Open-access Benefícios do exercício físico na dor e na capacidade funcional em trabalhadores com distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho: uma revisão sistemática

RESUMO

O objetivo deste estudo é descrever os benefícios do exercício físico na dor e a capacidade funcional de trabalhadores com distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Trata-se de uma revisão sistemática que foi realizada nas seguintes bases eletrônicas de dados: Cochrane Library, Biblioteca Virtual em Saúde, Latin American and Caribbean Health Sciences Literature e Physiotherapy Evidence Database. Foram adotados como critérios de elegibilidade: ensaios clínicos randomizados publicados entre 2015 e 2020 na língua inglesa com trabalhadores com distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho com dor e restrição funcional no trabalho e intervenções baseadas em exercícios físicos. Foram identificados 852 estudos, dos quais 10 foram incluídos para análise. Os achados indicaram que o alongamento e o exercício postural reduziram as dores musculoesqueléticas nos ombros, membros superiores, pescoço e região lombar, também melhorando a capacidade funcional. Conclui-se que o exercício físico reduz as dores musculoesqueléticas e aumenta a capacidade funcional de trabalhadores com distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho.

Descritores
Transtornos Traumáticos Cumulativos; Exercício Físico; Saúde do Trabalhador; Dor; Desempenho Físico Funcional

ABSTRACT

This systematic review describes the benefits of physical exercise on pain and functioning in workers with work-related musculoskeletal disorders. Bibliographic search was conducted on the Cochrane Library, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Latin American and Caribbean Health Sciences Literature (LILACS) database, and Physiotherapy Evidence Database (PEDro). Eligibility criteria consisted of randomized clinical trials, published between 2015 and 2020 in English, involving workers with work-related musculoskeletal disorders experiencing pain and functioning limitations at work, and exploring exercise-based interventions. Of the 852 studies identified, ten were selected for analysis. Results indicated that stretching and postural exercises reduced musculoskeletal pain in the shoulders, upper limbs, neck, and lower back, while increasing functioning. In conclusion, physical exercise reduces musculoskeletal pain and enhances functioning of workers with work-related musculoskeletal disorders.

Keywords
Cumulative Trauma Disorders; Physical Exercise; Workers Health; Pain; Physical Functional Performance

RESUMEN

Este estudio tiene el objetivo de describir los beneficios del ejercicio físico sobre el dolor y la capacidad funcional de trabajadores con trastornos osteomusculares relacionados con el trabajo. Se trata de una revisión sistemática, realizada en las bases de datos electrónicas: Cochrane Library, Biblioteca Virtual en Salud (BVS), Latin American and Caribbean Health Sciences Literature (LILACS) y Physiotherapy Evidence Database (PEDro). Se adoptaron como criterios de elegibilidad: ensayos clínicos aleatorizados publicados entre 2015 y 2020 en inglés, con trabajadores con trastornos osteomusculares relacionados con el trabajo con dolor y restricción funcional en el trabajo, además de abordar intervenciones que se basan en ejercicios físicos. Se identificaron 852 estudios, de los cuales 10 se incluyeron para el análisis. Los hallazgos indicaron que el estiramiento y el ejercicio postural redujeron los dolores musculoesqueléticos en los hombros, los miembros superiores, el cuello y la región lumbar, mientras mejoraron la capacidad funcional. Se concluye que el ejercicio físico reduce los dolores musculoesqueléticos y aumenta la capacidad funcional de trabajadores con trastornos osteomusculares relacionados con el trabajo.

Palabras clave
Trastornos de Traumas Acumulados; Ejercicio Físico; Salud del Trabajador; Dolor; Rendimiento Físico Funcional

INTRODUÇÃO

Os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho são um grande e complexo problema de saúde pública e um dos mais comuns na saúde ocupacional1. Sua causa multifatorial pode estar relacionada à falta de pausas e recuperação do corpo durante a jornada de trabalho2. Além disso, o uso excessivo e constante do sistema músculo-esquelético3 gera sintomas peculiares que são caracterizados por um estágio avançado na maioria dos indivíduos4, geralmente acometendo seus membros superiores, seguidos da região lombar e membros inferiores, com presença de dor, peso, fadiga e incapacidade funcional5.

