Dirijo este texto a pesquisadores interessados em novas formas de compreensão do sofrimento humano, diferentes daquelas oferecidas pelo positivismo oriundo da medicina hegemônica. Com o foco voltado a programas de pós-graduação na área da saúde, meu objetivo é promover uma reflexão metodológica crítica sobre a pesquisa qualitativa e seu papel no avanço do direito à saúde como justiça social. Inicialmente, exploro as dificuldades enfrentadas por quatro estudantes de pós-graduação que tentam introduzir abordagens críticas num ambiente acadêmico resistente à inovação. Em seguida, destaco a importância em se considerar a diversidade de qualidades corporificadas do ser humano na definição de problemas e métodos de pesquisa qualitativa crítica. Em terceiro lugar, analiso a dimensão ético-política de todas as pesquisas e a necessidade de maior reflexão epistemológica na formação dos pesquisadores, orientando-os a iluminar fenômenos complexos de saúde. Por fim, proponho diretrizes para fortalecer a qualidade da pesquisa crítica e sua contribuição para a saúde humana, com impacto nas esferas comunitária, acadêmica e de políticas públicas.
Palavras-chave
Pesquisa Qualitativa; Ensino Superior; Ciências da Saúde; Teoria Crítica