Sumário
Mana, Volume: 31, Número: 1, Publicado: 2025Mana, Volume: 31, Número: 1, Publicado: 2025
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Dossiês Trançados Quilombolas: perspectivas antropológicas de intelectuais quilombolas Santos, Rosiene Francisco dos Sacramento, Elionice Conceição Silva, Ana Claudia Matos da (Zane), Rosânia do Nascimento Díaz-Benítez, María Elvira |
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Dossiês “Irmãs do Inhame”: aquilombamento entre intelectuais negras Souza, Kleyne Janne Costa de Jesus, Gabriela dos Anjos de Pinto, Naiane Jesus Sacramento, Elionice Conceição Resumo em Português: Resumo: Este artigo tem como objetivo apresentar quatro pesquisadoras do campo da antropologia que estão estabelecendo conexões diaspóricas e construindo um lugar seguro para uma trajetória acadêmica pautada na dimensão da solidariedade entre mulheres negras. A fim de situar o(a) leitor(a), nos apresentaremos a partir do nosso próprio ponto de vista, mostrando como a ancestralidade nos aproximou e como estamos construindo um percurso acadêmico não pautado na competição. Assim, este artigo está estruturado pela introdução; um tópico chamado “Aquilombando nas encruzilhadas: trajetividades de mulheres negras do Recôncavo Baiano”, que abarca quatro subtópicos: Nessa terra, nesse chão de meu Deus, sou uma, mas não sou só; Conexões diaspóricas: construindo caminhos ancestrais; Entre aquilombamento e confluências; e Sou Elionice Conceição Sacramento, filha da mãe Zezé e da mãe Maré.Resumo em Espanhol: Resumen: Este artículo tiene como objetivo presentar a cuatro investigadoras en el campo de la antropología que están estableciendo conexiones diaspóricas y construyendo un lugar seguro para una trayectoria académica, basada en la dimensión de la solidaridad entre las mujeres negras. Con el fin de situar al lector, nos presentaremos desde nuestro propio punto de vista, mostrando cómo la ascendencia nos ha acercado y cómo estamos construyendo un camino académico no basado en la competencia. Así, este artículo está estructurado por la introducción; un tema llamado “Aquilombando nas encruzilhadas: trayectorias de mujeres negras del Recôncavo Baiano”, que abarca cuatro subtemas: En esta tierra, en esta tierra de mi Dios, soy una, pero no estoy sola; Conexiones diaspóricas: construcción de caminos ancestrales; Entre el ‘aquilombamento’ y las confluencias; y Sou Elionice Conceição Sacramento, hija de las madres Zezé y Mãe Maré.Resumo em Inglês: Abstract: This article aims to present four researchers in the field of anthropology who are establishing diasporic connections and building a safe place for an academic trajectory, based on the dimension of solidarity among Black women. In order to situate the reader, we will present ourselves from our own point of view, showing how ancestry has brought us closer and how we are building an academic path not based on competition. Thus, this article is structured by the introduction; a topic called “Aquilombando nas encruzilhadas: trajectivities of Black women from the Recôncavo Baiano”, which encompasses four subtopics: In this land, in this ground of my God, I am one, but I am not alone; Diasporic connections: building ancestral paths; Between aquilombamento and confluences; and Sou Elionice Conceição Sacramento, daughter of mothers Zezé and Mãe Maré. |
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Dossiês Encontro Pelas Águas: Nós, as Pescadoras Quilombolas no Movimento e na Academia Lopes, Marizelha Carlos Boas, Júlia Stefany de Jesus Vilas Correia, Dalila Conceição Santos, Idiane Barbosa dos Bomfim, Andréa Souza Sacramento, Elionice Conceição Resumo em Português: Resumo O artigo apresenta as especificidades e diversidades dos quilombos pesqueiros da Bahia, destacando como essas comunidades vivem, produzem e coexistem. Escrito por autoras quilombolas, o texto analisa as contradições nas tentativas de definição de um modelo único de quilombo ou comunidade quilombola. Nosso foco principal é a articulação entre comunidades quilombolas situadas nas diferentes baías do estado da Bahia. Em vez de se concentrar apenas em quilombos com fronteiras definidas e regularizadas, enfatizamos as fronteiras transcendentais das águas, que conectam grandes quilombos regionais e criam um sistema alimentar interdependente. O artigo detalha ainda como os produtos pesqueiros de diferentes quilombos, a exemplo do Quilombo Pesqueiro Conceição, o Quilombo Pesqueiro Guaí, o Quilombo Pesqueiro Bananeiras