Esses distúrbios são responsáveis por 53% de todas as doenças ocupacionais registradas na Europa, das quais cerca de 50% levam a uma ausência do trabalho por mais de três dias3. Esses distúrbios representam 29% de todas as doenças e acidentes de trabalho que resultam em absenteísmo nos Estados Unidos, enquanto uma pesquisa do Ministério da Saúde brasileiro de 2019 constatou 67.599 casos de lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho entre 2007 e 2016, passando de 3.212 casos em 2007 para 9.122 em 2016, um aumento em absenteísmo de 184%4.

Assim, estudos que abordaram programas de exercícios físicos baseados no trabalho, também chamados de ginástica ou cinesioterapia laboral, beneficiam trabalhadores diretamente e indiretamente6. Cientistas defendem que o exercício físico no trabalho está associado à redução da dor musculoesquelética, limitações funcionais7, estresse e fadiga mental8. No entanto, uma pesquisa bibliográfica na Base de Registro de Protocolos de Revisões Sistemáticas em novembro de 2019 não encontrou nenhum estudo que sintetizara evidências para descrever os benefícios do exercício físico sobre a dor e a função em trabalhadores. Assim, este estudo buscou descrever os benefícios do exercício físico sobre a dor e a função em trabalhadores com distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho.

METODOLOGIA

Protocolo e registro

Esta revisão sistemática da literatura foi registrada na Base de Registro de Protocolos de Revisões Sistemáticas (CRD42021259129), conduzida e relatada de acordo com as diretrizes do Principais Itens para Relatar Revisões Sistemáticas e Meta-análises9.

Questão de pesquisa

A questão de pesquisa do estudo foi formulada usando a estratégia PICO, da seguinte forma:

  • P: Trabalhadores com distúrbios musculoesqueléticos relacionadas com o trabalho

  • I: Exercício físico

  • C: Diferentes formas de exercício físico

  • O: Dor e funcionamento

Assim, a questão pode ser resumida como: “Quais são os benefícios das formas de exercício físico sobre a dor e a função em trabalhadores com distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho?”

Estratégia de busca

A pesquisa se iniciou em novembro de 2019 e sua estratégia de busca foi aplicada em maio de 2020. Cada busca foi realizada com base na associação de Descritores em Ciências da Saúde pelos operadores booleanos AND e OR. Os descritores e suas combinações foram ajustados para cada base de dados eletrônica da seguinte forma:

Cochrane Library: (Pain at work) OR (functional capacity at work) OR (DORT, pain) OR (DORT, functional capacity) AND (labour gymnastics) OR (physical exercise).

Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Pain at work OR functional capacity at work OR DORT at work AND physical exercise at work.

Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências Da Sáude (LILACS) Pain at work AND physical exercise at work.

Base de Dados de Evidência em Fisioterapia (PEDro): Exercises* *work; Pain* Worker* Musculoskeletal Pain AND Worker; Worker* exercise* capacity*

Critérios de elegibilidade

Os critérios de elegibilidade consistiram em artigos científicos (ensaios clínicos randomizados) publicados entre 2015 e 2020 em inglês que investigaram uma variedade de intervenções de exercício físico e sua influência em dor e função e realizaram pelo menos uma comparação entre o grupo intervenção e controle, utilizando combinações de exercícios físicos. Intervenções como aconselhamento ergonômico também foram consideradas. Quanto à composição da amostra, foram incluídos trabalhadores maiores de 18 anos de ambos os sexos e diferentes ocupações com distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho.

Os estudos que ofereceram apenas seus resumos, livros, trabalhos de conclusão de curso, revisões, ensaios clínicos não randomizados, aqueles que diferiram quanto aos indicadores prognósticos mais relevantes de limitação funcional, aqueles que não descreveram os resultados da comparação estatística intergrupos de pelo menos um desfecho chave, aqueles que ignoraram a prática de exercício físico nas variáveis avaliadas e aqueles cujas amostras incluíram trabalhadores com outros tipos de comorbidades foram excluídos.

