Open-access ATIVISMO ESTUDANTIL E REDES SOCIAIS: Dinâmicas de mobilização nas Jornadas de 2013

Activismo estudantil y redes sociales: Dinámicas de movilización en las Jornadas de 2013

RESUMO

Este artigo comunica os resultados parciais da pesquisa “Dimensões educacionais das Jornadas de 2013 no Brasil”, com foco na revisão bibliográfica sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação convencionais e novas nesse ciclo de protestos. Analisa-se a função das redes sociais digitais nas mobilizações, destacando o ativismo estudantil e a reconfiguração do espaço público. Com base em 28 produções acadêmicas publicadas entre 2013 e 2022, examina-se como essas plataformas articularam, expressaram e deram visibilidade às Jornadas de 2013. Na abordagem analítico-interpretativa, encontramos quatro eixos: conflito midiático, mobilização em rede, protagonismo simbólico, juvenil e crises da representação. Tais eixos explicam a constituição dos sujeitos políticos e a organização dos protestos. A articulação dessas categorias propõe um modelo interpretativo que evidencia a cultura juvenil contemporânea, marcada por mediações digitais, disputas simbólicas e ação coletiva descentralizada.

Palavras-chave
juventude; redes sociais; ativismo estudantil; Jornadas de 2013; mobilização política

ABSTRACT

This article reports the partial results of the research project “Educational Dimensions of the 2013 Protests in Brazil,” focusing on a literature review of the use of conventional and new information and communication technologies in this cycle of protests. It analyzes the role of digital social networks in the mobilizations, highlighting student activism and the reconfiguration of public space. Based on 28 academic publications between 2013 and 2022, it examines how these platforms articulated, expressed, and gave visibility to the 2013 Journeys. In the analytical-interpretative approach, we find four axes: media conflict, network mobilization, symbolic youth protagonism, and crises of representation. These axes explain the constitution of political subjects and the organization of protests. The articulation of these categories proposes an interpretative model that highlights contemporary youth culture, marked by digital mediations, symbolic disputes, and decentralized collective action.

Keywords
youth; social networks; student activism; Journeys of 2013 protests; political mobilization

RESUMEN

Este artículo comunica los resultados parciales de la investigación «Dimensiones educativas de las Jornadas de 2013 en Brasil», centrada en la revisión bibliográfica sobre el uso de las tecnologías de la información y la comunicación convencionales y nuevas en este ciclo de protestas. Se analiza la función de las redes sociales digitales en las movilizaciones, destacando el activismo estudiantil y la reconfiguración del espacio público. A partir de 28 producciones académicas publicadas entre 2013 y 2022, se examina cómo estas plataformas articularon, expresaron y dieron visibilidad a las Jornadas de 2013. En el enfoque analítico-interpretativo, encontramos cuatro ejes: conflicto mediático, movilización en red, protagonismo simbólico juvenil y crisis de representación. Estos ejes explican la constitución de los sujetos políticos y la organización de las protestas. La articulación de estas categorías propone un modelo interpretativo que pone de manifiesto la cultura juvenil contemporánea, marcada por las mediaciones digitales, las disputas simbólicas y la acción colectiva descentralizada.

Palabras clave
juventud; redes sociales; activismo estudiantil; Jornadas de 2013; movilización política

Introdução

Este artigo, que integra a pesquisa “Dimensões educacionais das Jornadas de 2013 no Brasil: Pautas educacionais, experiências escolares e formação política de jovens em protesto”, analisa a produção acadêmica das Jornadas de 2013, com foco no ativismo estudantil e na mediação das redes sociais, tratando da constituição de sujeitos políticos e disputas simbólicas. Propomos uma análise crítica, organizada em quatro eixos: conflito midiático, mobilização em rede, protagonismo simbólico e juvenil e crise de representação. Esses eixos evidenciam os sentidos atribuídos às juventudes e ao papel das redes sociais digitais nesse contexto.

O artigo comunica resultados da pesquisa referentes à revisão bibliográfica sobre as tecnologias de informação e comunicação convencionais e novas nesse ciclo de protestos. Parte-se do pressuposto de que as redes sociais da Internet não atuaram apenas como meios de comunicação, mas constituíram verdadeiros espaços de construção simbólica, disputa de narrativa e emergência de novas formas de participação política (SEABRA; GROPPO; CASTILHO, 2023).

A revisão bibliográfica foi realizada em 2022 em consulta aos portais da Scielo, Capes Periódicos, Capes Dissertações e Teses e Google Acadêmico. Fizemos uso dos descritores “Jornadas de 2013” e “Junho de 2013” e selecionamos apenas artigos, teses de doutorado, dissertações de mestrado, livros e capítulos de livros acadêmicos. Foram encontrados 142 produtos no total, que foram divididos em cinco temáticas, com base no critério de sua relação com as dimensões educacionais: juventude e educação; ativismo e militância; mídias e redes sociais da Internet; análises gerais relevantes; e outros. Este artigo analisa os produtos selecionados no tema mídias e redes sociais da Internet, em um total de 28, conforme a Tabela 1 destacam-se na análise os produtos que trataram das redes sociais da Internet.