e o Quilombo Pesqueiro Graciosa, são distribuídos e utilizados em várias regiões da Bahia. Essas trocas se dão por rotas marítimas, evidenciando a complementaridade e a riqueza das práticas culturais e econômicas dessas comunidades pesqueiras quilombolas. O trabalho também aborda questões referentes à produção diversificada a partir dos frutos da terra e das águas com o reaproveitamento de materiais para a feitura do artesanato. Sendo assim, essas atividades se dão de modo agroecológico em regime de economia familiar em cooperação entre as comunidades.Resumo em Espanhol: Resumen El artículo presenta las especificidades y diversidades de los quilombos pesqueros de Bahía, destacando cómo estas comunidades viven, producen y conviven. Escrito por autores quilombolas, el texto analiza las contradicciones en los intentos de definir un modelo único de quilombo o comunidad quilombola. Nuestro principal foco es la articulación entre las comunidades quilombolas ubicadas en las diferentes bahías del estado de Bahía. En lugar de centrarnos sólo en los quilombos con fronteras definidas y regularizadas, enfatizamos las fronteras trascendentales de las aguas, que conectan grandes quilombos regionales y crean un sistema alimentario interdependiente. El artículo también detalla cómo se distribuyen y utilizan los productos pesqueros de diferentes quilombos, como el Quilombo Pesqueiro Conceição, el Quilombo Pesqueiro Guaí, el Quilombo Pesqueiro Bananeiras y el Quilombo Pesqueiro Graciosa, en varias regiones de Bahía. Estos intercambios ocurren a través de rutas marítimas, resaltando la complementariedad y la riqueza de las prácticas culturales y económicas de estas comunidades pesqueras quilombolas. La obra también aborda cuestiones relacionadas con la producción diversificada a partir de los frutos de la tierra y el agua con la reutilización de materiales para la elaboración de artesanías. Así, estas actividades se realizan de manera agroecológica bajo un régimen de economía familiar en cooperación entre comunidades.Resumo em Inglês: Abstract The article presents the specificities and diversities of the fishing quilombos of Bahia, highlighting how these communities live, produce and coexist. Written by quilombola authors, the text analyzes the contradictions in attempts to define a single model of quilombo or quilombola community. Our main focus is the articulation between quilombola communities located in the different bays of the state of Bahia. Instead of focusing only on quilombos with defined and regularized borders, we emphasize the transcendental borders of the waters, which connect large regional quilombos and create an interdependent food system. The article also details how fishing products from different quilombos, such as Quilombo Pesqueiro Conceição, Quilombo Pesqueiro Guaí, Quilombo Pesqueiro Bananeiras and Quilombo Pesqueiro Graciosa, are distributed and used in various regions of Bahia. These exchanges occur via maritime routes, highlighting the complementarity and richness of the cultural and economic practices of these quilombola fishing communities. The work also addresses issues related to diversified production from the fruits of the land and water with the reuse of materials for making handicrafts. Thus, these activities are carried out in an agroecological manner under a family economy regime in cooperation between communities. |
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Dossiês Marias Quilombolas Marajoaras, Malungas Iyalodês de Salvaterra - Pará Sarmento, Maria Páscoa Santos, Maria da Conceição Sarmento dos Carneiro, Maria José Alcântara Barbosa, Noemi Maria Resumo em Português: Resumo: Este texto provém de partes dos resultados da pesquisa de doutoramento que resultou na tese Resistências malungas: agências sociopolíticas das mulheres quilombolas de Salvaterra, Arquipélago do Marajó, Pará. Assim, trazemos reflexões entretecidas com 22 mulheres malungas e coautoras da pesquisa, durante a escrevivência plurivocal e afrocentrada do estudo. Porém, a análise detém-se apenas na trajetória de vida de quatro “Marias”: Tia Conci, Zeca, Tia Noca e Páscoa, enfocando nossas ações e práticas enquanto ativistas quilombolas de Salvaterra, Pará. Concluímos o texto destacando a existência de uma agência e resistência malunga frente aos desafios impostos pela luta em defesa do território de existência do povo quilombola salvaterrense, concretizada em ações enquanto Cuidadoras e Guardiãs da Vida, atuando em áreas como educação, saúde, meio