Nesta leitura de “A flor de vidro”, de Murilo Rubião, procedo a uma investigação do universo onírico em que se move Eronides. Memórias transfiguradas em sonho/alucinação entrelaçam categorias semânticas em resultados isotópicos e pluri-isotópicos, onde o inconsciente dá, ao sonho/alucinação, estatuto de realidade. Formas verbais no pretérito, em predominância, anulam a precariedade do presente, instaurando uma circularidade que impede, no conto, o desfecho.
Palavras-chave:
Amor; memórias; solidão; sonho; desespero