O presente artigo pretende analisar o paradoxo da dicotomia de Zenão de Eleia, o primeiro dos argumentos contra o movimento, tendo em vista explorar as possibilidades refutativas do mesmo, mostrando, ao invés, que o movimento é possível. Para tal, utilizaremos sobretudo as análises presentes na Física de Aristóteles, socorrendo-nos dos conceitos aristotélicos de continuidade, contiguidade, e próximo em sucessão, bem como as refutações apresentadas por H. Bergson sobre a natureza do tempo e do espaço. Serão ainda analisados os pares conceptuais finito-infinito e as relações existentes entre a dualidade tempo-espaço.
Palavras-chave:
Zenão de Eleia; filósofos pré-socráticos; filosofia natural; movimento; física aristotélica