RESUMO
Coryanthes Hook. é um gênero neotropical com cerca de 60 espécies, distribuídas do México ao Sudeste do Brasil, especialmente nos Domínios Fitogeográficos Amazônico e Atlântico, sendo o primeiro, seu centro de diversidade e endemismo. No Brasil, o gênero é representado por 24 espécies, dentre as quais 13 são endêmicas. Durante a elaboração de um estudo taxonômico revisional direcionado às espécies de Coryanthes ocorrentes no Brasil, registrou-se C. elianae M.F. Silva & A.T. Oliveira como uma nova ocorrência para o Estado de Rondônia (RO). Tal espécie é aqui descrita, ilustrada, representada por fotografias e comentada no que tange às suas preferências ambientais, épocas de floração, relacionamentos morfológicos e distribuição geográfica. Adicionalmente, avaliamos seu status de conservação e fornecemos um mapa com sua distribuição atualizada.
Palavras-chave:
Amazônia; diversidade; flora; orquídeas; Taxonomia
ABSTRACT
Coryanthes Hook. is a neotropical genus with about 60 species, distributed from Mexico to Southeast Brazil, especially in the Amazon and Atlantic Phytogeographic Domains, the former being its center of diversity and endemism. In Brazil, the genus is represented by 24 species, of which 13 are endemic. During the elaboration of revisional taxonomic studies, directed at the Coryanthes species occurring in Brazil, C. elianae M.F. Silva & A.T. Oliveira was registered as a new occurrence for the Rondônia State (RO). This species is described, illustrated, represented by photographs and commented on regarding its environmental preferences, flowering times, morphological relationships and geographic distribution. Additionally, we evaluate its conservation status and provide a map with its updated distribution.
Keywords:
Amazon; diversity; flora; orchids; Taxonomy
Introdução
Coryanthes Hook. possui distribuição Neotropical e reúne ca. de 60 espécies distribuídas desde o sul do México até o Sudeste do Brasil, particularmente pela Amazônia e Mata Atlântica, sendo o primeiro, seu centro de diversidade e endemismo (Gerlach 2011, Marçal & Chiron 2013, Chiron & Marçal 2021, Govaerts 2023). No Brasil, o gênero é representado por 24 espécies, sendo 13 delas endêmicas (Meneguzzo 2020, Chiron & Marçal 2021), onde são popularmente conhecidas como bolsa-de-pastor, orquídea-astronauta, orquídea-morcego, orquídea-chorona ou pia-batismal, vernáculos atribuídos por sua peculiar e complexa morfologia floral, podendo ser reconhecido por reunir plantas epífitas associadas a jardins de formigas com pseudobulbos sulcados longitudinalmente, portando duas ou três folhas plicadas em sua porção distal; flores arranjadas em racemos laterais uni ou paucifloros, com ou sem máculas, labelo carnoso, unguiculado, rijo e diferenciado em três regiões distintas (hipo, meso e epiquílo), glabro ou indumentado, com ou sem calos lamelares transversais, coluna com um par pleurídias e duas polínias por antera (Gerlach & Schill 1993, Gerlach 2011, Engels et al. 2017, Chiron & Marçal 2021).
No Brasil, as obras clássicas de Barbosa Rodrigues (1877), Cogniaux (1898−1902), Hoehne (1910, 1942) e Pabst & Dungs (1975, 1977), consistem nas principais sobre a taxonomia do gênero e portanto, serviram, sobretudo, para a descrição de novos taxa (e.g., Ruschi 1975, Silva & Oliveira 1996, 1998, Barros 2001, Oliveira & Silva 2001, Campacci & Silva 2007, Campacci & Bohnke 2008, Gerlach & Silva 2010, Marçal & Chiron 2013, Gerlach 2017, Marçal & Chiron 2018, 2019, Chiron & Marçal 2019, Chiron et al. 2020, Chiron & Marçal 2021, 2022a, b, Marçal 2024), para a elaboração de estudos taxonômicos pontuais (Engels et al. 2017), ou versando sobre novas ocorrências (Silva et al. 1998, Krahl et al. 2020). Apesar disso, inexiste uma obra atual contemplando as espécies de Coryanthes no país, o que dificulta o reconhecimento de espécies locais do gênero, fato observado em coleções herborizadas, cujos espécimes são comumente encontrados indeterminados ou equivocadamente identificados.
