Este trabalho teve como objetivo identificar e analisar práticas em instituições de Educação Infantil públicas e conveniadas de Belo Horizonte (Minas Gerais). O foco foi avaliar a qualidade das oportunidades de aprendizagem que envolvem a leitura e escrita, em suas interfaces, levando em consideração as especificidades das práticas estabelecidas para a primeira etapa da Educação Básica em documentos nacionais e municipais. Levaram-se em consideração as contribuições dos campos da infância, da Educação Infantil, da alfabetização e do letramento; e da formação de pequenos leitores. Foi feito estudo de caso a partir de dados extraídos de investigação de 2021, que visou à avaliação da qualidade dos ambientes de aprendizagem da Educação Infantil. Cabe considerar que a coleta de dados ocorreu em um período de retorno gradual das crianças às escolas, com protocolos de distanciamento, de limitação da socialização de materiais coletivos e de redução de quantitativo por sala. Os dados apontam que poucas foram as situações em que a leitura e a escrita estiveram presentes nas práticas durante as observações. Além disso, quanto menor é a criança, menor é o trabalho com livros literários e outras materialidades. O estudo revela práticas que ainda precisam ser problematizadas, no que diz respeito à importância de um trabalho pedagógico que permita às crianças vivenciarem experiências significativas de aprendizado dos conhecimentos relacionados à leitura e à escrita, ampliando suas possibilidades de participação reflexiva, crítica, autônoma e competente na cultura escrita.
Palavras-chave:
Práticas de Leitura e Escrita; Educação Infantil; Infância; Alfabetização; Letramento
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Fonte: Produzido pelos autores a partir de dados da pesquisa.
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Fonte: Produzido pelos autores a partir de dados da pesquisa.
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