Open-access A cultura digital em memórias e história da educação profissional e tecnológica

La cultura digital en las memorias e historia de la educación profesional y tecnológica

Digital Culture in Memories and History of Professional and Technological Education

La culture numérique dans les mémoires et l'histoire de la formation professionnel et technologique

Resumo

O artigo traz os percursos de implantação da internet na instituição e de criação e reformulação do sítio eletrônico de “Memórias” entre 2012 e 2017, a fim de desenvolver o “Museu Virtual da Educação Profissional” para a salvaguarda do patrimônio histórico-educativo e da ciência e tecnologia de uma rede pública de educação profissional e tecnológica, com escolas técnicas centenárias e faculdades de tecnologia cinquentenárias. No ano de 2014, com a intenção de ampliar a participação dos professores-pesquisadores na difusão em rede de ações educativas e das pesquisas realizadas em centros de memória, discutiu-se nos clubes de memórias práticas pedagógicas de comunicação - inventário, digitalização e divulgação do patrimônio histórico-educativo no site da escola. Durante essas práticas, foram desenvolvidas competências de gestão documental, empregando a cultura escolar e a cultura material como categorias de investigação, e o inventário como instrumento de proteção do patrimônio histórico-educativo.

Palavras-chave:
Educação Profissional e Tecnológica; História da Educação; Memória institucional; Centros de Memória

Resumen

El artículo describe la implementación de internet en la institución y la creación y reformulación del sitio web “Memórias”, entre 2012 y 2017, con el fin de desarrollar el “Museo virtual de la Educación Profesional”, para salvaguardar el patrimonio histórico-educativo y de ciência y tecnología desde una red pública de educación profesional y tecnológica, con escuelas técnicas centenarias y facultades tecnológicas con cincuenta años de antigüedad. En 2014, con la intención de ampliar la participación de docentes-investigadores en la difusón en red de acciones e investigaciones educativas realizadas en los centros de memória, se discutieron en los “Clubes de Memorias” prácticas de comunicación pedagógica - inventario, digitalización y difusión del patrimônio histórico-educativo en el sitio web de la escuela. Durante estas prácticas se desarrollaron habilidades de gestión documental, utilizando la cultura escolar y la cultura material como categorías de investigación, y el inventario como instrumento de protección del patrimonio histórico-educativo.

Palabras clave:
Educación Profesional y Tecnológica; Historia de la Educación; Memoria Institucional; Centros de Memoria

Abstract

The article describes the implementation of the internet in the institution and the creation and reformulation of the “Memórias” website between 2012 and 2017, in order to develop the “Virtual Museum of Professional Education” to safeguard the historical-educational heritage and science and technology form a public network of professional and technological education, with technical schools that are centuries old and colleges of technology that are fifty years old. In 2014, with the intention of expanding the participation of research teachers in the network dissemination of educational actions and research carried out in memory centers, pedagogical communications practices were discussed in the “Memory Clubs” - inventory, digitization and dissemination of the historical-educational heritage on the school website. During these practices, document management skills were developed, using school culture and material culture as categories of investigation, and the inventory as an instrument for protecting historical-educational heritage.

Keywords:
Professional and Technological Education; History of Education; Institutional Memory; Memory Centers

Résumé

L’ article décrit la mise en ouvre d’internet dans l’institutution et la création et reformulation du site internet “Memórias”, entre 2012 et 2017, afin de développer le “Musée virtuel de la formation professionnelle”, pour sauvegarder le patrimoine historique-éducatif et scientifique et la technologie à partir d’un réseau public d’enseignement professionnel et technologique, avec des écoles techniques vieilles de plusieurs siècles et des écoles supérieures de technologie vieilles de cinquante ans. En 2014, dans le but d’élargir la participation des enseignants-chercheurs au réseau de diffusion des actions pédagogiques et des recherches menées dans les centres de mémoire, des pratiques de communication pédagogique ont été discutées dans les “Clubes de Mémoire” - inventaire, numérisation et diffusion du patrimoine historique-éducatif sur le site de l’école. Au cours de ces pratiques, des compétences em matière de gestion documentaire ont été développées, en utilisant la culture scolaire et la culture matérielle comme catégories d’investigation, et l’ inventaire comme instrument de protection du patrimoine historique et éducatif.

Mots-clés:
Enseignement professionnel et technologique; Histoire de l'éducation; Mémoire institutionnelle; Centres de mémoire

Introdução

Esse artigo apresenta o percurso de implantação da internet no Centro Paula Souza (CPS), o que possibilitou a criação de um sítio eletrônico de “Memórias” em 2012, e a sua reformulação entre 2015 e 2017, para atender a uma solicitação de criação do “Museu Virtual da Educação Profissional”, a fim de contribuir para a salvaguarda do patrimônio histórico-educativo e da ciência e tecnologia na rede pública de educação profissional e tecnológica, com escolas técnicas centenárias e faculdades de tecnologia cinquentenárias, empregando como categorias de investigação a cultura escolar, a cultura material e a cultura digital. O CPS completará 55 anos de existência, em 6 de outubro de 2024, e os primeiros cursos superior de tecnologia foram implantados no Centro Estadual de Educação Tecnológica São Paulo que, em 1973, passou a ser denominado Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (Ceeteps) e os cursos ministrados pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec SP), ambos utilizando o Edifício Paula Souza, entre 1970 e 1980.