Tabela 1
Produtos com a temática “Mídias e redes sociais” nas Jornadas de 2013

Neste artigo propomos uma leitura crítica e sistematizada da produção acadêmica sobre as Jornadas de 2013, com foco na relação entre juventude, redes sociais digitais e ativismo estudantil. A partir da revisão desses 28 textos, identificamos quatro eixos temáticos recorrentes (conflito midiático, mobilização em rede, protagonismo simbólico juvenil e crise da representação), que permitem reinterpretar as manifestações como expressão de uma nova cultura política juvenil.

As Jornadas de 2013 representaram um marco na história recente do Brasil, mobilizando milhões de pessoas em diversas cidades e revelando novas formas de participação política e engajamento coletivo. Destaca-se o protagonismo juvenil, especialmente de estudantes, cuja atuação esteve associada ao uso estratégico das redes sociais digitais (SEABRA, 2017; SEABRA, 2016).

Juventude, ativismo e redes digitais: disputas e contribuições críticas

A análise das produções permitiu mapear um conjunto de referências teóricas recorrentes, que estruturam o campo de reflexão sobre juventude, participação política, midiatização, ativismo em rede e produção simbólica digital (SEABRA; GROPPO; CASTILHO, 2023). A Tabela 2 apresenta as autoras e os autores mais citados, evidenciando os principais aportes teóricos conceituais para interpretar as práticas políticas juvenis em ambientes híbridos de sociabilidade.

Tabela 2
Principais fontes teóricas das produções na temática “Mídias e redes sociais” nas Jornadas de 2013

A presença expressiva de autoras e autores como Gohn, Castells, Chaui, Deleuze e Touraine nos textos analisados, converge com a base teórica mobilizada para compreender as Jornadas de 2013, especialmente no que se refere à midiatização, ativismo em rede e juventude. As contribuições de Gohn (2005), por exemplo, dialogam diretamente com o eixo juventude e política (DAYRELL, 2007), fornecendo elementos para interpretar a atuação estudantil como expressão de novos sujeitos políticos em espaços híbridos de participação (SEABRA; GROPPO, 2022) e a apropriação das redes e ruas como arenas de disputa simbólica (SEABRA, 2024).

As contribuições de Castells (2013) relacionam a ação coletiva à comunicação digital. Sua noção de autocomunicação de massa se articula com os estudos sobre ativismo em rede (RECUERO, 2014) e permite compreender a lógica descentralizada e horizontal dos protestos. Essa perspectiva, influência das Teorias dos Novos Movimentos Sociais (TNMS) na análise de protestos globais dos anos 2010 (GROPPO et al., 2022), complementa os estudos sobre o midiativismo (SANTOS, 2015; JESUS, 2015) e a dimensão simbólica das práticas juvenis, como cartazes, charges e hashtags, que remetem diretamente à crítica cultural e à multiplicidade de vozes presente nas ruas e nas redes (COSTA, 2014; WERNECK, 2019; ZAGO et al., 2015).

Autoras e autores como Chaui (1981) e Deleuze e Guattari (1995) também se mostram estratégicos para dar conta da crítica à representação política tradicional e da emergência de subjetividades políticas fragmentadas e fluídas. Suas reflexões filosóficas ressoam nos modos de subjetivação mediados de forma online, nos quais o ativismo juvenil se manifesta por meio de pautas múltiplas, estéticas provocativas e rejeição a lideranças centralizadas. Essa pluralidade, frequentemente analisada como um traço da “crise de representação”, também é objeto de estudos sobre a midiatização da política (THOMPSON, 1995; FAUSTO NETO, 2010), nos quais a circulação simbólica e a atuação nas mídias ganham centralidade.

O sociólogo italiano Paolo Gerbaudo (2017) apresenta uma teorização sobre o papel das redes sociais nos protestos dos anos de 2010, incluindo as Jornadas de 2013. Sua tese da “autocomunicação em massa” recebeu adesão entusiasta de ativistas do movimento antiglobalização dos anos 1990, “marcado por uma estratégia libertária na auto-organização e na ação direta” (GERBAUDO, 2021, p. 70) e ajudou a fundamentar a concepção dos protestos dos anos 2010 como “horizontais”, “sem liderança” e baseados no consenso e participação. Gerbaudo também retoma a noção de “enxame” de Hardt e Negri, na qual as redes sociais expressam a “multidão” contemporânea, fruto da transição do sistema material para o imaterial, caracterizada pelo nomadismo e pela desterritorialização (GERBAUDO, 2021, p. 76).

O “ciberpopulismo” do movimento das praças utiliza pragmaticamente mídias digitais corporativas, como Twitter, Facebook e YouTube, mesmo sob a vigilância e a censura (GERBAUDO, 2017, p.135). Ao contrário do movimento antiglobalização, que atuava em meios digitais autônomos, essas redes eram ocupadas com textos emocionais e imagens impactantes, gerando entusiasmo digital. As lideranças informais, chamadas de “lideranças suaves”, como o Movimento Passe-Livre de São Paulo (MPL-SP), por exemplo, funcionaram como vanguardas digitais, atuando mais como megafones do movimento do que como emanadores de diretrizes rígidas (GERBAUDO, 2017).