Durante a revisão taxonômica das espécies de Coryanthes ocorrentes no Brasil (em andamento), elaborada pelo primeiro autor, descobrimos o primeiro registro de C. elianae M.F. Silva & A.T. Oliveira para o Estado de Rondônia, Brasil. Como tal espécie foi superficialmente descrita em sua obra original, com terminologias e dimensões imprecisas, além de ser pouco conhecida em coleções herborizadas, fornecemos uma descrição comentada para ela, atualizamos sua distribuição geográfica, fornecemos ilustrações, a representamos por meio de imagens e a correlacionamos morfologicamente com espécies afins. Adicionalmente, avaliamos preliminarmente seu status de conservação.
Materiais e métodos
Coryanthes elianae foi reconhecida com base na literatura especializada (Silva & Oliveira 1998, Chiron & Marçal 2021) e pelo estudo de sua coleção typus. Ela foi descrita com base na análise de seis coleções, advindas de cinco herbários: CEN, HSTM, INPA, M e MG (acrônimos de acordo com Thiers [2025, continuamente atualizado]), que também serviram para sua ilustração. Sua distribuição foi plotada em um mapa confeccionado no software QGIS (Quantum GIS Development Team), versão 2.8.1, a partir de coordenadas extraídas das etiquetas das exsicatas analisadas, que também subsidiaram a avaliação preliminar do seu status de conservação, calculado via software GeoCAT (Geospatial Conservation Assessment Tool), a partir de células com 2 × 2 km, baseando-se na Área de Ocupação (AOO) e Extensão de Ocorrência (EOO), conforme as recomendações de Bachman et al. (2011), Rivers et al. (2011), e critérios da IUCN (2019).
Resultados e Discussão
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1. Coryanthes elianae M.F. Silva & A.T. Oliveira Bol. Mus. Paraense “Emílio Goeldi”, n.s., Bot. 14: 44. 1998 [1999].
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Tipo: BRASIL. Amazonas: Manaus, Rio Tarumã Grande, 23-VI-1997, fl., J.B.F. Silva 651 (holótipo: MG151049!; isótipo: MG156468!).
Erva epífita, crescendo em jardins de formigas, 29,3-30,0 cm alt. Raízes ca. 2,0 mm diâm., esbranquiçadas. Rizoma 4,0-5,0(-6,0) mm diâm., 1,0-1,6 cm compr. Pseudobulbos 5,5-7,5 × 1,0-2,5 cm, ovoides, sulcados longitudinalmente. Folhas 2, 23,3-34,3 × 2,4-5,9 cm, terminais, oblanceoladas ou lanceoladas, glabras, ápice agudo. Racemos 27,0-40,7 cm compr., pendentes ou levemente ascendentes, 1 ou 2-floros; pedúnculo 21,6-29,5 cm compr., verde ou castanho-esverdeado; raque 4,0-4,3 cm compr., verde ou castanho-esverdeada. Brácteas do pedúnculo 4 ou 5, 1,3-2,5 × 0,4-0,6 cm, oblongas, ápice agudo ou obtuso, verdes ou castanho-esverdeadas; brácteas florais 2,2-3,0 × (0,6-)1,2-2,2 cm, oblongo-elípticas ou oval-lanceoladas, cimbiformes, ápice obtuso, verdes ou castanho-esverdeadas. Flores 9,0-9,5 × 3,5-4,5 cm, amarelas ou discretamente alaranjadas, tornando-se laranja-avermelhadas durante a senescência. Ovário pedicelado 5,6-9,0 × 0,2-0,3(-0,4) cm, cilíndrico, arqueado, verde-claro. Sépalas e pétalas fortemente onduladas e completamente amarelas; sépala dorsal ca. 2,5 × 2,7 cm, ovada, ápice obtuso ou arredondado; as laterais ca. 5,0 × 2,8 cm, falcadas, ápice agudo; pétalas 2,9-3,0 × 0,9-1,0 cm, falcado-lanceoladas, ápice obtuso. Labelo 3,4-3,8 × 1,8-2,1 cm, amarelo ou discretamente alaranjado; hipoquílo 1,1-1,5 × 1,2-2,0 cm, inteiro, largamente reniforme, inflexo, dorso côncavo, completamente