Na pesquisa preliminar sobre a origem da cultura digital no CPS, localizou-se nos primeiros números do “Jornal do CEETEPS”, criado em 1988, e que estão disponíveis no Centro de Memória da Educação Profissional e Tecnológica do Centro Paula Souza1 (CMEPTCPS), em São Paulo, informações sobre os primeiros computadores na Fatec SP, utilizados na formação do “Tecnólogo em Processamento de Dados”, que preparava os alunos para atuarem nos computadores com o processamento de informações para fins administrativos e técnicos, operando sistemas, preparando programas e desenvolvendo análises. Nessa época, o Centro de Informática (CEI) da Fatec SP, que era coordenado pela professora Marília Marcorin de Azevedo, tinha 14 microcomputadores Cobra 210, um Burroughs 170, que estava sendo desativado, e substituído por um super mini Cobra 1400 (Jornal do CEETEPS, 1988, p. 41), outra notícia indicava que:

Está sendo implantado na Fatec-SP o Laboratório II de informática. Dirigido para docentes e alunos, que terá três salas. Numa primeira fase serão ministradas aulas para os alunos da Fatec São Paulo que terão à disposição, inclusive para trabalhos, um sistema de microcomputador Medidata M-1001 com cinco terminais e uma impressora. Serão instalados também, nove microcomputadores X-PC da Cobra com impressora. A segunda área destinada aos docentes, possuirá três microcomputadores Cobra 210 e X-PC. Além disso, haverá cinco estações CAD, com mesas digitadoras (Plotter), traçadores gráficos. Estes equipamentos foram adquiridos através de convênio realizado entre a Secretaria de Ciência e Tecnologia e a FAT - Fundação de Apoio à Tecnologia -, e serão utilizados, inicialmente, para treinamento de docentes do “Paula Souza”. (Jornal do CEETEPS, 1988, p.34).

É importante destacar que a Fundação de Apoio a Tecnologia (FAT) foi criada por professores da Fatec SP, em 1987, e que surgiu para agilizar a prestação de serviço à comunidade, tendo como objetivo principal o incentivo à pesquisa em tecnologia e ao ensino. Segundo Kazuo Watanabe, professor, chefe de gabinete, e superintendente entre 1991 e 1992, do Centro Paula Souza, “uma fundação tem maior autonomia, tanto em recursos e destinação de verbas como em objetivos” (Jornal do CEETEPS, 1988, p.7).

Em 1989, Marília Marcorin de Azevedo relatou que “a própria estrutura administrativa do Centro, com seus 2500 servidores e docentes, 24000 alunos de 2º e 3º graus e 18 unidades, já pede o uso da informática para racionalização e aprimoramento...” (Jornal do CEETEPS, 1989, p.8). Enquanto, Paulo Yamamura, vice-diretor da Fatec SP, destacou a importância dos projetos de horas atividades específicas (HAE) na instituição, que surgiram para a criação, o desenvolvimento e a difusão do conhecimento tecnológico, estimulando a participação de docentes e incumbindo os departamentos das unidades do CPS para traçarem os projetos. Informou que foi criado o “Grupo de Estudo, Desenvolvimento e Pesquisa em Inteligência Artificial”, envolvendo nove professores da sua unidade, entre eles, Luiz Tsutomu Akamine e Maria Cristina Calelfi de Almeida, com a perspectiva de criar a disciplina “Introdução à Inteligência Artificial” para o curso de tecnologia em Processamento de Dados, criado em 1976 (Jornal do CEETEPS, 1988). Derivados desse curso, a Fatec SP oferece atualmente os cursos tecnológicos: Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Banco de Dados, Rede de Computadores, Segurança de Informação, Sistemas para Internet, Jogos Digitais e Gestão da Tecnologia da Informação.

Percurso do acesso à internet no cps: antecedentes históricos

Oswaldo Giorgio (2013, p.4) relatou que, em 2000, no CPS “iniciou-se um processo de contenção de despesas o que acabou comprometendo de maneira significativa as capacitações em serviço” na Coordenadoria de Ensino Técnico (Cetec), o que contribuiu para a implantação de cursos de capacitação continuada à distância, informando que:

No último quadrimestre de 2000, a CETEC resolve apoiar iniciativas de integrantes de sua equipe técnica, na implantação de cursos de capacitação docente a distância utilizando a Internet como veículo de comunicação. [...] O primeiro curso piloto, totalmente a distância, recebeu o nome de Construção de GIFs Animados (Grafics Interchange Format) e teve origem em outra capacitação, de natureza presencial, cuja denominação era “Construção de Home Page para principiantes”. Esta nova modalidade de capacitação era um projeto inédito na CETEC, tinha duração de 3 horas, e era restrito aos professores e funcionários do CPS que já tinham participado do curso, presencial, de construção de home page. O objetivo do curso era permitir a construção de pequenos “filmes” para serem utilizados em Home Page (HP) hospedadas na Internet e este disponibilizado a partir de setembro de 2000. [...] Sendo o produto gerado no curso, um componente frequentemente empregado em páginas da rede mundial de computadores, o professor/funcionário já deveria ter uma HP hospedada na Internet, para que nela pudesse colocar o trabalho criado no curso a fim de ser avaliado. (Giorgi, 2013, p. 5)

