Movimentos sociais e ONGs no meio rural têm buscado reintroduzir e incentivar práticas de conservação de sementes crioulas como forma de luta pela soberania alimentar e da valorização das relações sociais e ambientais de comunidades tradicionais e camponesas questionando o modelo produtivo hegemônico e ampliando sua incidência nas políticas públicas. Este texto explora as interações entre movimentos sociais e Estado na co-produção das políticas públicas, buscando compreender como as distintas formas de ativismo colocaram a temática das sementes crioulas na agenda governamental, a ponto de criar o Programa Estadual de Sementes Crioulas no Rio Grande do Norte. O processo de pesquisa-ação em curso desde 2020, pelas autoras envolvendo entrevistas com representantes dos movimentos sociais, ONGs, Estado e agricultores familiares, bem como a leitura de documentos oficiais, forneceu a base para os argumentos discutidos aqui.
Palavras-chave:
Sementes crioulas; agricultura familiar; território; meio rural.