Introdução: A utilização da cânula nasal de alto fluxo como alternativa de tratamento para a insuficiência respiratória aguda pode diminuir a necessidade de utilização de ventilação mecânica invasiva e reduzir os dias de internamento.
Objetivo: Descrever a utilização da cânula nasal de alto fluxo em pacientes pediátricos asmáticos com insuficiência respiratória aguda e suspeita de COVID-19.
Métodos: Para a realização dessa pesquisa foram coletados dados de prontuários, sendo três pacientes com diagnóstico de asma incluídos. As variáveis estudadas foram: dados pessoais (nome, idade em meses, sexo, peso e cor) e clínicos (exame físico, PRAM Escore, frequência respiratória, frequência cardíaca, e saturação periférica de oxigênio), diagnóstico, história da moléstia atual, radiografia de tórax e exames laboratoriais (gasometria arterial e Reverse-Transcriptase Polymerase Chain Reaction). Foram comparados dados clínicos antes e após a utilização da cânula nasal de alto fluxo.
Resultados: Após a aplicação da terapia foi possível observar melhora gradativa da frequência cardíaca e respiratória, relação PaO2/FiO2 e do escore Pediatric Respiratory Assessment Measure.
Conclusão: A utilização simples e rápida da cânula nasal de alto fluxo em pacientes pediátricos com asma pode ser segura e eficiente para melhora do quadro respiratório, diminuindo a necessidade de intubação.
Palavras-chave:
Pediatria; Oxigenoterapia; Fisioterapia; Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica; Asma
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Nota: D0 = primeiro dia de internamento; D1 = colocação da cânula nasal de alto fluxo (CNAF); D2-4 = dias utilizando CNAF. Fonte: dados coletados pelas autoras.
Nota: FR = frequência respiratória; D0 = primeiro dia de internamento; D1-2 = dias utilizando cânula nasal de alto fluxo (CNAF). Fonte: dados coletados pelas autoras.
Nota: FC = Frequência cardíaca; D0 = primeiro dia de internamento; D1 = colocação da cânula nasal de alto fluxo (CNAF); D2-4 = dias utilizando CNAF. Fonte: dados coletados pelas autoras.
Nota: PaO2 = pressão parcial de oxigênio; FiO2 = fração inspirada de oxigênio; D0 = primeiro dia de internamento; D1 = colocação da cânula nasal de alto fluxo (CNAF); D2-4 = dias utilizando CNAF. Fonte: dados coletados pelas autoras.