No entanto, Oswaldo Giorgi (2013, p.5) levantou alguns problemas detectados nesse período, como: “[...] poucos docentes possuíam computador em sua residência com conexão à Internet; a maioria das UEs não disponibilizavam computadores para que os professores pudessem usar com seus alunos nas aulas regulares; [...]”. Enquanto, Eva Chow Belezia (2013) destacou que: “Não podemos esquecer que, no início do século XXI, a internet não era, ainda, uma realidade em todas as regiões do estado de São Paulo” e relatando que ofereceu um curso de Andragogia na Cetec, em 2002, mas que:

[...] optou-se no projeto pela utilização conjunta de CD-ROM e Internet, pelo fato do CD-ROM possibilitar o uso de ferramentas de educomunicação, como vídeo, áudio, foto, desenho gráfico e texto sem os problemas comuns gerados pelo download de arquivos pesados pela internet (novamente, lembremos que dez anos atrás os provedores não eram com os de hoje. E mesmo hoje temos problemas, convenhamos...). Afinal, o uso do CD, com todos os recursos nele contidos pela sua capacidade de armazenamento de dados possibilita utilizar arquivos “pesados” de vídeo e imagens, que auxiliam no processo de aprendizagem e, se tivessem de ser “baixados” pela Internet, demandariam largos períodos de tempo além do alto custo em ligação telefônica para o aluno. [...] (Belezia, 2013, p. 8)

Em fevereiro de 2000, a autora ingressou como professora na Escola Técnica Estadual Carlos de Campos, ministrando as disciplinas de “Tecnologia dos Alimentos” e de “Tecnologia e Meio Ambiente”. Em setembro, foi participar da capacitação em serviço para construção de home-page oferecida pela Cetec, no Edifício Paula Souza, ministrada pelo professor Oswaldo C. Giorgi, e pode confirmar as dificuldades que encontrou ao tentar implantar o produto produzido como prática escolar, armazenado em CD Room, e instalado nos computadores do Laboratório de Informática da escola, único para todos os cursos técnicos, e sem controle do material depositado (falta de login e senha): - tínhamos que a cada semana reinstalar o produto didático digital, que geralmente, desapareciam das máquinas. Como coordenadora de projetos na Cetec, em 2004, em parceria com o professor Oswaldo C. Giorgi, organizamos o “I Encontro - Jovens, Valores e Subjetividades” na Cetec, em São Paulo, “estimulando o emprego da informática como ferramenta no processo ensino-aprendizagem, ao propor a divulgação de projetos realizados na Rede de Escolas Técnicas que são hospedados no site e/ou home-page destas Escolas” (Carvalho; Giorgi, 2008, p.73). O Quadro 1 indica que, nesse ano, somente 27 das 108 escolas técnicas pertencentes a rede do CPS, tinham sites das unidades escolares.

Quadro 1:
Sítios eletrônicos de 27 Escolas Técnicas do CPS, em 2004.

Entre 2004 e 2005, na Cetec, a coordenadora de projetos Silvana Maria Rocha Brenha Ribeiro, organizou capacitações em serviço denominada “Programa Auxiliar no Planejamento e Execução de Projetos Educacionais” e ministradas por Claudio B. Gomide, professor da Unesp. Em paralelo, Silvana Brenha coordenava um projeto para a implantação do SAEP - Sistema de Apoio à Elaboração de Projetos, proposto por ela e o sistema criado pelo sr. Marlon da empresa P2S Tecnologia, e implantado na Cetec, internamente, entre 2006 e 2007. Considerando a importância dos projetos desenvolvidos por Silvana Brenha na instituição, é que se fez um convite e a professora concedeu uma entrevista de história oral de vida para o projeto “História oral na educação: memórias do trabalho docente”, da qual destaco um trecho relacionado à sua competência em gestão de projetos, quando relatou o que perguntou ao coordenador antes do seu ingresso na Cetec:

Almério, eu estou vindo para São Paulo: - será que eu poderia ser útil aqui? Ele me deu uma lista de metas para 2002. Na época, ele já trabalhava a educação por objetivos. Ele falou assim: - essas são as metas para melhorar a qualidade de ensino para esse ano, veja alguma coisa dentro dessas metas, que você possa fazer, e me apresente um projeto. Aí, eu apresentei um projeto. Eu estava terminando um mestrado em sistema de qualidade, que era um mestrado feito uma parte na Unicamp, e outra parte era na Politécnica da USP. E eu estava encantada como as técnicas da área de gestão que poderiam contribuir para melhoria de todas as áreas e, também, para a área de educação. Bom, poderia fazer um trabalho de sistema de qualidade para as Etecs e isto dentro da capacitação (formação continuada), que já era mantido pela CETEC. Assim, escrevi um projeto e entreguei. Ele me chamou e me levou até o professor Marcos Monteiro, que na época era superintendente. Daí o professor Marcos falou: - há tempos que eu quero implantar indicadores de qualidade nas escolas, vai ser bom esse projeto e então traga este projeto para cá. Assim, eu comecei a dar um curso para diretores, sobre qualidade em serviços, empreguei como estratégia de melhoria de qualidade o benchmarking. [...] (Ribeiro, 2019, p. 13).

