Este artigo é fruto da pesquisa de doutorado do primeiro autor que, orientado pela segunda, teve como objetivo apresentar discussões e evidências acerca da experiência vivida de estudantes negros de ensino fundamental II e médio de escolas públicas da cidade de São Paulo. Para tanto, realizou-se uma pesquisa empírica do tipo qualitativa constituída de observações das práticas pedagógicas e da realização de grupos focais com estudantes negras pesquisadas. Notou-se que a escola contemporânea opera como uma máquina que, tal qual o mundo colonial, está repleta de dispositivos e estratégias que fazem com que a experiência da estudante negra se torne cada vez mais difícil, pois mesmo dentro de uma planificação das subjetividades existe uma hierarquia - a hierarquia racista do capitalismo. Entretanto, as discentes demonstraram uma percepção crítica da experiência vivida pelo negro no contexto escolar e social, muito por conta do trabalho coletivo de professores e professoras engajados numa construção de identidades insurgentes.
Palavras-Chave:
Colonialismo; Identidade; Currículo; Corpo negro