amarelo-pálido, ocasionalmente com máculas e estrias vináceas esparsas e inconspícuas ventralmente, pubescente com tricomas esbranquiçados concentrados em sua porção centro-apical, formando uma faixa, ápice arredondado ou levemente emarginado, ventre amarelo ou discretamente alaranjado, sempre com esparsas e inconspícuas máculas e estrias vináceas; mesoquílo (0,8-)1,0 × 0,5-0,6 cm, sub-cilíndrico, glabro, com apenas um calo basal, interna e externamente amarelo ou discretamente alaranjado, sem ou com esparsas e inconspícuas máculas e estrias vináceas; calo basal 7,0(-10,0) × 6,0-12,0 mm, inteiro, parcial e distalmente coberto pelo hipoquílo, transversalmente lamelar e largo-reniforme, inflexo, voltando-se em direção ao mesoquílo, ápice arredondado, margem inteira ou levemente ondulada, glabro, completamente amarelo ou com esparsas e inconspícuas máculas e estrias vináceas; epiquílo 2,3-2,7 × 2,6-3,0 cm, interna e externamente amarelo ou discretamente alaranjado, distal e discretamente emarginado, sem máculas, estrias ou pontoações; lobos laterais ascendentes, ápice obtuso e arredondado; calo central ca. 1,5 × 3,0 mm, triangular, ápice obtuso; calos laterais 5,0-6,0 × 3,0 mm, subcilíndricos, ápice arredondado; apículo central 0,8-1,4 × 0,3-0,5 cm, oblongo, ascendente, ápice arredondado ou levemente emarginado; apículos laterais 6,0-14,0 × 3,0-6,0 mm, triangular-falcados, ápice agudo. Coluna 1,6-2,4 × 0,4-0,7 cm, completamente amarelo-esbranquiçada; alas 2,0-3,0 × 2,0-2,5 mm, triangulares, retas, ápice obtuso ou agudo, amarelo-esbranquiçadas. Pleurídias 5,0-7,0 × 2,0-3,0 mm, oblongas, retas, ligeiramente ascendentes, amareladas, ápice obtuso ou truncado. Unguícula 1,4-1,6 × 0,18-0,20 cm, levemente achatada, reta, completamente amarela. Antera ca. 3,0 × 5,0 mm, largamente elíptica, esbranquiçada, ápice arredondado. Polínário 2,3-2,4 × 1,6-1,8 mm; estipe 1,4-1,5 × 0,4-0,5 mm, deltoide, distalmente oblongo, esbranquiçado; viscídio ca. 0,8 × 0,8 mm, arredondado, branco-amarelado; polínias 2, 2-2,2 × 1,0 mm, amarelas. Cápsulas não observadas.
Material examinado: BRASIL. Amazonas: Manaus, Rio Negro, Baia da SIDERAMA, a 30 km de carro da margem, 06-VIII-2006, fl., M.L.G. Mari & M. Mari 320 (INPA); in sylvis ad Barra do Rio Negro, Provinciae fl. Nigri, s.d., fl., C.F.P. von Martius 2774 (M0174137); Rio Tarumã Grande, 23-VI-1997, fl., J.B.F. Silva 651 (MG); Pará: Itaituba, Moraes Almeida, Ramal do Tocantinzinho, 06°09’19”S, 56°05’50”W, 200 m, 26-X-2022, fl., M.V.B. Soares 232 (HSTM); Rondônia: Machadinho, Distrito de Tabajara, campina de areia branca, estrada para Dois de Novembro, 09-XI-1997, fl., L.C.B. Lobato et al. 1992 (MG); Porto Velho, 12 km NW de Abunã, margem direita do Rio Madeira, Parcela T10P2, 09º35’52’’S, 65º21’27’’W, 109 m, 28-VIII-2017, fl., M.F. Simon et al. 3107 (CEN).
Coryanthes elianae é uma espécie endêmica da Amazônia brasileira e citada, até então, apenas para os Estados do Amazonas e Pará (Silva & Oliveira 1998, Meneguzzo 2020, Chiron & Marçal 2021, Luz et al. 2024). Portanto, tem aqui sua distribuição ampliada para o Estado de Rondônia (Figura 3). Foi encontrada nos municípios de Machadinho (Distrito de Tabajara) e em Porto Velho, sobre árvores em campinas, florestas ombrófilas densas, ribeirinhas, de igapó e de terra firme, entre 74 e 200 m de altitude, apresentado flores entre junho e novembro.
