Open-access A construção da periculosidade em relatos sobre usuários de serviços substitutivos de saúde mental

Objetivo   O conceito psiquiátrico de doença mental disseminou a associação entre sofrimento psíquico e periculosidade no Ocidente e em países como o Brasil, influenciado pela cultura ocidental. Este artigo objetiva compreender como a periculosidade é construída como um traço identitário de usuários dos serviços substitutivos, em relatos da população residente nas proximidades dos serviços substitutivos - Centros de Atenção Psicossocial e Residências Terapêuticas - dos municípios de João Pessoa e Campina Grande (Paraíba/Brasil).

Método   Utilizou-se a metodologia qualitativa da História Oral e foram obtidos 106 depoimentos orais de pessoas adultas que foram submetidos à Análise de Discurso de acordo com a perspectiva adotada pela Psicologia Social Discursiva.

Resultados   Atributos identitários como agressividade, irracionalidade e vários outros com sentido semelhante foram utilizados com variados graus de sutileza para descrever os usuários.

Conclusão   Apesar das diferenças, os relatos foram mobilizados para associar os usuários à periculosidade e incapacitá-los para a vida social.

Palavras-chave:
Análise do discurso; Desordem mental; Construção social da identidade

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