O presente texto busca compreender como os processos de inclusão/exclusão de estudantes universitários/as com Transtornos do Espectro Autista (TEA) vão sendo produzidos no âmbito da educação básica e da universidade. Tomamos a Pesquisa narrativa ancorada no método (auto)biográfico com enfoque biográfico-narrativo e numa perspectiva da abordagem qualitativa. O dispositivo para produção e recolha de dados se deu através de uma carta narrativa, cuja consigna foi “Narrar a vida e os processos formativos: Como cheguei até aqui!”, tomando como eixos temáticos processos de vida-escolarização e inclusão/exclusão na Universidade. Tivemos como participante do estudo uma estudante-narradora do Curso de Bacharelado em Enfermagem da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Conclui-se que afirmar uma identidade como pessoa autista, neuroatípica e com deficiência confronta as estruturas mais rígidas e, isso tem significado uma construção de vida nas fronteiras.
Palavras-chave:
Pessoas Neuroatípicas; Pesquisa Narrativa; Educação Inclusiva