Com esse artigo, gostaríamos de ilustrar como o corpo e suas extensões tecnológicas são concebidas na obra de ficção científica do autor inglês J. G. Ballard. Para tanto, iremos analisar duas de suas principais obras: The Atrocity Exhibition (2014) e Crash (2007). Nossa hipótese de leitura é a de que, no alvorecer do neoliberalismo (período que Jameson se presta a chamar também de Capitalismo Tardio), Ballard (de)compõe um tipo de discurso corpóreo destinado a construir um corpo gótico – um corpo que se desviaria das idealizações de integração aos circuitos tecnológicos contemporâneos. Como, através de circuitos que passam pela morte, a tecnologia, o prazer e a espetacularidade, Ballard seria capaz de conceber tal corpo?
Palavras-chave
J. G. Ballard; Gótico; Baudrillard; Tecnologia;
Body Horror