O objetivo deste trabalho é aferir a eficácia da política fiscal no Brasil, obtendo os impactos de suas inovações e calculando seus multiplicadores. Foi adotado um modelo de Vetor Autorregressivo Estrutural Bayesiano com uma identificação inovadora, proposta por Arias et al. (2018), ao qual, além de restrições de sinais, se impõem também restrições de zeros nas Funções Impulso Resposta (FIRs), de modo que é possível identificar choques em que as variáveis de interesse respondam de forma positiva, negativa ou nula. Tal inovação metodológica evita ambiguidades na identificação dos choques fiscais e possibilita verificar se seus impactos são significativamente afetados quando o orçamento do governo se mantém constante. Os resultados apontam que a identificação das inovações fiscais com restrições de sinais e de zeros só permite chegar a multiplicadores fiscais significativos no curto prazo e que somente com a adição de restrições de zeros sobre o PIB é possível chegar a valores dos multiplicadores consistentes com a literatura econômica. O estudo indica, também, uma contribuição significativa das restrições de zeros na identificação dos multiplicadores fiscais.
Palavras-chave:
Política fiscal; Modelo de Vetores Autorregressivos Estruturais (SVAR); restrições de sinais e de zeros; Função de Impulso Resposta (FIR)
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Fonte: Elaboração própria.
Fonte: Elaboração própria.Nota: Identificado a partir de restrições de sinais negativos nas respostas do PIB e do SWAP-DI, e positivos nas respostas da receita e do câmbio nos primeiros três meses contados a partir do choque; e restrições de zeros nos gastos e no investimento do governo no mesmo instante (mês) do choque.
Fonte: Elaboração própria.Nota: Identificado a partir de restrições de sinais negativos nas respostas do PIB e do SWAP-DI, e positivos nas respostas da receita e do câmbio nos primeiros três meses contados a partir do choque; e restrições de Zeros, no PIB, nos gastos e no investimento do governo no mesmo instante (mês) do choque.
Fonte: Elaboração própria.
Fonte: Elaboração própria.Nota: Identificado a partir de restrições de sinais positivos nas respostas dos gastos do governo, do PIB e do SWAP-DI, e negativos no câmbio nos primeiros três meses contados a partir do choque; e restrições de zeros na receita e no investimento do governo no mesmo instante (mês) do choque.
Fonte: Elaboração própria.Nota: Identificado a partir de restrições de sinais positivos nas respostas dos gastos do governo, do PIB e do SWAP-DI, e negativos no câmbio nos primeiros três meses contados a partir do choque; e restrições de zeros no PIB, na receita e no investimento do governo no mesmo instante (mês) do choque.
Fonte: Elaboração própria.Nota: Identificado a partir de restrições de sinais positivos nas respostas dos gastos do governo, do PIB e do SWAP-DI, e negativos no câmbio nos primeiros três meses contados a partir do choque; e restrições de zeros no investimento do governo no mesmo instante (mês) do choque e no orçamento nos primeiros três meses contados a partir do choque.
Fonte: Elaboração própria.Nota: Identificado a partir de restrições de sinais positivos nas respostas dos gastos do governo, do PIB e do SWAP-DI, e negativos no câmbio nos primeiros três meses contados a partir do choque; e restrições de zeros no PIB e no investimento do governo no mesmo instante (mês) do choque e no orçamento nos primeiros três meses contados a partir do choque.
Fonte: Elaboração própria.Nota: Identificado a partir de restrições de sinais positivos na resposta dos gastos do governo, do SWAP-DI, e negativos no câmbio nos primeiros três meses contados a partir do choque; e restrições de zeros no orçamento nos primeiros três meses contados a partir do choque.
Fonte: Elaboração própria.
Fonte: Elaboração própria.Nota: Identificado a partir de restrições de sinais positivos nas respostas do investimento do governo, do PIB e do SWAP-DI, e negativos no câmbio nos primeiros três meses contados a partir do choque; e restrições de zeros na receita e nos gastos do governo no mesmo instante (mês) do choque.
Fonte: Elaboração própria.Nota: Identificado a partir de restrições de sinais positivos nas respostas do investimento do governo, do PIB e do SWAP-DI, e negativos no câmbio nos primeiros três meses contados a partir do choque; e restrições de zeros no PIB, na receita e nos gastos do governo no mesmo instante (mês) do choque.
Fonte: Elaboração própria.Nota: Identificado a partir de restrições de sinais positivos nas respostas do investimento do governo, do PIB e do SWAP-DI, e negativos no câmbio nos primeiros três meses contados a partir do choque; e restrições de zeros nos gastos do governo no mesmo instante (mês) do choque e no orçamento nos primeiros três meses contados a partir do choque.
Fonte: Elaboração própria.Nota: Identificado a partir de restrições de sinais positivos nas respostas do investimento do governo, do PIB e do SWAP-DI, e negativos no câmbio nos primeiros três meses contados a partir do choque; e restrições de zeros no PIB, nos gastos do governo no mesmo instante (mês) do choque e no orçamento nos primeiros três meses contados a partir do choque.
Fonte: Elaboração própria.Nota: Identificado a partir de restrições de sinais positivos nas respostas do investimento do governo, do SWAP-DI, e negativos no câmbio nos primeiros três meses contados a partir do choque; e restrições de zeros no orçamento nos primeiros três meses contados a partir do choque.
Fonte: Elaboração própria.