Gerbaudo (2017) recorda a relação intrínseca de movimentos sociais dos anos 2010, como as Jornadas, entre as redes e as ruas, com as primeiras atuam como instrumentos de mobilização, explorando o apelo emocional. Ele alerta que o discurso da “horizontalidade” pode ocultar lideranças reais e inibir debates públicos a respeito delas. Desse modo, critica certa concepção espontaneísta dos movimentos sociais dos anos 2010, que os interpretam como efeito automático da tecnologia, sem considerar como as lideranças utilizaram as redes sociais digitais para mobilizar emoções e gerar um senso de unidade popular nas ocupações de rua.

Mapeamento interpretativo da produção acadêmica sobre as Jornadas de 2013

Dando continuidade à interpretação dos 28 produtos sobre as mídias e redes sociais nas Jornadas, o Quadro 1 apresenta as principais categorias de análise extraídas deles.

Quadro 1
Síntese Analítica das produções na temática “Mídias e redes sociais” nas Jornadas de 2013

Em relação aos sujeitos de pesquisa, os textos destacam majoritariamente a juventude estudantil, tanto do ensino médio quanto universitário, como protagonistas das mobilizações, além de coletivos ativistas como a Mídia Ninja, usuárias e usuários das redes sociais, jornalistas e representantes políticos. Essa diversidade de sujeitos permite refletir sobre a multiplicidade de vozes e experiências que caracterizou as Jornadas.

No que tange às categorias analisadas, há recorrência dos conceitos: redes sociais digitais, ativismo em rede, juventude, midiatização, subjetivação política, circulação simbólica, cartazes, hashtags, participação, crise de representação, espaço público e novas formas de ação coletiva. Tais categorias evidenciam a compreensão dos protestos não somente como eventos políticos, mas como fenômenos comunicacionais e culturais, ressignificando a integração das novas juventudes brasileiras.

As principais conclusões que se extrai da análise dos 28 textos acadêmicos selecionados apontam para uma reconfiguração das formas de ação coletiva, marcadas pelo protagonismo juvenil e pelo uso estratégico das redes sociais digitais como espaços de articulação, convocação e expressão política (SEABRA, 2019).

A análise das 28 produções acadêmicas revelaram que as redes sociais tiveram papel central nas Jornadas de 2013, funcionando como canal de comunicação e espaços de construção simbólica, articulação afetiva e emergência de novos sujeitos políticos. Com base nas teorias do ativismo em rede (CASTELLS , 2013; RECUERO, 2014) e da midiatização da política (THOMPSOM, 1995; FAUSTO NETO, 2010), plataformas como Facebook, Twitter e YouTube atuaram como arenas publicas paralelas à mídia tradicional, favorecendo engajamento horizontal e descentralizado. Hashtags com #ogigantecordordou e #vemprarua se consolidaram como dispositivos de mobilização e construção de sentidos (RECUERO, 2014; ZAGO et al., 2015).

O conceito de arenas públicas paralelas à mídia tradicional se refere à emergência de espaços alternativos de visibilidade e debate público proporcionados pelas redes sociais digitais, especialmente durante eventos como as Jornadas de 2013 no Brasil. Nos 28 textos analisados, esse conceito aparece de forma recorrente, revelando uma mudança estrutural no modo como os sujeitos políticos, especialmente jovens, se informam, se organizam e se expressam publicamente.

Tradicionalmente, o espaço público era mediado por instituições como: a imprensa, os partidos políticos e os sindicatos, que determinavam os discursos legítimos (THOMPSON, 1995). Com a popularização de plataformas digitais como Facebook, Twitter e YouTube, os indivíduos passaram a contar com ferramentas autônomas de produção e difusão de conteúdos, capazes de competir com os meios hegemônicos. Isso gerou o que Castells (2013) chama de “autocomunicação de massa”, em que o usuário produz e distribui e consome informação descentralizada.

Essas plataformas, ao permitirem a emissão direta de opiniões, imagens, vídeos e transmissões ao vivo, funcionam como arenas públicas paralelas, nas quais discursos invisibilizados pela mídia tradicional encontram espaço e circulação. Em vez de dependerem de intermediários, manifestantes, especialmente estudantes, passaram a formular suas pautas, enquadrar suas narrativas e disputar sentidos diretamente com os meios convencionais (RECUERO, 2014; JESUS, 2015; SUZINA, 2015). Isso torna o engajamento mais horizontal, pois diminui a distância entre quem comunica e quem consome a mensagem, e mais descentralizado, pois não depende de um centro unificador, mas sim de múltiplos nós conectados em rede (ZAGO et al., 2015).

Essa condição permitiu o surgimento de subesferas públicas digitais, em que coletivos juvenis, mídias alternativas e indivíduos comuns redefiniram agendas políticas e performaram novas formas de cidadania. O impacto disso é duplo: ampliou-se o leque de vozes no espaço público e intensificou-se o conflito entre narrativas, sobretudo entre discursos emergentes e os enquadramentos da mídia tradicional, como apresentam os estudos sobre o embate entre conteúdos de redes sociais e a cobertura jornalística dos protestos (AIZAMORA, 2014; MELLO, 2015; FONTANETTO, 2015).

