A longevidade de sementes consiste na capacidade desta em preservar a viabilidade e vigor ao longo do armazenamento. Todavia, a perda precoce da qualidade durante o armazenamento ainda é frequentemente observada em lotes de sementes de soja, constituindo um dos principais desafios da cadeia produtiva em ambientes tropicais. Esta revisão detalha a longevidade como uma propriedade com forte influência intrínseca e não determinada exclusivamente pelas condições de armazenamento. São discutidos os fatores intrínsecos associados à longevidade e os processos pelos quais esse atributo é progressivamente instalado ao longo do desenvolvimento, a partir da interação entre genótipo, ambiente e manejo. A revisão redefine o conceito de máxima qualidade fisiológica associado ao ponto de maturidade fisiológica e reposiciona a maturação tardia como uma fase fisiologicamente ativa, marcada por ajustes metabólicos, estruturais e moleculares relacionados a aquisição da longevidade de sementes de soja. Adicionalmente, propõe-se uma atualização da escala reprodutiva da soja voltada à produção de sementes, integrando a ordem sequencial de aquisição dos atributos fisiológicos da qualidade. Esta revisão oferece uma interpretação integrada para a variabilidade observada entre lotes de sementes de soja, contribuindo para o aprimoramento do manejo a campo e maior previsibilidade do desempenho das sementes durante o armazenamento.
Termos para indexação:
dessecação; manejo; qualidade fisiológica; aquisição de qualidade; vigor
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