ambiente, economia, política, história social e cultura. São vozes-potências criadoras e recriadoras de mundos, engendradoras de resistências malungas cotidianas diante dos obstáculos as nossas vidas-liberdades.Resumo em Espanhol: Resumen: Este texto proviene de partes de los resultados de la investigación doctoral que resultó en la tesis Resistências malungas: agências sociopolíticas das mulheres quilombolas de Salvaterra, Arquipélago do Marajó, Pará, y por lo tanto trae reflexiones entrelazadas con 22 mujeres coautoras de la investigación y malungas durante la escrevivênciaplurivocal y afrocéntrica del estudio. Sin embargo, el análisis sólo se centra en las trayectorias de vida de cuatro «Marías»: Tia Conci, Zeca, Tia Noca y Páscoa, centrándose en nuestras acciones y prácticas como activistas quilombolas en Salvaterra, Pará. Concluimos que hay agencia y resistencia malunga frente a los desafíos que plantea la lucha por la defensa del territorio de existencia del pueblo quilombola de Salvaterra, que se concreta en acciones como Cuidadores y Guardianes de la Vida, actuando en áreas como la educación, la salud, el medio ambiente, la economía, la política, la historia social y la cultura. Son voces-poderes que crean y recrean mundos, engendrando resistencia malunga cotidiana frente a los desafíos u obstáculos a nuestras vidas-libertades.Resumo em Inglês: Abstract: This text comes from parts of the results of the doctoral research that resulted in the thesis Resistências malungas: agências sociopolíticas das mulheres quilombolas de Salvaterra, Arquipélago do Marajó, Pará, so we bring reflections interwoven with 22 women co-authors of the research and malungas during the plurivocal and Afrocentric writing of the study. However, the analysis only focuses on the life trajectories of four “Marias”: Tia Conci, Zeca, Tia Noca and Pascoa, focusing on our actions and practices as quilombola activists in Salvaterra, Pará. We conclude that there is Malunga agency and resistance in the face of the challenges posed by the struggle to defend the territory of existence of the Salvaterra quilombola people, which takes the form of actions as Carers and Guardians of Life, working in areas such as education, health, the environment, economics, politics, social history and culture. They are voices-powers that create and recreate worlds, engendering daily malunga resistance in the face of challenges or obstacles to our lives-liberties. |
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Dossiês Enterrar umbigos, botar roças e fazer casas: memórias da construção de territórios quilombolas às margens do Velho Chico Silva, Florisvaldo Rodrigues da Souza, Shirley Pimentel de Resumo em Português: Resumo Este texto trata de uma experiência de escrita compartilhada entre duas pessoas quilombolas do território Velho Chico, na Bahia, que são de comunidades e gerações diferentes, mas com memórias coletivas comuns de mobilidades, agenciamentos, construção de parentescos e de territorialidades a partir das vivências de pessoas negras, pescadoras, lavradoras e quilombolas às margens do rio São Francisco. Nós falamos a partir das ilhas e dos barrancos do rio, das comunidades de Araçá/Cariacá e de Pedra Negra da Extrema, além do Movimento Quilombola do estado da Bahia, apontando para uma reflexão sobre a diversidade dos modos de construção de territórios de liberdade pelas comunidades quilombolas. O argumento aqui apresentado é o de que os processos de construção de alianças e compadrios, os deslocamentos forçados ou planejados no território, o ato de botar roças nas ilhas e vazantes, de fazer casas e de enterrar umbigos são constituintes de uma identidade e modos de vida quilombolas no território Velho Chico. Para nós, contar essas histórias é uma forma de manter viva as nossas existências e agenciamentos, além de mostrar a busca constante por um território onde possamos viver sossegados.Resumo em Espanhol: Resumen Este texto trata de una experiencia de escritura compartida entre dos quilombolas del territorio del Velho Chico, en Bahia, de comunidades y generaciones diferentes, pero con memorias colectivas comunes sobre movilidades, agencia, construcción de parentescos y territorialidades a partir de las experiencias de negros, pescadoras, agricultores y quilombolas en las márgenes del río São Francisco. Hablamos desde las islas y barrancos del río, desde las comunidades de Araçá/Cariacá y Pedra Negra da Extrema, así como desde el Movimiento Quilombola en el