Em contraposição à visão que nega lideranças e idealiza o horizontalismo das multidões nas Jornadas de 2013, Gerbaudo (2017, 2022) argumenta que as redes sociais foram usadas por “lideranças suaves” para promover uma “coreografia de Assembleia”. Essa estratégia conectou redes e ruas, nas Jornadas de 2013 e em outros protestos dos anos de 2010, articulando movimentos através da comunicação de líderes e multidão, da construção de um sentimento de unidade popular e da mobilização de emoções coletivas.

Mediante a sua crítica ao “espontaneísmo digital”, Gerbaudo (2017) argumenta que os protestos dos anos 2010, incluindo as Jornadas de 2013, não foram horizontais. Ele identifica a presença de “lideranças suaves”, descentralizadas e pouco visíveis, mas essenciais para mediar as emoções coletivas, convocar atos e manter a coesão discursiva. Essas lideranças operam por meio de uma “coreografia de assembleia”, articulada em redes sociais como o Facebook, Twitter e YouTube, que performa unidade e engajamento.

Ao criticar a visão utópica das redes sociais como um espaço de pura liberdade e descentralização, Gerbaudo (2017) reconhece as mediações estratégicas nesses ambientes ditos horizontais. Seu argumento evidencia que a retórica da ausência de liderança pode mascarar disputas internas e desigualdades de acesso aos meios de visibilidade e influência. Essa perspectiva é essencial para compreender as dinâmicas simbólicas e afetivas que estruturam os protestos contemporâneos.

Nas Jornadas de 2013 a aplicação do conceito de “lideranças suaves” permite reinterpretar a função de coletivos como o MPL-SP e Mídia Ninja, considerando-os não apenas como veículos de mobilização espontânea, mas como atores estratégicos na condução simbólica das Jornadas de 2013. Assim, ao tensionar as leituras entusiásticas do ativismo em rede, o presente artigo propõe uma abordagem crítica que reconhece as potências e os limites das redes sociais digitais como arenas de disputa política. Essa leitura se alinha à proposta geral deste trabalho: superar visões dicotômicas (como redes versus ruas e espontaneidade versus organização) e compreender os protestos como fenômenos híbridos, performáticos e atravessados por múltiplas formas de liderança e mediação.

Juventudes em rede e disputas simbólicas na cultura política contemporânea

A análise das 28 produções apresenta que as redes sociais não apenas facilitaram a comunicação entre manifestantes, mas reconfiguraram o espaço público, criando formas plurais de engajamento e um ecossistema midiático no qual a juventude assume protagonismo discursivo e simbólico. Essa arena paralela confronta e tensiona a mídia tradicional, ampliando a expressão pública no século XXI.

O protagonismo estudantil destacou-se nas ruas e no meio digital, com estudantes convocando protestos, produzindo conteúdos simbólicos e criticando instituições políticas, por meio de cartazes, memes, paródias e performances (WERNECK, 2019; FACIOLI, 2018). Ao lado de mídias alternativas, como a Mídia Ninja, narraram e reinterpretaram em tempo real (JESUS, 2015; SUZINA, 2015). Muitos rejeitaram bandeiras partidárias e formas convencionais de representação (MACHADO, 2014; FIDELIS, 2015), buscando práticas políticas horizontais e colaborativas (SOARES, 2019; PADOVANI, 2015), num processo de politização juvenil em espaços híbridos (DAYRELL, 2007; GOHN, 2005).

Gerbaudo (2017, 2022) evidencia a atuação de lideranças suaves atuantes em coletivos autonomistas ou juventudes socialistas na formulação de pautas, convocação e mobilização de emoções, ainda que desejassem “perder o controle” após a mobilização. A estética e a performance marcaram os protestos (COSTA, 2014; WERNECK, 2019), compondo uma “estética de indignação” baseada em signos culturais, humor e circulação simbólica (FACIOLI, 2018; COSTA E MOURA, 2015), em que o engajamento emocional se sobrepõe a ideologias tradicionais (MELO, 2015; JESUS, 2015).

O ativismo estudantil nas Jornadas de 2013 marcou a cultura política juvenil, abrindo caminho para mobilizações feministas, antirracistas, ambientais e educacionais (BEÇAK, 2014; LEMOS, 2014), redefinindo o papel das juventudes no espaço público e digital. A análise das 28 produções revelou quatro eixos recorrentes: conflito midiático, mobilização em rede, protagonismo simbólico, juvenil e a crise de representação, sintetizados no Quadro 2.

Quadro 2
Comparativo dos principais eixos temáticos das produções na temática “Mídias e redes sociais” nas Jornadas de 2013

A análise reforça a centralidade das redes sociais na constituição de novos repertórios de ação coletiva. Mais do que meios técnicos, as plataformas digitais funcionam como arenas simbólicas em disputa, em que se produzem narrativas, circulam afetos e se articulam mobilizações (SEABRA, 2024). O protagonismo juvenil destacou-se pelo uso da ironia, criatividade visual e mídias alternativas para ocupar ruas e fluxos digitais, desafiando a hegemonia da mídia tradicional e as formas clássicas de engajamento político.