Em 2006, o site institucional era www.centropaulasouza.com.br, conforme indica um prospecto2 de “Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável” criado pela autora, coordenadora do projeto na Cetec, para um evento do CONSEA - Conselho Estadual de Segurança Alimentar, com o apoio de um designer da Gerência de Comunicação do CPS (Figura 1). No ano seguinte, essa gerência difundia na Revista do Centro Paula Souza (Ano 1, Número 1, janeiro 2007)3, impressa e digital, o e-mail: gcom@centropaulasouza.sp.gov.br e esse domínio era com site do governo, mas com um suporte que não permitia a divulgação de eventos promovidos pela Cetec.

Figura 1:
Prospecto de projetos de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável institucional, em 2006.

Ainda em 2006, no Centro Paula Souza surge um programa de formação técnica e qualificação profissional, na modalidade híbrida (presencial e à distância), denominado Telecurso TEC, composto por cursos técnicos, com o objetivo “Colaborar com o desenvolvimento do país por meio da qualificação profissional e cidadã de jovens adultos

trabalhadores” sendo que “a duração de cada curso é de 800 horas, em três modalidades”, e o estudante “só poderá obter a certificação após ser aprovado em prova pública presencial” (São Paulo, 2006, p.3).

Adelina Maria Lucio e Sandra Regina Tonarelli Rodrigues (2013) que atuam no GEEaD na Cetec, relataram que:

[...] o Centro Paula Souza se organizou estruturalmente para que o programa fosse implantado, criando o Grupo de Estudo de Educação a Distância (GEEaD), vinculado a Unidade de Ensino Médio e Técnico - CETEC [...] em 2005, o Governo do Estado de São Paulo, por intermédio do Centro Paula Souza, estabeleceu uma parceria com a Fundação Roberto Marinho resultando na oferta pioneira de cursos técnicos gratuitos, na modalidade em Educação a Distância, no âmbito do Estado de São Paulo. Além de suas Unidades de Ensino, o Centro Paula Souza, nos termos do Parecer nº 145/2005, do Conselho Estadual de Educação, foi credenciado, por cinco anos, como instituição de ensino a distância, o que possibilitou a implementação e a implantação do Telecurso TEC - Programa de Formação Técnica e Qualificação Profissional, voltado para jovens, que estejam cursando o ensino médio ou já o tenham concluído, e adultos trabalhadores, ampliando, assim, a oferta de Ensino Técnico no Estado de São Paulo e em todo o Brasil. O Parecer CEE/SP nº 424/2006, autorizou o funcionamento das habilitações profissionais técnicas de Nível Médio de Técnico em Administração Empresarial, Gestão de Pequenas Empresas e Secretariado e Assessoria e aprovou os referidos Planos de Cursos de Educação Profissional de Nível Médio, na modalidade a distância: assim, foi criado o Programa Telecurso TEC (Lucio; Rodrigues, 2013, p. 21).

Essas autoras também informaram que no CPS para viabilizar o Programa Telecurso TEC de ensino a distância, foi criado pela Deliberação CEETEPS nº 003, de 11 de maio de 2006, o Centro de Educação a Distância, subordinado a Cetec. Três anos depois, por meio da Deliberação CEETEPS nº 004/2009, de 6 de fevereiro de 2009, a nomenclatura do Centro de Educação a Distância passou para Grupo de Estudo de Educação a Distância (Lucio; Rodrigues, 2013, p.22). Destaco do artigo dessas autoras, o trecho a seguir, que indica que a instituição para esse programa já dispunha como domínio o site - www.centropaulasouza.sp.gov.br , mas os vídeos ficavam hospedados no site do parceiro:

O Centro Paula Souza iniciou a Modalidade Aberta do Programa Telecurso TEC em 2007, oferecendo os cursos técnicos em Administração Empresarial, Gestão de Pequenas Empresas e Secretariado e Assessoria. Na modalidade aberta o aluno estuda sozinho, acompanha o curso por meio da programação na TV Globo, TV Cultura e TV Futura, juntamente com os livros do Telecurso TEC disponíveis em www.centropaulasouza.sp.gov.br e vídeos em www.globo.com. Para auxiliar em seus estudos, os alunos contam, ainda, com um fórum para esclarecimento de dúvidas técnicas localizado no link http://telecursotec.cpscetec.com.br/forumgeral constante no site http://centropaulasouza.sp.gov.br - seção Telecurso TEC (Lucio; Rodrigues, 2013, p.27)

Em 2008, com Silvana Brenha respondendo pelo Centro de Capacitação (Ribeiro, 2019, p. 14), recém criado, e também, como uma dos organizadores do plano de metas, definido pela coordenação da Cetec, Almério Melquíades de Araújo, por objetivos e metas pré-estabelecidos para proposições de projetos, o SAEP “deixou os limites da rede interna de computadores do Centro Paula Souza, disponibilizando informações e oferecendo a possibilidade de emprego dessa ferramenta por outros setores da Instituição” (Figura 2), empregando o domínio: http://www.cpscetec.com.br/saep e a hospedagem do site pela empresa Locaweb4, o que possibilitou hospedar os arquivos na nuvem.