Protocolo de triagem

A seleção dos estudos incluiu a leitura do título, resumo e texto completo e a aplicação de critérios de elegibilidade em todas as fases. Duplicatas foram excluídas, exceto por dois artigos em que os autores investigaram a mesma população, usaram os mesmos critérios de inclusão e intervenção mas mudaram os desfechos: um estudo avaliou a dor e o outro a função. Todo o processo de seleção dos artigos foi conduzido por apenas um pesquisador. Os resultados da pesquisa foram importados para uma planilha no Microsoft Excel 2016 e organizados em uma tabela.

Extração e síntese de dados

Os dados foram extraídos independentemente por dois pesquisadores por um formulário de extração padronizado. As discordâncias foram resolvidas por um terceiro pesquisador. Os dados extraídos foram os seguintes:

Participantes: Idade, sexo e histórico de doenças. Número de pacientes randomizados por grupo de tratamento. Número de perdas de seguimento por grupo de tratamento. Parâmetros clínicos de interesse para a situação clínica.

Métodos: Tempo de acompanhamento por grupo de tratamento. Randomização adequada, alocação secreta, esquema de cegamento (investigadores, participantes, avaliadores de resultados), análise de intenção de tratar, perdas de acompanhamento e interrupção precoce para benefícios.

Intervenções e resultados: Descrição da intervenção experimental e de controlo. Esquema terapêutico nos grupos de estudo. Definição de cada desfecho investigado. Unidade de medida (se aplicável).

Resultados: Para cada desfecho: coleta de variáveis categóricas e/ou numéricas. Subgrupos a analisar: número de acontecimentos sobre o número total de doentes em cada grupo.

Qualidade metodológica e risco de viés

A qualidade metodológica foi analisada usando a escala de qualidade PEDro, que contém 11 critérios para validade e interpretação dos resultados dos ensaios clínicos. Um ponto é atribuído para a presença de indicadores de qualidade da evidência e nenhum em casos da ausência desses indicadores. A pontuação máxima representa um desenho de estudo adequado e maior possibilidade de reprodutibilidade dos dados.

O risco de viés foi avaliado por um terceiro pesquisador independente usando o Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Intervention. Incluiu os domínios “processo de randomização”, “intervenções pretendidas” (efeito da atribuição à intervenção), “dados de desfecho faltantes”, “medição de desfecho”, “seleção dos resultados relatados” e “desfecho geral”. Os estudos foram classificados como “baixo risco de viés”, “algumas preocupações” e “alto risco de viés”, representados na seção de resultados desta pesquisa por cores10.

RESULTADOS

Descrição dos estudos

Esta pesquisa bibliográfica identificou 852 artigos; excluiu 155 duplicatas, resultando em 697 estudos. A revisão dos títulos e resumos removeu 655 artigos, totalizando 32 pesquisas para exame detalhado. A revisão e avaliação completas pela escala PEDro e pelos outros critérios de elegibilidade relevantes excluíram 22 estudos por não atenderem aos critérios de inclusão. Por fim, este estudo considerou 10 artigos como adequados para análise (Figura 1).

O tamanho da amostra variou de 35 a 219 participantes, com idade mínima de 18 anos e máxima de 67 (Tabela 1). No total, oito artigos incluíram trabalhadores com dor leve a moderada no pescoço e membros superiores, seguida de dor lombar11,13,15-20. Destacamos que a dor durante a jornada de trabalho limita a execução de tarefas.

