As plantas competem por recursos presentes abaixo e acima da superfície do solo. O objetivo deste trabalho foi separar os efeitos individuais da competição por recursos entre a soja e o milho como planta competidora. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em 2014/15. Os tratamentos consistiram de cultivares de soja (TEC 5718 e TEC 6029) sob condições de competição com milho (ausência de competição, competição por recursos do solo, competição por radiação solar e competição total). As variáveis avaliadas foram estatura de plantas, aos 7, 14, 21, 28, 35 e 42 dias após a emergência (DAE), diâmetro do caule/colmo, área foliar, massa seca da parte aérea, massa seca radicular e índice de clorofila, aos 42 DAE. A competição por recursos do solo entre a soja e o milho é pronunciada, sendo que cultivares de baixa estatura e de hábito de crescimento determinado, como TEC 5718, investem mais em biomassa de raízes, área foliar específica e razão de área foliar quando em competição. Os cultivares de soja não suprimem o milho, e sim permitem que este se beneficie quando associado ao seu sistema radicular, aumentando a massa seca da parte aérea e radicular, a área foliar e o índice de clorofila.
Palavras-chave:
Glycine max; Zea mays; água; competitividade; radiação solar; planta competidora
Letter “a” represents the row of soybean plants, and letter “b”, corn as the competing plant. (Adapted from: Mcphee and Aarssen, 2001; Bianchi et al., 2006).
Means followed by different letters differ from each other according to the t test (p≤0.05). 1Means followed by different uppercase letters compare the conditions that differ from each other according to Tukey’s test (p≤0.05). 2Means followed by different lowercase letters compare cultivars that differ from each other according to the t test (p≤0.05).