Dalton Martins e José Murilo Costa Carvalho Junior (2017), especialistas em gestão da informação e comunicação, consideram que

A cultura digital, seja como área organizacional ou como conceito, tem prestado serviço relevante, sobretudo na última década no Brasil. Como reflexão coletiva em rede, a abordagem cumpriu papel na articulação de uma multiplicidade de novas atividades e movimentos, servindo como ponto de apoio na produção de um comum para falar sobre a construção de políticas públicas, projetos experimentais, ativismos, pesquisa acadêmica, laboratórios hackers, inovação social, movimentos de democratização da comunicação, participação cidadã, acervos digitais, modelos de gestão, entre tantas outras coisas que poderiam ser aqui enumeradas. Dentre os muitos campos impactados pelas práticas do universo da cultura digital, talvez nenhum outro tenha sido ressignificado de maneira tão abrangente como o campo da memória - pública e privada (Martins; Carvalho Junior, 2017, p. 45)

A ascendência da mídia digital alterou o acesso social à memória, tendo por base a lógica dos arquivos impressos, e esses autores geraram novas questões, tais como: “que novas práticas e atores disputam a hegemonia do Estado em sistematizar a produção de informação? Qual o papel das instituições mantenedoras do patrimônio cultural na preservação da memória na era da cultura digital.” (Martins; Carvalho Junior, 2017, p. 45)

Figura 2:
SAEP - Sistema de Apoio à Elaboração de Projetos da Cetec, lançado em 2008.

Caminhos de memórias e história digital no CPS: a criação, a construção, a difusão e a reformulação da linguagem computacional do web site

Entre 2002 e 2012, a autora propôs e desenvolveu projetos de HAE dentro dos objetivos dos planos de metas da Cetec, como representante da instituição no COMUSANSP - Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de São Paulo, coordenando e realizando ações educativas e de pesquisas, em parcerias com outros órgãos governamentais e não-governamentais. As pesquisas de história da alimentação e nutrição na educação profissional e das práticas de educação alimentar e nutricional, envolvendo jovens estudantes do curso Técnico em Nutrição e Dietética, nesse período, estão na tese de doutoramento (Carvalho, 2013, p. 381-424).

É importante relatar que, desde 2007, o técnico de informática, Felipe Ramos, deu apoio e montou todas as home-pages dos eventos anuais organizados na Cetec, nos campos da alimentação e nutrição ou de memórias, e que foram hospedadas em CD Room para serem entregues aos autores e aos participantes nos eventos, e sempre relacionados com temáticas e pesquisas desenvolvidas nessa coordenação.

No plano de metas da Cetec de 20095, no objetivo “Desenvolvimento da Gestão da Cetec” constam que Sérgia Lúcia Borges Milanez, professora de informática, desenvolvia o projeto “Portal para Professores do Ensino Médio”, e o Felipe Ramos, o projeto “Atualização e Desenvolvimento de Sites da Cetec”. Nesse ano, a autora contou com o apoio desses profissionais para as montagens de home-pages e de sites, nos eventos que organizou: “Da Alimentação à Nutrição: 70 anos de Educação Profissional no Brasil”6 e “III Encontro de Educação Alimentar e Nutricional com adolescentes no contexto de seis escolas técnicas”7, e esses dois projetos foram difundidos no site da Cetec - www.cpscetec.com.br.

Em 2010, a autora participou do curso de capacitação em serviço “Gerenciamento de Projetos - conceitos básicos”, proposto e coordenado por Silvana Brenha e ministrado por Luiz Eduardo Cunha, professor da FAAP, elaborando como atividade não presencial, o projeto “Saberes e Sabores: memórias da educação profissional (1955 a 2009)”, onde propôs a criação de site para o GEPESAN - Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Segurança Alimentar e Nutricional. O site não foi criado, o grupo teve uma existência efêmera, entre 2006 e 2012. Pois, a partir de 2013, a autora passou a dar prioridade ao GEPEMHEP - Grupo de Estudos e Pesquisas em Memórias e História da Educação Profissional, coordenando projetos de HAE de professores-pesquisadores de “memórias”.

Mas a ideia de criar o site prosperou e o site de “Memórias” (Figura 3) foi criado:

O website institucional de memórias (www.cpscetec.com.br/memorias), criado na Cetec, em 2012, pelo técnico Felipe Ramos, contribuiu para a ampliação da interação entre professores e estudantes que atuam como monitores em centros de memória ou acervos escolares e entre professores-curadores, possibilitando definir e difundir links de acesso à distância, tais como: notícias na home, histórico, eventos, ações educativas, publicações e contatos, mantendo os registros de conteúdo digital de forma cumulativa. (Carvalho; Ribeiro, 2017, p. 10)

Figura 3:
Web site de Memórias e História da Educação Profissional, 2012 a 2017.

Cursos para formação continuada de professores no CPS: difusão no web site de “memórias”

No CPS, professores e bibliotecários que têm interesse pela história da educação profissional e tecnológica ou são membros do GEPEMHEP, participam de capacitação em serviço, oferecidas três vezes por ano, de forma semipresencial, os “Clubes de Memórias”8, com carga horária de 20 horas, sendo 7 horas presenciais, com a finalidade de discutir metodologias de pesquisas e referenciais teóricos empregados em estudos e pesquisas de projetos de HAE, estipuladas entre 5 e 8 horas semanais.