estado de Bahía, apuntando a una reflexión sobre la diversidad de formas en que las comunidades quilombolas construyen territorios de libertad. El argumento aquí presentado es que los procesos de construcción de alianzas y compadrazgos, los desplazamientos forzados o planificados en el territorio, el acto de plantar huertas en las islas y vazantes, hacer casas y enterrar ombligos son constituyentes de una identidad y forma de vida quilombola en el territorio del Velho Chico. Para nosotros, contar estas historias es una manera de mantener vivas nuestras existencias y agencias, además de mostrar la búsqueda constante de un territorio donde podamos vivir en paz.Resumo em Inglês: Abstract This text is about a shared writing experience between two quilombola people from the Velho Chico territory in Bahia, who are from different communities and generations, but with common collective memories of mobilities, agency, the construction of kinships and territorialities based on the experiences of black people, fisherwomen, farmers and quilombolas on the banks of the São Francisco River. We speak from the islands and ravines of the river, from the communities of Araçá/Cariacá and Pedra Negra da Extrema, as well as from the Quilombola Movement in the state of Bahia, pointing to a reflection on the diversity of ways in which quilombola communities construct territories of freedom. The argument presented here is that the processes of building alliances and compadrios, forced or planned displacements in the territory, the act of planting gardens on the islands and vazantes, making houses and burying navels are constituents of a quilombola identity and way of life in the Velho Chico territory. For us, telling these stories is a way of keeping our existences and agencies alive, as well as showing the constant search for a territory where we can live peacefully. |
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Dossiês Conversar não é governar: trajetórias de lideranças comunitárias na construção e na condução da Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Piauí Lima, Arnaldo de Freire, Bernardo Curvelano Marques, Cláudio Teófilo Santos, Maria Rosalina dos Santos, Osvaldina Rosalina dos Resumo em Português: Resumo: O presente artigo é fruto de conversas e da convivência entre uma liderança do Território Quilombo Lagoas (caatinga piauiense) com um antropólogo que reside na mesma região. Dessa relação forjou-se uma pesquisa colaborativa à forma de antropologia compartilhada em que as diferenças constitutivas dos pontos de vista fazem da autoria um esforço de confluência, ou seja, que junta sem misturar. O artigo foi escrito, portanto, por amigos e vizinhos que, partindo da distinção entre liderança política e liderança comunitária, descreve encontros por meio de narrativas complicadas sobre territórios quilombolas e sua relação com o movimento quilombola como uma articulação dotada de escalabilidade, e com a política, que é sempre outra relação. Pretendemos, com isso, relatar as histórias contadas por lideranças, políticas e comunitárias - todas quilombolas -, cujas trajetórias têm confluência com a criação da Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Piauí (Cecoq). Nosso objetivo é compreender como é que lideranças quilombolas mobilizam a distinção entre política e comunidade em suas narrativas de trajetória, assim como seu desdobramento em outras tensões constitutivas. Assim, oposições como dinheiro e relação, conversar e governar orientam temas das políticas de vizinhança e relações de parentesco cujo manejo dão dinâmica para noções como proximidade e afastamento entre pessoas na constituição de lideranças e sujeitos coletivos. É na medida em que não é necessário morar nas proximidades para ser vizinho e, contraintuitivamente, não é preciso ter relações de sangue para ser parente que se constitui como um repertório de significados para refletir a respeito de uma coordenação de territórios em escala estadual em cuja articulação todos são irmãos quilombolas.Resumo em Espanhol: Resumen: El presente artículo es fruto de conversaciones y convivio entre un líder del Territorio Quilombo Lagoas (Caatinga de Piauí) y un antropólogo que reside en la misma región. De esta relación se he formado una investigación colaborativa en la forma de una antropología compartida en que las diferencias constitutivas de los puntos de vista hacen de la autoría un esfuerzo de confluencia, o sea, lo que se junta sin misturar. El artículo fue escrito por amigos