Contexto Vários estudos demonstraram associação entre enzima conversora de angiotensina (ECA) e acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. AVC isquêmico criptogênico é a forma mais frequentemente registrada de AVC isquêmico entre adultos jovens. A variante de inserção/deleção (I/D) da ECA (rs4646994) tem sido associada ao AVC isquêmico.
Objetivos Investigamos possível correlação entre esse polimorfismo de nucleotídeo único e AVC isquêmico criptogênico em adultos jovens.
Métodos Caso-controle incluiu 42 adultos jovens (< 50 anos) diagnosticados com AVC isquêmico criptogênico segundo a classificação TOAST, juntamente com 42 controles saudáveis da população geral. Fatores de risco vascular incluíram hipertensão, diabetes melito, dislipidemia, tabagismo e doenças cardiovasculares. Ácido desoxirribonucleico genômico foi extraído, e polimorfismo rs4646994 foi analisado por meio da reação em cadeia da polimerase.
Resultados Idade mais jovem (p = 0,004) e sexo feminino (p = 0,007) foram significativamente associados a risco aumentado de AVC, contrastando com perfil demográfico típico dessa condição. Hipertensão (p = 0,002) e tabagismo (p = 0,04) mostraram-se fatores de risco importantes e modificáveis. Não houve diferença significativa entre pacientes e controles quanto às frequências de alelos e genótipos do polimorfismo de I/D da ECA (p > 0,05). Esses resultados não demonstraram associação com AVC isquêmico criptogênico.
Conclusão Embora estejam alinhados com a literatura atual, os resultados apresentam limitações decorrentes do tamanho reduzido da amostra, do delineamento do estudo e da dependência de dados autorreferidos, fatores que podem ter introduzido viés. Este estudo, realizado em uma população do leste da Argélia, não demonstrou associação entre polimorfismo de I/D da ECA e AVC isquêmico criptogênico.
Palavras-chave:
polimorfismo ECA; acidente vascular cerebral isquêmico criptogênico; início precoce
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