Chiron & Marçal (2021) posicionaram Coryanthes elianae em C. subgênero Lamellunguis (Schlechter) Chiron & Marçal, sect. Magnilamella Chiron & Marçal, por ela possuir flores amareladas, laranja-avermelhadas ou esbranquiçadas e sem máculas, cujo mesoquílo do labelo apresenta um calo lamelar basal conspícuo. Tal espécie assemelha-se a C. tefeensis Marçal, Chiron & G.Q.Freire, um táxon endêmico do Amazonas (Chiron et al. 2020, Chiron & Marçal 2021), por ambas terem pseudobulbos ovoides com duas folhas lanceoladas ou oblanceoladas, racemos pendentes 1 ou 2-floros, brácteas oblongo-elípticas ou oval-lanceoladas, cimbiformes, flores amarelas com unguícula discretamente achatada, hipoquílo dorsalmente indumentado, sépalas e mesoquílo do labelo completamente amarelos e glabros, bem como pleurídias oblongas e anteras largamente elípticas e esbranquiçadas. Todavia, C. elianae apresenta pseudobulbos com até 7,5 cm compr. (vs. 8,0-12,0 cm compr. em C. tefeensis), flores com pétalas laterais, porção interna e externa do epiquílo do labelo, coluna e pleurídias completamente amarelas, sem máculas ou pontoações (vs. conspicuamente maculadas e pontoadas de vináceo), sépala dorsal com ápice arredondado (vs. apiculado), mesoquílo com 0,8 cm compr., calo basal de 7,0(-10,0) mm compr., transversalmente lamelado, largamente reniforme e inflexo, voltado em direção ao mesoquílo (vs. mesoquílo com 2,2 cm compr., calo basal com 3,5 mm compr., em forma de chifre, ereto e voltado em direção ao hipoquílo), mesoquílo distalmente coberto pelo hipoquílo (vs. hipoquílo cobrindo completamente até o terço do mesoquílo), sendo este último inflexo e côncavo com tricomas esbranquiçados em sua porção centro-apical (vs. hipoquílo galeiforme, fortemente achatado com tricomas amarelados ao longo de sua extensão).
Coryanthes elianae M.F. Silva & A.T. Oliveira (M.F. Simon et al. 3107 - CEN00105271). a. Hábito. b. Bráctea floral. c. Flor em vista lateral. d. Sépala dorsal. e1, e2. Sépalas laterais. f1, f2. Pétalas laterais. g. Labelo. h. Labelo em vista frontal. i. Labelo em vista lateral. j. Labelo em vista lateral seccionado longitudinalmente. Note o interior do epiquílo. k. Hipoquílo em vista frontal. l. Hipoquílo em vista dorsal. m. Hipoquílo em vista lateral. Note as máculas, estrias e tricomas. n. Detalhe do apículo central. o. Detalhe do apículo lateral. p. Coluna com pleurídias em vista dorsal. q. Coluna com pleurídias em vista lateral. r. Coluna em vista lateral. Note suas alas. s. Antera em vista dorsal. t. Antera em vista ventral. u. Polinário. Ilustração de Igor Soares dos Santos.
Figure 1
Coryanthes elianae M.F. Silva & A.T. Oliveira (M.F. Simon et al. 3107 - CEN00105271). a. Habit. b. Floral bracts. c. Flower, lateral view. d. Dorsal sepal. e1, e2. Lateral sepals. f1, f2. Lateral petals. g. Lip. h. Lip, frontal view. i. Lip, lateral view. j. Lip sectioned, lateral view. Note the inside of the epichile. k. Hypochile, frontal view. l. Hypochile, dorsal view. m. Hypochile, lateral view. Note the spots, streaks and trichomes. n. Detail of the central apiculus. o. Detail of the lateral apiculus. p. Column with pleuridia, dorsal view. q. Column with pleuridia, lateral view. r. Column, lateral view. Note its detail of the column wings. s. Anther, dorsal view. t. Anther, ventral view. u. Pollinarium. Illustration by Igor Soares dos Santos.
Coryanthes elianae M.F. Silva & A.T. Oliveira. a. Hábito. b. Sistema radicular, note as raízes esbranquiçadas. c. Detalhe das brácteas florais. d. Flor em vista frontal. e. Flor em vista lateral. a-c. Fotografias de Marcelo Fragomeni Simon (M.F. Simon et al. 3107 - CEN00105271). d, e. Fotografias de Günter Gerlach.