O tempo de intervenção variou de quatro a 24 semanas (seis meses); a frequência, de duas a cinco vezes por semana e a duração, de 10 a 60 minutos por sessão11-18. A maioria dos estudos comparou tipos de programas de EF, como treinamento de resistência versus alongamento e postura13-15,19,20, exercícios no local de trabalho versus exercícios realizados em casa11,12 e exercícios convencionais versus aconselhamento ergonômico16,18,19. Todos buscaram investigar quais modalidades de EF reduzem a dor e a incapacidade no trabalho. Alguns estudos incluíram um grupo controle que recebeu apenas orientações ergonômicas ou nenhuma intervenção.

Figura 1.
Fluxograma do processo de seleção dos artigos incluídos na revisão de acordo com o Principais Itens para Relatar Revisões Sistemáticas e Meta-análises 2020.

Tabela 1.
Caracterização dos estudos revisados

Dor crônica, inflamação articular crônica, osteoartrite, lombalgia/cervicalgia e dor com irradiação para os membros superiores foram os distúrbios musculoesqueléticos mais frequentes nas populações estudadas. As amostras incluíram uma série bastante heterogênea de cargos, incluindo trabalhadores de escritório, profissionais de saúde, trabalhadores em matadouros e trabalhadores de informática como participantes.

Benefícios do exercício físico na dor e funcionamento musculoesqueléticos

No total, nove estudos avaliaram a dor musculoesquelética (Tabela 1), a maioria dos quais relatou sua ocorrência no pescoço, ombros, membros superiores e região lombar. A Figura 2 resume os benefícios do exercício físico em relação a esse desfecho.

Figura 2.
Efeitos favoráveis do exercício físico sobre a dor musculoesquelética.

No total, sete estudos avaliaram a função. A maioria dos achados relacionou-se à incapacidade decorrente da dor durante o trabalho, esforço físico exigido e dificuldade na realização das atividades de vida diária devido às más condições de trabalho. No entanto, observamos uma heterogeneidade importante na função dos relatórios. Diferentes instrumentos foram usados para coletar e analisar dados sobre limitações funcionais, incluindo a classificação da percepção de esforço de Borg, que é usada para classificar o esforço físico no trabalho em sete níveis12; a escala de necessidade de recuperação, que avalia a recuperação do corpo em cinco pontos ao final de um dia de trabalho13; o índice de incapacidade do pescoço, que fornece informações sobre a incapacidade relacionada ao pescoço ou ao colo do útero e como a dor no pescoço afetou a capacidade de realizar atividades diárias11,19; a escala funcional do membro inferior, que mede a função de um indivíduo para realizar atividades diárias com foco nos membros inferiores14; o Northwick park neck pain questionnaire, que avalia a função do pescoço, a dor e as consequentes deficiências20; o questionário de braço, ombro e mão, que descreve distúrbios e deficiências de braço, ombro e mão15,19; e a escala funcional de incapacidade do pescoço15 (Figura 3). No entanto, os estudos revisados revelaram benefícios na função em relação ao esforço físico percebido, redução da fadiga e aumento da resistência.

Qualidade metodológica e avaliação do risco de viés

Este estudo avaliou os 10 artigos selecionados acerca de sua qualidade metodológica avaliada com base na escala PEDro (Tabela 2 A). É importante ressaltar que excluímos os critérios de elegibilidade relacionados à validade externa do processo de pontuação cumulativa, resultando em uma faixa de pontuação de 0 a 10. Apenas três estudos14,17,20 obtiveram oito pontos uma que sete deles alcançaram uma pontuação igual a sete11-13,15,16,18,19. Quanto ao risco de viés, este estudo classificou seis estudos como “algumas preocupações”11-13,15,16,19 e quatro como “baixo risco de viés”14,17,18,20 de acordo com o Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Intervention (Tabela 2 B).

Figura 3.
Efeitos favoráveis do exercício físico na função.