Os eixos “crise da representação e deliberação digital online” e conflito entre mídia tradicional e mídias alternativas” articulam-se ao referencial da política (THOMPSON, 1995; FAUSTO NETO, 2010), ativismo em rede (CASTELLS, 2013; RECUERO, 2014) e juventude em ação (GOHN, 2005; DAYRELL, 2007). A recusa às instituições tradicionais, expressa nas ruas, performada nas redes, confirma as Jornadas de 2013 como marco na cultura política das juventudes conectadas.

Considerações finais

As Jornadas de 2013 marcaram um ponto de inflexão na história recente da participação política no Brasil, revelando não apenas a insatisfação diante das instituições tradicionais, mas também a emergência de uma nova estética de protesto, impulsionada pelas redes sociais digitais.

As redes sociais, especialmente Facebook, Twitter e YouTube (principais redes sociais na época das Jornadas de 2013), funcionaram como arenas públicas paralelas, oferecendo a estudantes a possibilidade de comunicar-se de uma forma que foi considerada então como horizontal, descentralizada e autônoma. Tal configuração desafiou o monopólio da mídia tradicional e possibilitou a circulação de narrativas divergentes, que muitas vezes só encontraram espaço nos meios alternativos ou nos próprios perfis pessoais dos manifestantes nas redes sociais. Segundo autores como Castells (2013) e Recuero (2014), a autocomunicação de massa e de forma online permitiu que vozes antes invisibilizadas passassem a pautar o debate público.

Um dos traços mais recorrentes nas manifestações foi a presença de práticas simbólicas e performáticas, como o uso de memes, cartazes criativos e slogans com apelo irônico. Esses elementos foram frequentemente utilizados por estudantes para questionar, por meio do humor, as contradições do sistema político e os limites da representação institucional. Conforme apontam Werneck (2019) e Facioli (2018), a dimensão estética não foi apenas um adorno das manifestações, mas um elemento constitutivo da nova linguagem política juvenil.

As análises também indicam que jovens manifestaram profundo incômodo com os modos tradicionais de organização política. A recusa a partidos, sindicatos e mesmo a entidades estudantis clássicas revela uma busca por formatos mais horizontais, temporários e afetivamente motivados de ação coletiva. Esse desejo de autonomia, de caráter rizomático e fragmentário, encontra respaldo teórico nas categorias de Deleuze e Guattari (1995) e é amplamente discutido nos textos que analisam a crise da representação (MACHADO, 2014; SOARES, 2019).

A construção de coletivos digitais, fanpages ativistas e mídias alternativas como a Mídia Ninja foi outro desdobramento fundamental do ativismo juvenil observado em 2013. Esses canais ofereceram um espaço de produção discursiva que escapava dos filtros editoriais das grandes empresas de comunicação e ampliaram a potência das redes como espaços de ação política. A crítica à imprensa tradicional, presente em cartazes e nas análises dos textos (ALZAMORA, 2014; JESUS, 2015; SUZINA, 2015), reforça a disputa pelo controle da narrativa e pela legitimidade da fala pública.

O legado das Jornadas não se restringe ao seu momento explosivo de junho de 2013, mas se estende a outras formas de mobilização protagonizadas por jovens antes de junho e nos anos seguintes. Feminismos, lutas antirracistas, causas ambientais, defesa da educação pública e movimentos periféricos se apropriaram da lógica das redes e da linguagem dos protestos para amplificar suas causas. Os repertórios visuais, simbólicos e comunicacionais mobilizados em 2013 seguem vivos nas disputas atuais e moldam o comportamento político de uma geração que cresceu em meio à conectividade online.

Desta forma, compreender a centralidade da juventude e das redes sociais nas Jornadas é também reconhecer o surgimento de um novo modo político de narrar no Brasil contemporâneo. Esse modo narrativo, como demonstrado neste artigo, é feito de imagens, hashtags, afetos e subjetividades que tensionam os modos clássicos de fazer política. Ao articular crítica institucional, engajamento estético e ação coletiva descentralizada, estudantes de 2013 não apenas protagonizaram um momento de crise, elas e eles apontaram caminhos possíveis para a reinvenção democrática em tempos de hiperconectividade.

Entretanto, as redes sociais da Internet, que assumiam a condição de instrumento da horizontalidade, da autonomia e da mobilização progressista da juventude, ao menos nas produções aqui analisadas sobre as Jornadas, posteriormente passaram a ser consideradas como ferramenta manipulada por poderes visíveis e ocultos, incluindo organizações de extrema-direita – em conluio ou não com os primeiros. Da utopia para a distopia das redes.

Ao reunir, sistematizar e categorizar criticamente a produção acadêmica sobre as Jornadas de 2013, este artigo oferece uma contribuição original ao debate sobre juventude, redes sociais e mobilização política no Brasil contemporâneo. Os quatro eixos temáticos identificados (conflito midiático, mobilização em rede, protagonismo simbólico juvenil e crise da representação) fornecem um modelo interpretativo que permite compreender a emergência de novas formas de ação coletiva e engajamento político. Essa proposta analítica não apenas organiza o campo de estudos, mas também tensiona leituras excessivamente descritivas ou espontaneístas, ao reconhecer a complexidade das dinâmicas entre redes e ruas, afetos e estratégias, estética e política.