Em 2014, com a intenção de ampliar a participação dos professores-pesquisadores na difusão em rede de ações educativas e das pesquisas realizadas, anualmente, em centros de memória, desenvolveu-se com esses docentes, clubes de memórias, que trataram de: vocabulários controlados para acesso rápido à informação institucional e em rede; de práticas pedagógicas de comunicação - inventário, digitalização e divulgação do patrimônio histórico-educativo9 no site da escola; e de inventário como instrumento de proteção do patrimônio histórico-educativo. Durante essas práticas pedagógicas nos clubes de memórias, são desenvolvidas competências para gestão documental sobre arquivologia, biblioteconomia e museologia, empregando a cultura escolar, a cultura material e a cultura digital, como categorias de investigação; e a história oral como metodologia de pesquisa (Carvalho; Ribeiro, 2013), buscando salvaguardar e preservar o patrimônio cultural da ciência e tecnologia10, com professores que, na sua maioria, são curadores em centros de memória institucional. O Quadro 2 indica os Clubes de Memórias (Figura 4) que ofereceram cursos de história oral para gerar projetos coletivos11 na Cetec/CPS.

Quadro 2:
Cursos de capacitação em História oral no CPS, entre 2010 e 2018.

Figura 4:
Cursos de capacitação em serviço de História oral no CPS, ministrados por Suzana Lopes Salgado Ribeiro, em 2013, e Maria Lucia M Carvalho, em 2018 e 2021.

Pesquisa da cultura escolar em centros de memória do CPS: difusão de eventos com publicações no web site de “memórias”

No CPS, professores-pesquisadores que atuam em centros de memória institucionais apresentam projetos de HAE relacionados aos projetos propostos por coordenadores de projetos de “memórias” nos planos de metas e no objetivo de “Pesquisa e Desenvolvimento”, após serem aprovados pela Cetec, e com periodicidade de fevereiro a dezembro de cada ano. Nos centros de memória, os professores-curadores também desenvolvem ações educativas, podendo envolver estudantes como monitores de memórias, nas atividades de higienização de documentos, em estudos e pesquisas de documentação para a organização de exposições e de visitas guiadas, na produção de podcasts ou vídeos, assim como apoio na realização de entrevistas de história oral acompanhados do docente que entrevista, sempre com base nas discussões e orientações acordadas nos Clubes de Memórias, que são cursos de capacitação em serviço e fazem parte dos planos de metas da Cetec, dentro do objetivo “Desenvolvimento Profissional”. Os monitores de memórias podem participar como coautores na produção de pôsteres e vídeos, sob a supervisão e autoria de professores-pesquisadores, nos encontros e jornadas organizados pelo GEPEMHEP e promovidos pelo CPS.

É importante destacar o apoio do CPS aos projetos de HAE de “Memórias”, que anualmente, geram publicações institucionais, impressas e digitais, por professores-pesquisadores-autores resultantes de estudos históricos sobre as instituições, os currículos e as trajetórias de professores e de gestores da educação profissional e tecnológica, de diferentes épocas. Quadro 3 apresenta os autores dos livros publicados pelo GEPEMHEP, desde 2011, o ano de criação de centros de memórias e cidades onde se localizam, e indica a permanência desses professores-pesquisadores nesses lugares de memória12.

Quadro 3:
Professores-pesquisadores em centros de memória institucionais e autores de capítulos em livros de Memórias e História da Educação Profissional e Tecnológica.

Em 2014, com a solicitação de criar o museu virtual da educação profissional, envolvendo os professores-pesquisadores e curadores em centros de memória, constatou-se que o sistema de hospedagem do site www.cpscetec.com.br/memorias não tinha capacidade para suportar grande quantidade de documentos imagéticos, como os acervos fotográficos, os vídeos de entrevistas de história oral, e mesmo as ações educativas realizadas durante as semanas nacionais de museus e de arquivo, surgindo a necessidade de reformular esse repositório institucional de “memórias” para desenvolver e hospedar as fichas de registros de objetos (Carvalho; Ribeiro, 2021).

Lynch (2003) define Repositório Institucional13, como:

Um conjunto de serviços que uma universidade oferece aos membros de sua comunidade para a gestão e a disseminação de conteúdos digitais, criados pela instituição e membros da sua comunidade. É essencialmente um compromisso organizacional com a gestão, desses documentos digitais, incluindo a preservação a longo prazo, quando apropriado, bem como a organização e o acesso ou distribuição. Embora a responsabilidade operacional por estes serviços possa razoavelmente estar situada em diferentes unidades organizacionais, um repositório institucional eficaz representa necessariamente uma colaboração entre bibliotecários, tecnólogos da informação, gestores de arquivos e de registros, professores, administradores universitários e gestores de políticas públicas. (Lynch, 2003, p. 2).

Reformulação do web site de “memórias” (2015-2017): a cultura digital para salvaguardar o patrimônio cultural da ciência e tecnologia

Em 2012, ingressa na Cetec o coordenador de projetos de informação e comunicação, Carlos Eduardo Ribeiro. Ainda nesse ano, a designer Marta Almeida da Assessoria de Comunicação do CPS cria a logomarca do GEPEMHEP, que é divulgada no “III Encontro de Memórias e História da Educação Profissional: Patrimônio, Currículos e Processos Formativos”. Dois anos depois, com algumas escolas divulgando os centros de memória nos sites das escolas técnicas, propôs-se o Clube de Memórias XIX14 - “Práticas pedagógicas de comunicação: inventário, digitalização e divulgação do patrimônio histórico educativo no site da escola” e convidando o Carlos Eduardo Ribeiro e o Felipe Ramos a participarem do “Observatório da equipe de informática do GEPEMHEP”, a fim de reformular o site de “Memórias”.