Figure 2
Coryanthes elianae M.F. Silva & A.T. Oliveira. a. Habit. b. Root system, note the whitish roots. c. Detail of the floral bracts. d. Flower, frontal view. e. Flower, lateral view. a-c. Photographs by Marcelo Fragomeni Simon (M.F. Simon et al. 3107 - CEN00105271). d, e. Photographs by Günter Gerlach.
Quanto ao seu status de conservação, C. elianae apresentou EOO e AOO, estimados, respectivamente em 302,565.772 km2 e 24.000 km2, o que a alocaria nas categorias Pouco Preocupante (LC) e Em Perigo (EN). Tal discrepância se dá, pois, diferentemente do EOO, que abrange toda a área, a partir dos pontos coletados, o AOO inclui apenas a soma de áreas que são realmente ocupadas pela espécie. Frente a limitação de acompanhar as populações do táxon supracitado e ao fato do mesmo ser parcamente coletado ou representado em coleções herborizadas, adotamos o Princípio da Precaução (ver Rivers et al. 2011 e IUCN 2019), considerando C. elianae na categoria Criticamente Em Perigo (CR), baseando-se no(s) (sub)critério(s) B2b(ii, iii). Embora C. elianae tenha populações salvaguardadas no por Unidades de Conservação (UCs) no Estado do Amazonas (e.g., APA Tarumã/Ponta Negra e APA Margem Esquerda do Rio Negro - Setor Tarumã Açu-Tarumã Mirima) e no Estado do Pará (e.g., APA dos Tapajós), outras, como aquelas conhecidas para outras regiões do Amazonas, e principalmente para o Estado de Rondônia, ocorrem fora de UCs e têm como principais ameaças à sua conservação, o avanço do arco do deflorestamento e a expansão da fronteira agrícola, podendo levar a declínios populacionais e redução da qualidade de seus hábitats.
Distribuição atualizada de Coryanthes elianae M.F. Silva & A.T. Oliveira. a. Mapa do Brasil destacando, em cinza, os Estados de sua ocorrência. b. Versão ampliada de sua área de ocorrência e pontos de localização, incluindo os Domínios Fitogeográficos Amazônia e Cerrado. Abreviações: AC: Acre; AM: Amazonas; AP: Amapá; MA: Maranhão; MT: Mato Grosso; PA: Pará; RO: Rondônia; RR: Roraima; TO: Tocantins. Mapa elaborado por Igor Soares dos Santos e Marcos José da Silva.
Figure 3
Updated distribution of Coryanthes elianae M.F. Silva & A.T. Oliveira. a. Map of Brazil highlighting, in gray, the States where it occurs. b. Enlarged versions of its area of occurrence and location points, including the Amazon and Cerrado Phytogeographic Domains. Abbreviations: AC: Acre; AM: Amazonas; AP: Amapá; MA: Maranhão; MT: Mato Grosso; PA: Pará; RO: Rondônia; RR: Roraima; TO: Tocantins. Map made by Igor Soares dos Santos and Marcos José da Silva.
Agradecimentos
Os autores deixam seus agradecimentos à Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, à Universidade Federal de Goiás, ao Instituto de Biociências, ao Instituto de Ciências Biológicas e ao Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, pelo apoio logístico e instalações; aos Curadores dos Herbários CEN, HSTM, INPA, M e MG, pela recepção e empréstimos de coleções; e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, pela concessão da Bolsa de Doutorado (Processo n° 140386/2023-8) e Bolsa de Produtividade em Pesquisa (Processo n° 307747/2019-0), concedidas ao primeiro e ao último autor, respectivamente. Também gostaríamos de deixar nossos agradecimentos aos revisores do manuscrito pelas preciosas contribuições dadas à qualidade do mesmo, assim como aos Drs. Marcelo Fragomeni Simon e Günter Gerlach, por terem gentilmente cedido fotografias da espécie estudada.
Declaração de disponibilidade de dados
O conjunto de dados está contido no próprio manuscrito.
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Parte da Tese de Doutorado do primeiro Autor
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Como citar:
Santos, I.S., Gerlach, G. & Silva, M.J. 2026. Coryanthes elianae M.F. Silva & A.T. Oliveira (Orchidaceae, Epidendroideae, Cymbidieae, Stanhopeinae): primeiro registro para o Estado de Rondônia, Brasil. Hoehnea 53: e362025, 2026. https://doi.org/10.1590/2236-8906e362025.






