O objetivo principal foi analisar as relações entre variáveis de saúde mental (capital psicológico e burnout) e variáveis acadêmicas (motivação acadêmica e afetos sobre o projeto de carreira) em estudantes de graduação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), considerando diferenças sociodemográficas e acadêmicas. Participaram 503 discentes, com idade média de 26,53 anos, dos quais 67,8% eram mulheres e 39,8% se autodeclararam pardos(as). A maior parte da amostra estava matriculada em cursos da Área III (Filosofia e Ciências Humanas), estudava no turno da manhã (38%), ingressou por ampla concorrência (57,9%), não participava de nenhum programa de permanência estudantil (89,9%) e não precisou mudar de cidade para estudar (72,6%). Os participantes responderam de maneira on-line ao questionário sociodemográfico, à Escala de Capital Psicológico no Contexto de Estudos e ao Oldenburg Burnout Inventory, à Escala de Motivação Acadêmica e à Escala de Afetos sobre o projeto de carreira. Foram encontradas correlações positivas entre afetos positivos sobre a carreira, motivação acadêmica, capital psicológico e satisfação acadêmica e entre afetos negativos sobre a carreira e burnout. Foram observadas correlações negativas entre afetos negativos sobre a carreira, exaustão e desengajamento, e fatores positivos, como motivação acadêmica, capital psicológico e satisfação com a experiência acadêmica. As diferenças de médias indicaram diferenças em função do gênero, raça, área de conhecimento e da mudança de cidade para cursar a graduação. Conclui-se que fatores acadêmicos e sociais impactam na trajetória acadêmica de estudantes da UFBA, sendo necessário adotar medidas institucionais que reduzam o impacto das desigualdades sociais e proporcionem uma melhor experiência para seus estudantes.
Palavras-chave:
Saúde Mental; Orientação Profissional; Estudante Universitário