y vecinos que comienza con la distinción entre liderazgo político y liderazgo comunitario para entonces describir encuentros por medio de narrativas complicadas sobre territorios quilombolas y su relación con el movimiento quilombola, que es una articulación dotada de escalabilidad, y con la política, que es siempre una relación otra. Pretendemos con esto relatar las historias contadas por liderazgos tanto políticos cuanto comunitarios - todos quilombolas - cujas trayectoria tienen confluencia con la creación de la Coordinación Estadual das Comunidades Quilombolas de Piauí (Cecoq). Nuestro objetivo es comprender como los liderazgos quilombolas movilizan la distinción entre política y comunidad en sus narrativas de trayectoria, así como su desdoblamiento en otras tensiones constitutivas. Así, oposiciones como dinero y relación, charla y gobierno orientan temas de las políticas de vecindario y relaciones de parentesco cuyo manejo dan dinámica para nociones como proximidad y lejanía entre personas en la constitución de liderazgos y sujetos colectivos. Es de acuerdo con la afirmación de que no es necesario residir cerca para ser vecino y nos es necesario tener relaciones de sangre para ser pariente que se constituye un repertorio de significados para reflejar a respecto de una coordinación de territorios en escala estadual en cuya articulación todos son hermanos quilombolas.Resumo em Inglês: Abstract: The current article came out as a consequence of conversations and the conviviality between a leader from Quilombo Lagoas Territory (Piaui's caatinga) and an anthropologist that resides in the same region. This relationship took form from collaborative research in the shape of a shared anthropology in which the point of view differences make authorship a confluent effort defined as relationship that assembles without mixing. As a consequence, this article was written by friends and neighbors that used the distinction between political leadership and community leadership as guidance to describe encounters as complicated narratives about quilombola territories and their relation with the quilombola social movement as much as with politics, the first being as an articulation characterized by scalability, and the second something that appears always as some other relationship. Taking all this into account, our pretention is to tell stories told by both community and political leaders, being all of them quilombolas, which trajectories take a collective flow with the creation of the State Coordination of Quilombolas Communities from Piauí (Cecoq). Our goal is to comprehend how those quilombola leaders mobilize the distinction between politics and community in their trajectory narratives as much their development on other constitutive tensions. As such oppositions as money and relation, conversations and governing guides themes as politics of neighborhood and kinship relations, which management creates room for a dynamic stand for notions as proximity and distancing between persons in the constitution of leaders and collective subjects. It is because it is not obligatory to reside nearby to be a neighbor and it is not necessary to have blood relations to be kin that it is possible to create a repertoire of meanings to think about a coordination of territories in state scale in which articulation all are quilombola brothers. |
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Dossiês Juventude quilombola de Jambuaçu ocupa outros espaços, constrói e potencializa espaços e pedagogias outras Santiago, John Cleber Sarmento Ferreira, Silvana de Almeida Sarmento Cardoso, Vanuza da Conceição Resumo em Português: Resumo: Este artigo tem como objetivo escrevivenciar como as Juventudes Quilombolas de Jambuaçu ocupam outros espaços, constroem e potencializam espaços e pedagogias outras para fortalecer a luta em defesa do território. O estudo é fruto de uma pesquisa engajada e de vivências experimentadas nos espaços de participação coletiva junto ao Movimento da Juventude Quilombola de Jambuaçu, por meio da participação observante (Bruce Albert; Davi Kopenawa Yanomami 2015). Desse modo, os resultados da pesquisa apontaram que a juventude quilombola de Jambuaçu organiza-se de maneira estratégica para ocupar e disputar os espaços institucionalizados do conhecimento, a exemplo das escolas e das universidades e, a partir desses espaços, atualiza as estratégias de luta e resistência. Além desses espaços, a juventude reconhece a importância e a necessidade de forjar