Objetivo O presente estudo avaliou a prevalência de depressão em pacientes com doença renal crônica em tratamento de hemodiálise.
Métodos Este estudo transversal, descritivo e quantitativo foi realizado em um centro de diálise de médio porte em Belém, Pará. A amostra foi calculada com 40 pacientes, seguindo critérios de inclusão e exclusão predefinidos. Dados sociodemográficos e clínicos foram coletados por meio de questionários, e a depressão foi avaliada usando o Inventário de Depressão de Beck. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética institucional.
Resultados O estudo incluiu 40 pacientes, sendo 55% do sexo masculino e 52,5% com idade entre 40-59 anos. A maioria havia concluído ou parcialmente concluído o ensino médio, era solteira e 42,5% tinham renda mensal de um salário mínimo. As principais comorbidades foram hipertensão (62,5%) e diabetes (32,5%). 62,5% dos pacientes apresentaram algum nível de sintomas depressivos, enquanto 37,5% não apresentaram sinais de depressão. A maioria associou o início da depressão com o começo da hemodiálise. Não foram encontradas diferenças significativas entre os que faziam psicoterapia e os que não faziam. Pacientes do sistema público de saúde apresentaram escores mais altos em certos domínios depressivos.
Conclusão A presença de sintomas depressivos em pacientes em hemodiálise está ligada aos encargos do tratamento e perdas na vida, destacando a necessidade de um cuidado abrangente e multidisciplinar para melhorar sua qualidade de vida.
Insuficiência Renal Crônica; Diálise Renal; Depressão; Saúde Mental; Qualidade de Vida
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