  • Sistema duplo cego
  • Artigo submetido à verificação de similaridade
  • Financiamento:
    Pesquisa financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes) e Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG).
  • A REVISTA INTERCOM incentiva o compartilhamento de dados mas, por observância a dita-mes éticos, não demanda a divulgação de qualquer meio de identificação de sujeitos de pesqui-sa, preservando a privacidade dos sujeitos de pesquisa. A prática de open data é viabilizar a re-producibilidade de resultados, e assegurar a irrestrita transparência dos resultados da pesquisa publicada, sem que seja demandada a identidade de sujeitos de pesquisa.
  • Como citar:
    GUIMARÃES, V. O. S. et alli.Ativismo estudantil e redes sociais: Dinâmicas de mobilização nas Jornadas de 2013. São Paulo: INTERCOM - Revista Brasileira de Ciências da Comunica- ção, v. 48, e2025127. https://doi.org/10.1590/1809-58442025127pt.
  • Editoração e marcação XML:
    IR Publicações
  • Aprovação ética:
    A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UNIFAL-MG, com o CAAE 54907522.1.0000.514

Disponibilidade dos dados

Todos os dados que deram base ao presente artigo encontram-se no corpo do texto.

Referências

  • ALZAMORA et al. “Fora Rede Globo”: a representação televisiva das “jornadas de junho” em conexões intermídia. Revista Eco-Pós, Rio de Janeiro, v. 17, n. 1, p. 1-12, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.29146/eco-pos.v17i1.1288 Acesso em: 27 jun. 2025.
    » https://doi.org/10.29146/eco-pos.v17i1.1288
  • ARAÚJO, Claudia Juliette do Nascimento. Jornadas de junho de 2013: a rede em rede. 2016. 101 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
  • BEÇAK, Rubens et al. O papel das tecnologias da comunicação em manifestações populares: “a primavera árabe” e as “jornadas de junho” no Brasil. Revista Eletrônica do Curso de Direito da UFSM, [S.l.], v. 10, n. 1, p. 1-18, 2015. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5902/1981369420048 Acesso em: 27 jun. 2025.
    » http://dx.doi.org/10.5902/1981369420048
  • BEZERRA, Patrícia Rangel Moreira. Midiatização e circulação de sentidos nas manifestações de junho de 2013. 2015. 187 f. Tese (Doutorado em Comunicação Social) – Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2015.
  • BIMBER, Bruce. Information and American democracy: technology in the evolution of political power. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.
  • CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 11. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2013. (Trilogia A era da informação: economia, sociedade e cultura; v. 1).
  • CASTELLS, Manuel. Redes de indignação e esperança: movimentos sociais na era da internet. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.
  • CHAUI, Marilena. Cultura e democracia: o discurso competente e outras falas. São Paulo: Moderna, 1981.
  • COSTA, Igor Sacramento. Charge e editorial: o corpo nas manifestações de junho de 2013. Galáxia, n. 31, p. 155-169, 2014.
  • COSTA, Marcos Rogério Martins. Memória e tensividade: as jornadas de junho de 2013 na charge e no editorial. Estudos Semióticos, v. 12, n. 1, p. 43-54, 2016.
  • COSTA, Marcos Rogério Martins. O corpo do manifestante das Jornadas de Junho de 2013: a charge e o editorial da Folha de São Paulo. Galáxia, n. 33, p. 158-170, dez. 2016. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1982-25542016225491 Acesso em: 27 jun. 2025.
    » http://dx.doi.org/10.1590/1982-25542016225491
  • DELEUZE, Giles; GUATTARI, Féliz. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. v. 1. São Paulo: Editora 34, 1995.
  • EARL, Jennifer; KIMPORT, Katrina. Digitally enabled social change: activism in the internet age. Cambridge: MIT Press, 2011.
  • FACIOLI, Lara Rodrigues et al. O ativismo feminista online no Brasil: aportes para uma agenda em construção. Civitas - Revista de Ciências Sociais, v. 22, p. e40496, 2022.
  • FACIOLI, Lara Rodrigues. Cartaz de protesto e excesso de palavras: diálogos e confrontos entre a rua e a mídia. Revista Aurora, v. 11, n. 1, 2018.
  • FAUSTO NETO, Antônio. Mídia e política: formas e práticas discursivas. São Paulo: Annablume, 2010.
  • FERREIRA, Maria Alice Silveira. #Bhnasruas: uma análise do confronto político contemporâneo a partir de páginas do Facebook. 2015. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2015.
  • FERREIRA, Rubens da Silva. Jornadas de Junho: uma leitura em quatro conceitos para a ciência da informação. Incid: Revista de Ciência da Informação e Documentação, v. 6, n. 2, p. 5, 2015.
