O estudo investiga a escolarização de alunos com deficiência na escola comum. Tem por objetivo compreender os sentidos que professores de Educação Física atribuem a seus alunos com deficiência. A pesquisa fundamenta-se teórico e metodologicamente na perspectiva histórico-cultural do desenvolvimento humano, em especial, nas elaborações de Lev Semionovitch Vigotski sobre a constituição social humana e suas proposições sobre as condições de possibilidades de desenvolvimento de alunos com deficiência. Ancora-se no método histórico-dialético e nos estudos biográficos ao trazer a narrativa como instância simbólica da linguagem. A construção dos dados foi realizada em uma escola pública municipal de uma cidade de pequeno porte no interior do estado de São Paulo, durante o ano letivo de 2022, registradas por meio de entrevistas narrativas com quatro professores. Os resultados apontam que as significações que os docentes atribuem aos alunos com deficiência são contraditórios. Os achados direcionam para a necessidade de uma mudança educacional, que contemple um ensino real e efetivo para os alunos com deficiência, um modelo de política, uma escola, uma prática pedagógica que promova, para esses estudantes, oportunidades não apenas de estarem no meio social, mas de atuarem nele como protagonistas, como sujeitos capazes de aprender e se desenvolver.
Palavras-chave:
educação especial; Educação Física; narrativas