Tabela 2.
Qualidade dos estudos sobre a escala PEDro e risco de viés

DISCUSSÃO

Esta revisão de literatura buscou resumir os benefícios do exercício físico na redução da dor e melhora da função em trabalhadores com 18 anos ou mais, enfocando especificamente em indivíduos com distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Dentre seus principais achados, destaca-se o impacto positivo do exercício físico praticado durante a jornada de trabalho, com desfechos que sofrem a influência de fatores como intensidade, frequência, meticulosidade na aderência e protocolo de exercícios estabelecido. O aconselhamento ergonômico ou modalidades alternativas de exercícios também contribuíram substancialmente para reduzir a dor e melhorar a função dos trabalhadores. Notavelmente, esses benefícios ocorreram em vários tipos de tarefas de trabalho, mostrando a eficácia das intervenções de exercícios, independentemente das funções de trabalho. Uma novidade significativa deste estudo reside em sua demonstração desses efeitos por meio de ensaios clínicos randomizados.

Em relação às regiões corporais que apresentaram dor, o pescoço, os membros superiores e a coluna lombar foram os mais citados. Dores no pescoço e ombros relacionadas ao trabalho são problemas comuns que afetam a função e a qualidade de vida dos trabalhadores. Assim, um estudo experimental comparou intervenções ergomotoras bem protocoladas com fisioterapia convencional em pacientes com dor no pescoço e ombro por 12 semanas, concluindo que as intervenções ergomotoras reduziram a dor e aumentaram da função e da saúde ocupacional de maneira mais eficaz do que a fisioterapia convencional21. Esses achados corroboram nosso estudo, já que exercícios bem protocolados e aconselhamento ergonômico ajudam a reduzir a manifestação da dor e melhorar a capacidade.

A função dos trabalhadores com distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho que sentem dor pode melhorar por exercícios de força e treinamento, trazendo benefícios como menor esforço físico percebido, redução da fadiga e maior capacidade de recuperação22. Essa redução significativa da dor, especialmente na coluna vertebral (cervical, torácica e lombar), pode ser explicada pelas técnicas de estabilização segmentar utilizadas para a coluna lombar e pelo alongamento isométrico realizado — que se concentra mais no alongamento e fortalecimento dos músculos de suporte das costas. Esses achados corroboram os estudos revisados que utilizaram esses exercícios para reduzir os desfechos estudados7.

No entanto, não temos um programa de exercícios comumente aceito e conclusões consistentes sobre a eficácia no meio ambiente e os requisitos de supervisão23. Outra revisão sistemática24 encontrou uma variedade de programas de exercícios físicos como neste estudo. De modo geral, o exercício físico ocupacional reduz a dor musculoesquelética e melhora a aptidão física geral e a função dos trabalhadores25.

Certos tipos de exercício físico aumentam a força muscular, reduzindo assim a fadiga durante o trabalho, o que pode ser um fator determinante na prevenção do desenvolvimento de distúrbios musculoesqueléticos26. Um programa de exercícios físicos direcionado à capacidade funcional dos trabalhadores reduz eficazmente a intensidade da lombalgia crônica27 e dor cervical28,29.

Limitações do estudo

Várias limitações deste estudo merecem discussão. Em primeiro lugar, durante a extração de dados, um revisor observou que a maioria dos estudos empregou diversos instrumentos de avaliação de funcionamento. Essa variabilidade impediu a obtenção de uma consistência metodológica completa entre os estudos em relação a desfechos específicos. Em terceiro lugar, pretendíamos realizar metanálises em dados com homogeneidade suficiente em suas medidas estatísticas, resultados correlatos e características metodológicas, que se tornou inviável dada a heterogeneidade significativa nos resultados dos estudos escolhidos.

CONCLUSÃO

O exercício físico reduz a dor musculoesquelética e aumenta a capacidade funcional de trabalhadores com distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho que apresentaram dor cervical, lombalgia, osteoartrite e dor crônica no pescoço, membros superiores e lombar, favorecendo o esforço físico percebido e reduzindo a fadiga.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES, Brasil) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq, Brasil).

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  • Fonte de financiamento:
    nada a declarar
  • Prospective Register of Systematic Reviews (CRD42021259129).

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    10 Mar 2025
  • Data do Fascículo
    2024

Histórico

  • Recebido
    06 Nov 2023
  • Aceito
    02 Fev 2024
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