o) escolar deve “[...] incentivar os atores educacionais a buscarem, de forma consciente e competente, a superação dos obstáculos à apropriação do conhecimento [...]”, e ainda contribuir para o favorecimento de estratégias que promovam a ampliação da relação professor-aluno.

Ademais, assinala-se que a constante atualização através de estudos de levantamento da literatura é necessária e relevante. Esse tipo de produção, ao ser realizada periodicamente, permite o acesso ao que vem sendo produzido cientificamente no campo, aspecto que subsidia processos de reflexão e conscientização para a prática em psicologia escolar.

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Editado por

  • 1
    Editor de seção: Leticia Cavalieri Beiser de Melo

Disponibilidade de dados

Os dados que sustentam os achados desta revisão de literatura estão disponíveis publicamente no Repositório Institucional da UFPB em https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/29765

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    07 Ago 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    08 Jun 2022
  • Aceito
    14 Abr 2023
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