O objetivo deste ensaio foi criar um aparato teórico-metodológico que permita analisar os simbolismos da paisagem e como estas afetam - de maneira topofilica ou topofóbica - as relações dos empreendedores com o lugar. A proposta é entender um pouco mais como o contexto socioespacial do empreendedorismo pode direcionar o perfil de culturas empreendedoras locais a partir dos simbolismos, com cargas culturais, impressos na paisagem, e pela forma como esses significados são apreendidos pela comunidade empreendedora. Para tanto, recorremos aos debates teóricos desenvolvidos na Antropologia e Sociologia sobre cultura e nas discussões sobre paisagem e relações subjetivas com o lugar, correntes na Geografia Cultural. A aproximação dos conceitos de topofilia e topofobia foi inspirada pelo uso recente (2020) do termo, em um contexto mais prático e menos teórico, como sendo um dos fatores-chave para o desenvolvimento de um ecossistema empreendedor. Trata-se, então, de averiguar o potencial de uso e a validade desse conceito para a compreensão do fenômeno do empreendedorismo, sendo útil a busca por delinear um arcabouço teórico-metodológico para compreender com maior profundidade tais implicações.
Palavras-chave:
topofilia; topofobia; paisagem; cultura; empreendedorismo
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