Este artigo comunica os resultados parciais da pesquisa “Dimensões educacionais das Jornadas de 2013 no Brasil”, com foco na revisão bibliográfica sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação convencionais e novas nesse ciclo de protestos. Analisa-se a função das redes sociais digitais nas mobilizações, destacando o ativismo estudantil e a reconfiguração do espaço público. Com base em 28 produções acadêmicas publicadas entre 2013 e 2022, examina-se como essas plataformas articularam, expressaram e deram visibilidade às Jornadas de 2013. Na abordagem analítico-interpretativa, encontramos quatro eixos: conflito midiático, mobilização em rede, protagonismo simbólico, juvenil e crises da representação. Tais eixos explicam a constituição dos sujeitos políticos e a organização dos protestos. A articulação dessas categorias propõe um modelo interpretativo que evidencia a cultura juvenil contemporânea, marcada por mediações digitais, disputas simbólicas e ação coletiva descentralizada.
Palavras-chave
juventude; redes sociais; ativismo estudantil; Jornadas de 2013; mobilização política