O artigo propõe uma análise de imagens de capas e propagandas de medicamentos da Bayer e da Vikelp no intuito de problematizar a sobrevivência da Antiguidade greco-romana na revista ilustrada Eu Sei Tudo, que circulou no Brasil entre 1917 e 1958. A análise privilegiou referências teórico-metodológicas e conceitos produzidos por Aby Warburg em suas análises sobre as ninfas e o trabalho de Georges Didi-Huberman, que também pensa a imagem sobrevivente. Problematizamos a presença das divindades na revista, com foco na discussão sobre os ideais de beleza, perfeição e força propagados pela indústria farmacêutica, bem como a saúde e o corpo saudável, que se apresentam na modernidade atravessados pelas referências greco-romanas.
Palavras-chave:
Cultura visual; Antiguidade; Corpo; Indústria farmacêutica; Brasil republicano
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