Resumo
Eleições livres e justas e mecanismos que asseguram a integridade eleitoral são condições centrais para a democracia. No Brasil, apesar da ausência de evidências de falhas no sistema de votação eletrônica, a desconfiança pública nas urnas e na contagem de votos aumentou nos últimos anos. Explicações correntes para esse aumento destacam o apoio a candidatos derrotados, sinais informacionais de elites políticas e raciocínio partidário motivado. Com base em surveys de 2006, 2018, 2019, 2021 e 2022, mostramos os limites dessas interpretações. Embora a retórica de desconfiança tenha sido amplificada por Jair Bolsonaro e ressoada entre seus apoiadores, argumentamos que ela opera sobretudo como intensificadora de um fator mais profundo: a adesão à democracia. Nossos resultados indicam que o apoio normativo ao regime é determinante central das atitudes em relação à integridade eleitoral, para além de fatores conjunturais.
Palavras-chave
desconfiança nas urnas; bolsonarismo; integridade eleitoral; urnas eletrônicas; desafeição democrática
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Fonte: Elaboração própria a partir da pesquisa A Cara da Democracia no Brasil, anos 2018, 2019, 2021 e 2022.
Fonte: Elaboração própria a partir da pesquisa A Cara da Democracia no Brasil, anos 2018, 2019, 2021 e 2022.
Nota: Variáveis de controle omitidas no gráfico: interesse por política, escolaridade, renda familiar, sexo, raça, idade, região, religião, local de moradia e fonte de informação política.Fonte: Elaborado pelos autores a partir da pesquisa realizada pelo Nupps/Cesop, 2006.
Nota: Variáveis de controle omitidas no gráfico: interesse por política, escolaridade, renda familiar, sexo, raça, idade, região, religião, local de moradia e fonte de informação política.Fonte: Elaborado pelos autores a partir da pesquisa realizada pelo Nupps/Cesop, 2006.
Nota: Variáveis de controle omitidas no gráfico: interesse por política, escolaridade, renda familiar, sexo, raça, idade, região, religião, local de moradia e fonte de informação política.Fonte: Elaborado pelos autores a partir da pesquisa realizada pelo Nupps/Cesop, 2006.
Nota: Variáveis de controle omitidas no gráfico: interesse por política, escolaridade, renda familiar, sexo, raça, idade, região, religião, local de moradia e fonte de informação política.Fonte: Elaborado pelos autores a partir da pesquisa realizada pelo Nupps/Cesop, 2006.