Carlos Eduardo Ribeiro aceitou o desafio e desenvolveu um sistema para reformular o site de “Memórias”, entre 2015 e 2017, atendendo a solicitação de criação do “Museu Virtual da Educação Profissional”, a fim de contribuir para a salvaguarda do patrimônio histórico-educativo e da ciência e tecnologia de uma rede pública de educação profissional e tecnológica, e ingressando como técnico do GEPEMHEP/CNPq, inscrito em 2014, com o apoio da Dra. Helena G. Peterossi, coordenadora da Unidade Pós-Graduação, Extensão e Pesquisa do CPS. Em 2016, na instituição foi criado para o CMEPTCPS, do qual a autora é curadora, um e-mail institucional: centrodememoria@cps.sp.gov.br.

Em agosto de 2017, o Carlos Eduardo Ribeiro concluiu o desenvolvimento da ficha de registro de objeto digital, e o site de “Memórias” passou a ter um novo layout e o domínio -www.memorias.cpscetec.com.br , difundindo na home o museu virtual. Mas, um piloto foi proposto para testar a implantação das fichas de registros de objetos digitais no sistema, convidando quatro professores-pesquisadores e curadores em centros de memória, somente em 2019, devido à necessidade de ampliação do suporte do site para a hospedagem de uma quantidade maior de informação imagética na Cetec. No ano seguinte, devido às participações de professores de faculdades de tecnologia no GEPEMHEP, na logomarca do grupo foi acrescida a palavra “tecnológica” pela designer Marta Almeida.

É importante informar o site de “Memórias” tem dois curadores, um conteudista, que é a autora deste trabalho, e outro digital, que é o Carlos Eduardo Ribeiro, e que o museu virtual foi criado para que os professores-pesquisadores em centros de memória, recebam login e senha do curador digital, para hospedarem as fichas de registros de objetos, mas essas somente serão liberadas para consulta e pesquisa, após a aprovação da curadora conteudista. Quanto ao processo de criação do museu virtual a partir do inventário, catalogação e produção das fichas de registro de objetos arquivísticos, bibliográficos e museológicos localizados em centros de memória, foram produzidas duas publicações e compartilhadas com os professores-pesquisadores (Carvalho, 2017 e Carvalho; Ribeiro, 2021).

A partir de 2020, a coordenação do Museu Virtual da Educação Profissional do CPS está sob a responsabilidade da professora Julia Naomi Kanazawa, que é curadora do Centro de Memória da Escola Técnica Estadual Cônego José Bento, em Jacareí, mas que também, atua como coordenadora de projetos de “Memórias” na Cetec, /*/*desenvolvendo projetos de HAE com os professores sobre a cultura material em centros de memória.

Em 2021, o museu virtual da educação profissional passou a ter domínio próprio: www.memorias.museuvirtual.cpscetec.com.br. Mas, o museu virtual ainda está em desenvolvimento, na home do site de “Memórias”, por estar aguardando oficialização do CMEPTCPS para sua difusão.

Recentemente, a Controladoria Interna e a Cetec realizaram reuniões discutindo sobre o processo para a oficialização do CMEPTCPS, sugerindo alterar a denominação de museu virtual para centro de memória virtual, alteração confirmada (Figura 5) e sem a necessidade de realizar alterações na ficha de registro de objeto digital, por esta ter sido desenvolvida para documentos arquivísticos, bibliográficos e museológicos (Figura 6). Atualmente, o Carlos Eduardo Ribeiro está envolvido na transferência de domínios dos sites de “Memórias” (www.centrodememoria.cps.sp.gov.br) e do “Centro de Memória Virtual da Educação Profissional e Tecnológica” (www.centrodememoriavirtual.cps.sp.gov.br).

Figura 5:
Web site de Memórias e História da Educação Profissional

Figura 6:
Web site do Centro de Memória Virtual do Centro Paula Souza

Conclusão

No CPS os professores-pesquisadores à medida que realizam pesquisas nos acervos documentais localizados em centros de memória e os digitalizam, são orientados a difundi-los no site de “Memórias”, criado há mais de dez anos, a fim de preservar e compartilhar com os membros do GEPEMHEP, ficando disponíveis a outros pesquisadores de história da educação. Porém, “não basta ter a disponibilidade de tecnologias e um parque computacional, mas principalmente desenvolver mecanismos que estimulem a comunidade institucional a depositar a sua produção científica e, finalmente, mecanismos de gestão do repositório.” (Leite, 2009, p.11).