  • FIDELIS, Fernanda et al. Jornadas de Junho de 2013: formas de mobilização online e a ação de ativistas em Brasília por meio do Facebook. Universitas, Brasília, v. 12, n. 1, p. 37-53, jan./jun. 2015.
  • FONTANETTO, Renata Maria Borges. A cidade em narrativas: jornalismos tradicionais e cidadão durante as ‘jornadas de junho’ de 2013 no Brasil. Chasqui. Revista Latinoamericana de Comunicación, Equador, n. 131, p. 349-362, 2016.
  • GERBAUDO, Paolo. Mascáras e bandeiras: populismo, cidadanismo e protesto global. Cotia, SP: Funilaria, 2022.
  • GERBAUDO, Paolo. Redes e ruas: mídias sociais e ativismo contemporâneo. Cotia, SP: Funilaria, 2021
  • GERBAUDO, Paolo. The mask and the flag: populism, citizenism and global protest. New York: Oxford University Press, 2017.
  • GOHN, Maria da Glória. Juventude e participação política. São Paulo: Cortez, 2005.
  • GROPPO, Luís Antonio et al. Interpretações dos sentidos de Junho: luta de classes, movimentos sociais, multidão, repertórios e subjetivação política. Revista Eletrônica Interações Sociais – REIS, Rio Grande, v. 6, n. 2, p. 75-96, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.14295/reis.v6i2.15566 Acesso em: 27 jun. 2025.
    » https://doi.org/10.14295/reis.v6i2.15566
  • HARDT, Michael; NEGRI, Antonio. Multidão: guerra e democracia na era do Império. Rio de Janeiro: Record, 2005.
  • JESUS, Daniel da Silva. A Mídia Ninja e a crítica cultural nas Jornadas de Junho. Revista Eptic, v. 17, n. 3, 2015.
  • JESUS, Mauricio Jose de. Disputas simbólicas e técnicas no espaço urbano: a Mídia Ninja nas Jornadas de junho. 2015. 94 f. Dissertação (Mestrado em Crítica Cultural) – Universidade do Estado da Bahia, Alagoinhas, 2015.
  • LEMOS, André et al. Lutas simbólicas na arena midiática: o poder de agência do Ministério Público e as controvérsias sobre a PEC 37. Opinião Pública, [S.l.], v. 22, n. 3, p. 702-738, dez. 2016. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1807-01912016223702 Acesso em: 27 jun. 2025.
    » http://dx.doi.org/10.1590/1807-01912016223702
  • MACHADO, Carlos Eduardo Martins. Das Jornadas à cruzada moral. Sociologia & Antropologia, v. 4, n. 2, p. 527-555, 2014.
  • MACHADO, Carlos Eduardo Martins. Das jornadas de junho à cruzada moral: o papel das redes sociais na polarização política brasileira. Sociologia & Antropologia, v. 9, n. 3, p. 945-970, 2019.
  • MALINI, Fábio et al. A internet e a rua: ciberativismo e mobilização nas redes sociais. Porto Alegre: Sulina, 2013.
  • MARICATO, Ermínia. O impasse da política urbana no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2011.
  • MELO, Cristina Teixeira Vieira de et al. E a corrupção coube em 20 centavos. Galáxia, n. 39, p. 23-38, dez. 2018. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1982-255434843 Acesso em: 27 jun. 2025.
    » http://dx.doi.org/10.1590/1982-255434843
  • MORAES, Denis de Oliveira. Os protestos no Brasil: um estudo sobre as pesquisas na web e o caso da Primavera Brasileira. Revista Internacional de Investigaciones en Ciencias Sociales, v. 9, n. 2, p. 193-206, dez. 2013.
  • MOURA, Fernanda Costa. Proliferação das #hashtags: lógica da ciência, discurso e movimentos sociais contemporâneos. Àgora (Rio de Janeiro), v. 17, n. esp., p. 141-158, ago. 2014.
  • OLIVEIRA, Daniel José Silva et al. Mídias sociais e administração pública: análise do sentimento social perante a atuação do Governo Federal Brasileiro. O&S, Salvador, v. 24, n. 82, p. 491-508, jul./set. 2017.
  • OLSON, Mancur. A lógica da ação coletiva: os benefícios públicos e uma teoria dos grupos sociais. São Paulo: Edusp, 1999.
  • PADOVANI, Gustavo. Junho, 2013: o acontecimento discursivo transmídia. 2016. 139 f. Dissertação (Mestrado em Imagem e Som) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2016.
  • QUEIROZ, Felipe Baptista Campanuci. Produzindo o perigoso: imprensa e lei nas jornadas de junho. 2017. 130 f. Tese (Doutorado em Educação e Humanidades) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017.
  • RECUERO, Raquel et al. O discurso dos #ProtestosBR: análise de conteúdo do Twitter. Galáxia, São Paulo, v. 14, n. 28, p. 199-216, dez. 2014. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1982-25542014217911 Acesso em: 27 jun. 2025.
    » http://dx.doi.org/10.1590/1982-25542014217911
  • RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. Porto Alegre: Sulina, 2014.
  • SANTOS, Rafael dos. Rebaixada: midiativismo contra megaeventos. 2015. Tese (Doutorado em Educação, Comunicação e Cultura) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015.
  • SANTOS, Sérgio Amadeu da Silva. Midiativismo e redes digitais: práticas de resistência no ciberespaço. In: SODRÉ, Muniz; PAIVA, Raquel (Org.). Comunicação e resistência Rio de Janeiro: Mauad, 2015.
