Este artigo tem como objetivo escrevivenciar como as Juventudes Quilombolas de Jambuaçu ocupam outros espaços, constroem e potencializam espaços e pedagogias outras para fortalecer a luta em defesa do território. O estudo é fruto de uma pesquisa engajada e de vivências experimentadas nos espaços de participação coletiva junto ao Movimento da Juventude Quilombola de Jambuaçu, por meio da participação observante (Bruce Albert; Davi Kopenawa Yanomami 2015). Desse modo, os resultados da pesquisa apontaram que a juventude quilombola de Jambuaçu organiza-se de maneira estratégica para ocupar e disputar os espaços institucionalizados do conhecimento, a exemplo das escolas e das universidades e, a partir desses espaços, atualiza as estratégias de luta e resistência. Além desses espaços, a juventude reconhece a importância e a necessidade de forjar espaços outros que valorizem os saberes-fazeres ancestrais, com pedagogias próprias para fortalecer a identidade quilombola e a luta em defesa do território. Por isso, forjaram os espaços do Projeto Perpetuar, Quilombotecas e o Centro de Memória Raízes Quilombolas de São Manoel. Esses espaços com as próprias pedagogias contribuem para que as lideranças quilombolas se reconectem com suas histórias, identidades, culturas e seus modos de vida tradicionais. Proporcionam (re)encontros ancestrais. Os espaços proporcionam, oportunizam e ajudam a identificar as ameaças e os elementos de opressão que precisam ser transformados radicalmente desde sua raiz.
Palavras-chave:
Movimento Quilombola; Protagonismo da juventude; Educação ancestral; Territorialidade
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Fonte: JQTJ (2019)
Fonte: JQTJ (2019)
Fonte: JQTJ (2019)
Fonte: JQTJ (2019)
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