A sífilis adquirida permanece como um importante desafio de saúde pública no Brasil, especialmente em contextos de intensa mobilidade populacional e transformação socioeconômica, como ocorre nos municípios inseridos no Corredor Bioceânico de Mato Grosso do Sul. Este estudo analisou a dinâmica temporal e espacial da doença com base em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e em estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram incluídos municípios diretamente afetados pelo traçado do corredor, com o cálculo das taxas anuais e a avaliação do perfil sociodemográfico dos casos. A análise temporal evidenciou padrões heterogêneos: crescimento expressivo em Campo Grande, Bataguassu, Ribas do Rio Pardo e Sidrolândia, além de reduções significativas em Porto Murtinho após 2016. A distribuição espacial evidenciou a emergência de novos focos epidemiológicos, como Ribas do Rio Pardo e Guia Lopes da Laguna, enquanto localidades como Jardim e Bataguassu registraram quedas abruptas durante o período pandêmico. Predominaram adultos jovens, com medianas próximas de 30 anos, e maior proporção de homens e de pessoas autodeclaradas pardas. Os achados evidenciam a necessidade de estratégias de vigilância epidemiológica e de políticas públicas sensíveis às especificidades territoriais do Corredor Bioceânico.
Palavras-chave:
sífilis; vigilância epidemiológica; saúde pública; Corredor Bioceânico.
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Fonte: Mapa elaborado pelos autores (2025), software QGIS versão 3.34.13, a partir das malhas cartográficas do IBGE (SRC Sirgas, 2000).
Fonte: Mapas elaborados pelos autores (2025) no software QGIS versão 3.34.13, com base em malhas cartográficas do IBGE (SRC SIRGAS 2000).