Open-access Pós-graduação stricto sensu em Fisioterapia no Brasil: cenário atual

Atualmente, estão em funcionamento 30 Programas de Pós-graduação (PPGs) stricto sensu em Fisioterapia no Brasil, avaliados e reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A subárea de Fisioterapia e Terapia Ocupacional está inserida na área 21 de avaliação da Capes, que agrega também programas de Educação Física e Fonoaudiologia. Entre os 30 PPGs autorizados pela Capes, existem 16 cursos de mestrado acadêmico, 13 de mestrado e doutorado acadêmicos, e um de mestrado profissional1, totalizando, portanto, 43 cursos, sendo 30 de mestrado e 13 de doutorado.

A maior concentração de PPGs stricto sensu em Fisioterapia e Terapia Ocupacional no Brasil está na região Sudeste (50%), seguida pelas regiões Nordeste (20%) e Sul (16,7%), mesmo havendo nos últimos anos uma expansão em todas as regiões do país, com a abertura mais recente de um PPG em Fisioterapia ocorrendo na região Norte (Pará), em 20192.

Nos últimos 10 anos, observou-se um crescimento considerável, devido à expansão dos PPGs, na formação de recursos humanos e na produção de conhecimento2),(3. O último documento da área 21 publicado em 2019, no site da Capes, mostra que na última década (2005-2015) houve um aumento de 106% de mestres e 506% de doutores titulados2. A evolução da formação foi acrescida da geração de conhecimento científico de qualidade para Fisioterapia, assim como de maior visibilidade nacional e internacional da nossa ciência3. Além disso, é fato que a evolução da pós-graduação stricto sensu no Brasil impacta em avanços para Fisioterapia brasileira, na formação dos docentes e dos fisioterapeutas4)-(6.

Em 1996, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) conseguiu a autorização da Capes para o início do primeiro programa de mestrado em Fisioterapia4. Desde então houve um crescimento sustentado da criação de novos programas e amadurecimento dos critérios de avaliação utilizados pela Capes2. Os PPGs da subárea Fisioterapia e Terapia Ocupacional da área 21 da Capes estão nominados como Fisioterapia, Ciências da Reabilitação, Movimento Humano e Reabilitação, Ciências do Movimento, Reabilitação e Desempenho Funcional1.

O primeiro Fórum Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Fisioterapia foi realizado em 2005, na UFSCar, e reuniu docentes pesquisadores para discutir as políticas para organização da área, diretrizes, linhas de pesquisa e o fortalecimento das revistas científicas brasileiras4. Nesse mesmo evento ocorreu a criação da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Fisioterapia (ABRAPG-Ft)4),(5, que, em 2020, comemorou 15 anos de existência em evento online, devido à pandemia, em que se debateram atualidades e perspectivas da pesquisa e da pós-graduação no Brasil.

O que esperamos dos próximos anos para a pós-graduação stricto sensu em Fisioterapia no Brasil diante do cenário atual? Vemos que há programas muito sustentáveis, que tendem a se fortalecer e se manter em altos patamares de qualidade, inovando e expandindo a internacionalização. Tudo isso mesmo diante de restrições de recursos financeiros das agências de fomento e dificuldades de outras naturezas. Quanto a programas menores, o que já vem ocorrendo é a união de PPGs para que estes se fortaleçam.

Os debates organizados pela ABRAPG-Ft6 junto aos coordenadores, docentes e discentes dos PPGs tem promovido, além do crescimento da área, resultados concretos para as pesquisas em Fisioterapia no país. Isso mostra que estamos caminhando para um futuro muito promissor no contexto da pesquisa e da pós-graduação em Fisioterapia no Brasil.

REFERÊNCIAS

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    22 Mar 2022
  • Data do Fascículo
    Oct-Dec 2021
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