Este artigo trata de uma rede de dom dirigida por mulheres curadoras denominadas “médicas da terra”, moradoras de localidades ribeirinhas do Baixo Tocantins, no estado do Pará, Brasil. A rede insere pacientes em um circuito de cuidados recíprocos que envolve curadoras, matas, rios, remédios de farmácia, seres encantados, orixás, anjos e santos católicos. O estudo busca entender os sentidos e as repercussões sociais implicadas nas atividades de cura desempenhadas pelas médicas da terra a partir da noção de “trânsito de cuidado encantado”. O trabalho de pesquisa se processou como observação participante antropológica, realizada por meio de contatos com pacientes, visitas a cinco médicas da terra em diferentes comunidades ribeirinhas, gravação de entrevistas e registro de acontecimentos presenciados em campo.
Palavras-chave:
Amazônia Tocantina; Médicas da terra; Dom de cura; Cuidado; Troca
Thumbnail
Autoria: Manuel Valente Corrêa (2022).