O objetivo deste artigo consiste em problematizar o campo da Psicologia nas políticas públicas brasileiras, a partir dos estudos interseccionais destacados pela luta e construção de conhecimento das mulheres negras. Consideraremos o percurso histórico das psicologias no país e as construções epistêmicas dos movimentos sociais junto a este campo de conhecimento, destacando a ação das mulheres negras e sua relevância para a consolidação da interseccionalidade como conceito fundamental às psicologias no campo das políticas públicas. Para alcançarmos nosso objetivo, fizemos uma análise do conceito a partir de uma perspectiva genealógica, considerando a história do conceito e do campo científico a ele atrelado nas políticas públicas do país. As principais considerações remetem à relevância histórica deste conceito e do trabalho das mulheres negras para a consolidação da democracia brasileira e para a construção de conhecimento em Psicologia, bem como alguns riscos históricos do neoliberalismo para a intervenção junto ao campo dos marcadores sociais.
Palavras-chave:
Interseccionalidade; Políticas Públicas; Psicologia; Questão Social; Questão Racial
Thumbnail
Nota.