espaços outros que valorizem os saberes-fazeres ancestrais, com pedagogias próprias para fortalecer a identidade quilombola e a luta em defesa do território. Por isso, forjaram os espaços do Projeto Perpetuar, Quilombotecas e o Centro de Memória Raízes Quilombolas de São Manoel. Esses espaços com as próprias pedagogias contribuem para que as lideranças quilombolas se reconectem com suas histórias, identidades, culturas e seus modos de vida tradicionais. Proporcionam (re)encontros ancestrais. Os espaços proporcionam, oportunizam e ajudam a identificar as ameaças e os elementos de opressão que precisam ser transformados radicalmente desde sua raiz.Resumo em Espanhol: Resumen: Quilombolas de Jambuaçu ocupan y construyen espacios alternativos y pedagogías propias para fortalecer la lucha en defensa de su territorio. El estudio es fruto de una investigación comprometida y de vivencias experimentadas en espacios de participación colectiva, junto al Movimiento de la Juventud Quilombola de Jambuaçu, a través de la participación observante (Bruce Albert; Davi Kopenawa Yanomami, 2015). Los resultados de la investigación muestran que la juventud quilombola de Jambuaçu se organiza de manera estratégica para acceder y disputar los espacios institucionalizados del conocimiento, como las escuelas y universidades, y desde esos espacios actualizan sus estrategias de lucha y resistencia. Además, reconocen la importancia y necesidad de crear espacios alternativos que valoren los saberes ancestrales, con pedagogías propias que fortalezcan la identidad quilombola y la defensa del territorio. Por ello, han forjado espacios como el Proyecto Perpetuar, las Quilombotecas y el Centro de Memoria Raíces Quilombolas de São Manoel. Estos espacios, con sus propias pedagogías, contribuyen a que las lideranzas quilombolas se reconecten con sus historias, identidades, culturas y modos de vida tradicionales. Propician (re)encuentros ancestrales, posibilitan una lectura crítica de sus realidades y ayudan a identificar amenazas y elementos de opresión que deben transformarse radicalmente desde su raíz.Resumo em Inglês: Abstract: This article aims to analyze how the Quilombola Youth of Jambuaçu occupy and construct alternative spaces and pedagogies to strengthen the struggle in defense of their territory. The study results from an engaged research process and lived experiences in collective participation spaces, particularly with the Quilombola Youth Movement of Jambuaçu, through observant participation (Bruce Albert; Davi Kopenawa Yanomami, 2015). The findings show that the Quilombola youth of Jambuaçu organize themselves strategically to access and contest institutionalized knowledge spaces, such as schools and universities. From within these spaces, they update their strategies of resistance and struggle. In addition to this, the youth recognize the importance and necessity of creating alternative spaces that value ancestral knowledge and practices, with their own pedagogies to strengthen Quilombola identity and the defense of territory. Thus, they have created the Perpetuar Project, Quilombotecas, and the Quilombola Roots Memory Center of São Manoel. These spaces, with their unique pedagogical approaches, contribute to reconnecting Quilombola leaders with their histories, identities, cultures, and traditional ways of life. They foster ancestral (re)encounters, offer critical readings of their realities, and help identify threats and oppressive elements that must be radically transformed from the root. |
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Dossiês Reposicionamento do nativo: quilombolas nos cursos de antropologia ou/e uma antropologia quilombola Oliveira, Israel Santos, Rosiene Francisco dos Souza, Shirley Pimentel de Resumo em Português: Resumo: Este texto nasce do entrelaçamento de nossas vivências enquanto quilombolas que seguem as trilhas acadêmicas no campo da antropologia. Ao ocuparmos esse espaço historicamente marcado por relações colonialistas, temos nos deparado com desafios que atravessam não apenas nossas trajetórias acadêmicas, mas também nossas existências e modos de produzir conhecimento. Refletimos sobre como a presença quilombola na antropologia é, muitas vezes, enquadrada em nichos específicos, marcada pela expectativa de que falemos apenas de nossos territórios. Ao mesmo tempo, denunciamos as barreiras institucionais que seguem restringindo nossas práticas profissionais, reafirmando, assim, nossas potências enquanto sujeitos plenos