O objetivo do artigo é identificar o uso de práticas da contabilidade enxuta (CE) no alinhamento com a gestão estratégica de custos (GEC) em empresas do segmento de bens industriais que adotam a produção enxuta. Trata-se de estudo multicaso realizado no 2º semestre de 2013. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas, análise documental e observações in loco. A análise dos dados ocorreu qualitativa e comparativamente entre as empresas. Os principais resultados indicam que as empresas seguem utilizando os métodos tradicionais de custeio. Isso ocorre pois acreditam que métodos mais sofisticados não levam a uma maior precisão das informações, contrariando o enfatizado pela literatura. Da mesma forma, o uso de outras práticas da CE, tais como fluxo de valor e gerenciamento visual, são pouco utilizadas. Observou-se que a CE é uma filosofia convergente com a GEC. Algumas práticas se mostram alinhadas, tais como custo da qualidade, análise de custo logístico, análise de custo kaizen, análise da cadeia de valor, ABM (Gestão Baseada em Atividade – do inglês Activity Based Management) e BSC (Balanced Scorecard). Constatou-se que as práticas da contabilidade enxuta não interferem desfavoravelmente no uso de práticas da GEC. Enfim, as empresas mostram-se mais aderentes às práticas de produção enxuta do que propriamente à contabilidade enxuta, evidenciando uma carência em relação à literatura que trata do tema.
Palavras-chave:
Manufatura enxuta; Contabilidade enxuta; Gestão estratégica de custo
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