Nos links percurso histórico e ações educativas no site de “Memórias”, hospedamos documentos que nascem nato-digitais, e quanto a estes não temos regulamentação que garantam a sua permanência. Para Dalton Martins e José Murilo C. Carvalho Junior (2017),

Diante do desafio de repensar as práticas sociais da memória em tempos de cultura digital, há várias iniciativas que têm se proposto a discutir a atual limitação do papel do Estado por meio de suas instituições custodiais, e também o papel central exercido pelas empresas de Internet. É inquietante saber que parte expressiva do que é produzido como práticas de memória nos tempos atuais se encontra sob a guarda de empresas privadas que podem, dependendo unicamente dos seus interesses, fechar serviços e deixar de dar acesso a uma base de dados, a exemplo do que aconteceu com o Orkut, caso especialmente marcante para o Brasil, onde o site possuía milhões de usuários. (Martins; Carvalho Junior, 2017, p. 49)

Referências

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  • 1
    Para Maria Teresa Santos Cunha (2015) “Organizar e salvaguardar em acervos o denominado patrimônio cultural, histórico e educativo, aqui representado pela cultura material da escola, mais do que um acúmulo de objetos e documentos cristalizados no tempo e no espaço constitui-se, no tempo presente, como uma mudança epistemológica marcada pela ascensão da dimensão memorial da vida escolar. Tal empreendimento se caracteriza como uma força motriz para combater o esquecimento pelas práticas preservacionistas que estão a envolver com empenho e seriedade os pesquisadores da História da Educação no Brasil.”
  • 2
    Consultar: prospecto de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Centro Paula Souza, em: http://www.memorias.cpscetec.com.br/arquivos/FolderCONSEASP.pdf.Acesso em: 24 abr. 2024.
  • 3
    Consultar: essa Revista Centro Paula Souza, em: https://www.cps.sp.gov.br/revista/ ou https://bkpsitecpsnew.blob.core.windows.net/uploadsitecps/sites/1/2020/06/01-revista-centro-paula-souza-2007-janeiro.pdf. Acesso em: 24 abr. 2024.
  • 4
    Consultar: https://www.locaweb.com.br/ Acesso em: 23 abr. 2024.
  • 5
    Consultar: http://www.memorias.cpscetec.com.br/arquivos/metas2009Cetec.pdf. Acesso em: 23 abr. 2024.
  • 6
    Consultar: http://www.cpscetec.com.br/memorias/70_anos/index.html. Acesso em: 24 abr. 2024.
  • 7
    Consultar: http://www.cpscetec.com.br/seguranca_alimentar/index2009.html. Acesso em: 24 abr. 2024.
  • 8
    Consultar: http://www.memorias.cpscetec.com.br/acoesclube.php. Acesso em: 24 abr. 2024.
  • 9
    Segundo Maria Cristina Menezes, do CIVILIS/FE/Unicamp (2016, p.11): “O Patrimônio Histórico-Educativo traz com ele a ‘sedução do arquivo’. Reunir manuais escolares, mobiliário e material de ensino, documentos escritos manuscritos e impressos, em instituições escolares ou em espaços criados para a guarda e a difusão da cultura escolar, representa o início de tantos projetos acadêmicos, que trazem o envolvimento de investigadores e grupos comprometidos com a preservação da memória e da cultura que a sustenta”.
  • 10
    Marcus Granato e Fernanda Pires Santos (2015, p. 79-80), definem o patrimônio cultural da ciência e tecnologia como “[...] o conjunto tangível e intangível relacionado à C&T, a que atribuem valores que justificam a sua preservação para as futuras gerações. Inclui o conhecimento científico e tecnológico produzido pelo homem, além dos saberes, das práticas de ensino e pesquisa, e de todos aqueles artefatos e espécimes que são testemunhos dos processos científicos, de desenvolvimento tecnológico e de ensino, considerando documentos em suporte papel (arquivísticos e bibliográficos), instrumentos científicos, máquinas, montagens, coleções científicas de natureza diversa como arqueológicas, etnográficas, biológicas, além de construções arquitetônicas produzidas com a funcionalidade de atender às necessidades desses processos e desenvolvimentos (laboratórios, observatórios, paisagens e jardins)”.
  • 11
    Consultar: Projetos de Histórica Oral na Educação: http://www.memorias.cpscetec.com.br/percurso.php
  • 12
    Segundo Nora (1993, p.12-3), os lugares de memórias são antes de tudo restos. A forma extrema onde subsiste uma consciência comemorativa numa história que chama, porque ela a ignora [...] os lugares de memória nascem e vivem do sentimento que não há memória espontânea, que é preciso criar arquivos, que é preciso manter os aniversários, organizar celebrações, pronunciar elogios fúnebres, notoriar atas, porque essas operações não são naturais. [...] sem vigilância comemorativa, a história depressa os varreria. [...]
  • 13
    Tradução da autora: In my view, a university-based institucional repositor is a set of services that a university offers to the membres of its Community for the management and dissemination of digital materials created by the institution and its comumunity members. It is most essentially na organizational commitment to the stewardship of these digital materials, including long-term preservation where appropriate, as well as organization and access or distribution. While operational responsibility for these services may reasonably be situated in diferente organizational units at diferente universities, na effective institutional repository of necessity represents a collaboration among librarians, information technologists, archives and records mangers, faculty, and university administrators and policymakers. (Lynch, 2003, p. 2)
  • 14
    Consultar: http://www.cpscetec.com.br/memorias/arquivos/clubede_memorias_xix.pdf
  • Declaração de Disponibilidade de Dados
    Todo o conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo está disponível no link: http://www.memorias.cpscetec.com.br

Editado por

  • Editora responsável:
    Natália Gil

Disponibilidade de dados

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    02 Fev 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    31 Out 2024
  • Aceito
    04 Ago 2025
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