Este estudo avaliou a formação e a estabilidade de lodo granular algal-bacteriano em fotobiorreatores operados em batelada sequencial tratando águas residuárias sintéticas, com foco no papel de duas espécies de microalgas verdes: Chlorella vulgaris e Scenedesmus obliquus. Antes da operação dos reatores, foi realizada uma triagem de intensidade luminosa e fotoperíodo para definir condições adequadas de cultivo, o que levou à seleção de 150 μmol·m-2·s-1 e de um ciclo de 14 h de luz/10 h de escuro. Três reatores de 8 L foram operados com ciclos de 6 h, taxa de troca volumétrica de 50% e estratégia de redução do tempo de sedimentação (de 20 para 5 min). O R1 foi inoculado com C. vulgaris, o R2 com S. obliquus e o R3 (controle) apenas com lodo ativado. A granulação foi alcançada em R1 e R2 após 89 e 71 dias, respectivamente, enquanto o R3 permaneceu sem granulação. A presença de microalgas melhorou significativamente a sedimentabilidade (IVL30/IVL5), o tamanho dos grânulos e a retenção de biomassa. O sistema com S. obliquus apresentou o melhor desempenho geral, com granulação mais rápida e grânulos maiores. Esses resultados destacam o papel das espécies microalgais na melhoria do desenvolvimento estrutural de fotogrânulos e seu potencial para aprimorar sistemas de tratamento de águas residuárias baseados em lodo granular algal-bacteriano.
Palavras-chave:
fotogrânulos; microalgas; tratamento de esgoto
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