da antropologia e que podem fazer suas escolhas epistemológicas e políticas. Mais do que buscar respostas definitivas, abrimos caminhos para pensar uma antropologia que reconheça e acolha epistemologias construídas nos territórios quilombolas, que não reduzam nossas vozes à condição de objetos, mas que nos reconheçam como parte constitutiva e transformadora da disciplina.Resumo em Espanhol: Resumen: Este texto nace del entrelazamiento de nuestras vivencias como quilombolas que siguen las sendas académicas en el campo de la antropología. Al ocupar este espacio históricamente marcado por relaciones colonialistas, nos hemos enfrentado a desafíos que atraviesan no solo nuestras trayectorias académicas, sino también nuestras existencias y modos de producir conocimiento. Reflexionamos sobre cómo la presencia quilombola en la antropología es, a menudo, encuadrada en nichos específicos, marcada por la expectativa de que hablemos únicamente de nuestros territorios. Al mismo tiempo, denunciamos las barreras institucionales que continúan restringiendo nuestras prácticas profesionales, reafirmando así nuestras potencias como sujetos plenos de la antropología que pueden tomar sus propias decisiones epistemológicas y políticas. Más que buscar respuestas definitivas, abrimos caminos para pensar una antropología que reconozca y acoja epistemologías construidas en los territorios quilombolas, que no reduzca nuestras voces a la condición de objetos, sino que nos reconozca como parte constitutiva y transformadora de la disciplina.Resumo em Inglês: Abstract: This text emerges from the intertwining of our experiences as Quilombolas navigating academic paths within the field of anthropology. In occupying this space, historically marked by colonialist relations, we have encountered challenges that permeate not only our academic trajectories but also our existences and ways of producing knowledge. We reflect on how the Quilombola presence in anthropology is often framed within specific niches, marked by the expectation that we speak only of our territories. Concurrently, we denounce the institutional barriers that continue to restrict our professional practices, thereby reaffirming our potential as full subjects of anthropology who can make their own epistemological and political choices. More than seeking definitive answers, we open pathways to envision an anthropology that recognizes and embraces epistemologies constructed in Quilombola territories, one that does not reduce our voices to the status of objects but acknowledges us as constitutive and transformative parts of the discipline. |
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Entrevistas Os cânticos e feitiços quilombolas: entrevista com Mestre Naldinho Lima, Arnaldo de Souza, Shirley Pimentel de Santos, Rosiene Francisco dos Silva, Ana Claudia Matos da |
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Documenta Carta para geração iaiá e ioiô: resposta ao Nêgo Bispo Souza, Shirley Pimentel de Sacramento, Elionice Conceição Santos, Rosiene Francisco dos Silva, Ana Cláudia Matos da |
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Resenhas SANTOS, Antonio Bispo dos. 2023. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora/Piseagrama. 112 p. Santos, Joana Maria de Oliveira Santos, Karina Ferreira dos |
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Resenhas DEALDINA, Selma dos Santos (org.). 2020. Mulheres Quilombolas: Territórios de Existências Negras Femininas. São Paulo: Editora Jandaíra. 168 p. Lima, Naita Aparecida Nunes de |
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Resenhas SACRAMENTO, Elionice Conceição. 2021. Da Diáspora Negra ao Território de Terra e Águas: ancestralidade e protagonismo de mulheres na Comunidade Pesqueira e Quilombola Conceição de Salinas - BA. Curitiba-PR: Editora Appris. 255 p. Nascimento, Rosânia do |
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Resenhas NAZARIO, Gessiane. 2002. Revolta do Cachimbo: a luta pela terra no quilombo da Caveira. Coordenação Rodrigo Cabral. 1.ed. Cabo Frio, RJ: Sophia Editora. 232 p. Silva, Maria Isabel Cabral da |
Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social - PPGAS-Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
Quinta da Boa Vista s/n - São Cristóvão, 20940-040 Rio de Janeiro RJ Brazil, Tel.: +55 21 2568-9642, Fax: +55 21 2254-6695 -
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E-mail: revistamanappgas@gmail.com
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