  • SEABRA, Vinicius. Jovens pobres e os sentidos atribuídos à educação escolar e ao mundo do trabalho. Revista Inter-Ação, Goiânia, v. 44, n. 2, p. 459–474, 2019. Disponível em: https://revistas.ufg.br/interacao/article/view/55267 Acesso em: 18 out. 2024.
    » https://revistas.ufg.br/interacao/article/view/55267
  • SEABRA, Vinicius. Juventudes e o pensamento educacional libertador: contextos e disputas sociais na América Latina. Revista Educativa, Goiânia, v. 27, n. 1, p. 11–20, 2024. Disponível em: https://seer.pucgoias.edu.br/index.php/educativa/article/view/14925 Acesso em: 18 out. 2024.
    » https://seer.pucgoias.edu.br/index.php/educativa/article/view/14925
  • SEABRA, Vinicius. Juventudes, pobreza e urbanidade: uma análise da construção histórico-social das juventudes no Centro-Oeste brasileiro. Goiânia: Publicar, 2017.
  • SEABRA, Vinicius. Trajetórias de vida e evasão escolar de jovens de um bairro da periferia de Aparecida de Goiânia. 2016. 151 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2016.
  • SEABRA, Vinicius; GROPPO, Luís Antonio. Quando juventude não é apenas uma palavra: uma releitura sociológica acerca da categoria juventude. Cadernos de Pós-graduação, São Paulo, v. 21, n. 2, p. 5–18, jul./dez. 2022. Disponível em: https://periodicos.uninove.br/cadernosdepos/article/view/22787 Acesso em: 18 out. 2024.
    » https://periodicos.uninove.br/cadernosdepos/article/view/22787
  • SEABRA, Vinicius; GROPPO, Luís Antonio; CASTILHO, Rodrigo Martins. Jovens, manifestação de rua e protestos em redes: juventudes e educação nas jornadas de 2013. Revista Cocar, Belém, n. 22, 2023. Disponível em: https://periodicos.uepa.br/index.php/cocar/article/view/6549 Acesso em: 18 out. 2024.
    » https://periodicos.uepa.br/index.php/cocar/article/view/6549
  • SILVA, Maria José Santos da. Da TV Maxambomba ao midiativismo: a subjetividade pós-mídia. 2015. Dissertação (Mestrado em Comunicação, Educação e Cultura) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015.
  • SILVA, Roberto Bitencourt da et al. Mídias sociais e política: as jornadas de junho no Facebook do PT. Faculdade da Informação e Comunicação, Goiás, 2014.
  • SINGER, André. Os sentidos do lulismo: reforma gradual e pacto conservador. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
  • SOARES, Lúcio. O Brasil e seu duplo: entre a política institucional e a ação em rede, 2019.
  • SOUSA, Jessé. A ralé brasileira: quem é e como vive. Belo Horizonte: UFMG, 2009.
  • SUZINA, Ana Cristina. Ruptura digital e processos de participação em mídias populares no Brasil. Intercom – Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, São Paulo, v. 42, n. 3, p. 61-76, set./dez. 2019.
  • TELLES, Vera da Silva. Juventude e escola: sentidos e buscas. In: DAYRELL, Juarez (Org.). A escola “faz” as juventudes?. Belo Horizonte: UFMG, 2007. p. 45–66.
  • THOMPSON, John B. A mídia e a democracia: uma teoria social da mídia. Petrópolis: Vozes, 1995.
  • TOURAINE, Alain. O que é democracia? Petrópolis: Vozes, 1994.
  • WERNECK, Debora. A graça dos cartazes nas manifestações de 2013. Revista Eco-Pós, v. 22, n. 1, p. 100-125, 2019.
  • ZAGO, Gabriela; BASTOS, Marco Túlio; GALDINO, Claudomiro. Quem retuíta quem? Um olhar sobre a circulação de informações nas manifestações de 2013. Observatório (OBS), v. 9, n. 2, p. 95-117, 2015.

Editado por

  • Editores Responsáveis pelo processo de recepção, desk review e avaliação:
    Ana Paula Goulart de Andrade (UFRRJ) e Jorge Carlos Felz Ferreira (UFJF)
  • Editoras Chefes:
    Dra. Marialva Barbosa
    Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ
    Dra. Sonia Virginia Moreira
    Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ
  • Editores Executivos:
    Dr. Jorge C. Felz Ferreira
    Universidade Federal de Juiz de Fora, UFJF
    Dra. Ana Paula Goulart de Andrade
    Univ. Federal Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ
  • Editor Associado:
    Dr. Sandro Torres de Azevedo
    Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    27 Fev 2025
  • Data do Fascículo
    2025

Histórico

  • Recebido
    15 Ago 2025
  • Aceito
    30 Out 2025
  • Publicado
    30 Dez 2025
location_on
Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM) AV. BRIG. LUÍS ANTÔNIO, 2.050 - CONJ. 36- BELA VISTA, Zip code: 01318-912 , Phone and WhatsApp: (+55 11) 9.4178-8528 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: revistaintercom@intercom.org.br
rss_feed Stay informed of issues for this journal through your RSS reader
Go to top Report error