Este artigo problematiza a relação entre plataformização, neoliberalismo e colonialidade e seus efeitos para o ensino de língua inglesa a partir da implementação da Plataforma SPeak na rede estadual paulista. Com base em uma pesquisa qualitativa exploratória em educação, foram analisados documentos oficiais, publicações e comentários de estudantes na rede social TikTok. A análise evidenciou um número excessivo de atividades e tarefas de produção oral baseadas na repetição de frases pré-definidas, que exigem reconhecimento por algoritmos para progressão no curso. Tal estrutura indica um revival de métodos tradicionais de ensino e reafirma imaginários sociais em que a colonialidade da linguagem reposiciona os estudantes em um lócus de déficit a despeito de inúmeros avanços na área. Partindo de debates contemporâneos do campo educacional e dos estudos decoloniais, argumentamos que a plataformização do ensino da língua inglesa, constitui tema merecedor de urgente reflexão posto que este modelo neoliberal pode acentuar a desigualdade social.
Palavras-chave
plataformização da educação; neoliberalismo; decolonialidade; ensino de língua inglesa; desigualdade social
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