Este artigo apresenta uma etnografia realizada junto ao Estádio Macedão, em Caçapava do Sul (RS), acompanhando, entre novembro de 2020 e novembro de 2025, as linhas de vida que atravessam o processo contínuo de sua revitalização. A pesquisa voltou-se aos gestos, afetos, memórias e narrativas que fazem e desfazem o estádio no ritmo das relações citadinas. O percurso metodológico, tecido por caminhadas, observação participante e conversas situadas, permitiu seguir os modos como o espaço se atualiza na convivência cotidiana, revelando uma paisagem em devir onde práticas, tensões e expectativas crescem entrelaçadas. A partir desse acompanhamento atento, o estudo propõe compreender a revitalização não como oposição entre tradição e modernidade, conservação e inovação, mas como movimento relacional no qual o estádio se reinventa continuamente nas tramas ordinárias que o habitam.
Palavras-chave
Futebol; Torcedores; Espaço Público; Cultura
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Fonte: acervo pessoal.
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