Na busca pela construção de sentidos do texto, vários fatores entram em jogo (desde conhecimentos lingüísticos estritos a conhecimentos de mundo do interlocutor). Um fator coesivo que auxilia o interlocutor na compreensão do texto diz respeito à ligação ou “mostração” entre a informação nova e a dada. Esse processo é o da anáfora. Neste artigo, iremos estudar o processamento da anáfora pronominal e tentar entender como se dá esse processamento na mente humana. Através de um teste aplicado a trinta falantes nativos do português, verificamos se nossa tendência é realizar o processamento anafórico imediatamente, ligando o termo anafórico ao seu antecedente mais próximo, ou se ligamos o termo anafórico ao tópico da sentença. Como demonstramos na parte final do artigo, há ainda outros fatores que entram em jogo na escolha da ligação entre termo anafórico e seu antecedente.
Palavras-chave:
anáfora; lingüística textual; correferência
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[Legenda: M: masculino; F: feminino; S: singular; Pl: Plural.]

[5 Na frase 11, houve tres casos ambiguos, em que nao conseguimos identificar a relacao anaforica. Preferimos, portanto, nao incluir esses casos no calculo. Nas frases 14 e 16, ocorreram dois casos de ambiguidade, igualmente deixados de lado na realizacao do calculo.]
