| 1. Primeiras impressões |
Um pássaro preto em tons colorido buscando o ovo em suas costas.
Fundo laranja.
Frase de impacto.
Mesa verde com pés coloridos.
Representatividade.
|
| 2. Descrevendo |
A frase no texto “retornar ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro” tem um grande impacto, pois ela nos convida a uma profunda reflexão sobre a nossa história e a sua importância na construção de um futuro mais justo e equitativo. Essa frase de impacto leva-nos a refletir como é fundamental conhecer a nossa história para compreender o presente e construir o futuro. |
| 3. Analisando |
O Sankofa convida educadores e estudantes a refletirem criticamente sobre a história e a identidade cultural, enriquecendo o aprendizado. Nesse sentido, corroboramos com as ideias de Walsh (2019, p. 27), na qual descreve a interculturalidade como paradigma do “outro”, que questiona e modifica a colonialidade no poder, enquanto, ao mesmo tempo, torna visível a diferença colonial.
Ao agregar uma dimensão epistemológica “outra” a esse conceito, uma dimensão concebida na relação com e através de verdadeiras experiências de subordinação promulgada pela colonialidade, a interculturalidade oferece um caminho para se pensar a partir da diferença e através da descolonização e da construção e constituição de uma sociedade radicalmente distinta.
Vê-se, a partir desse excerto, que Walsh (2019) demonstra que a interculturalidade abre caminhos para diálogos de diversas formas de aprendizados. A educação para a alteridade; um pensamento “outros/as”, vem sendo assumida como uma prática política, societária, educativa de coexistência humana, como forma de trabalho para transgredir as fronteiras do que é hegemônico, interior, subalternizado, bem como a inter-relação das práticas sociais e culturais (Walsh (2019, p. 15).
|
| 4. Desenvolvendo a consciência crítica |
O Sankofa ajuda os alunos a desenvolverem uma identidade forte, conectando-se com suas raízes e compreendendo seu papel na sociedade multicultural. Temas como gênero, sexualidade, preconceito, racismo, meio ambiente, étnicos e religiosos são um ponto de partida para o educando ter condições de entender e avaliar objetivos socioculturais e políticos envolvidos na sua formação.
O professor insere no seu planejamento saberes fundamentais para o desenvolvimento de habilidades e competências significativas. Valoriza o cotidiano dos seus estudantes e possibilita um currículo mais próximo da sua realidade. No tocante ao papel da escola, Candau (2002) enfatiza que as diversidades culturais existentes nas diferentes sociedades - como os negros; os emigrantes de países subdesenvolvidos; e as muitas distintas culturas que variam de grupos e de pessoa - se fazem presentes no interior da escola.
A educação, nesse sentido, não pode reproduzir uma cultura dominante; ela deve considerar as vivências dos educandos e contribuir para uma pedagogia libertária. Em virtude disso, é significativo focar os estudos no multiculturalismo par podermos criar alternativas que nos permitam lidar com o fracasso escolar decorrente de políticas de enaltecimento de um currículo preestabelecido. Para tanto, é fundamental problematizar o caminho e o lugar que cada um ocupa.
|
| 5. Fundamentando |
O uso do Sankofa permite que educadores reavaliem suas abordagens, considerando como as tradições culturais impactam o aprendizado. Um caminho para a educação intercultural a partir do Sankofa é desenvolver múltiplas perspectivas educacionais, influenciadas por diferentes contextos sociais, culturais e políticos. Deve-se romper com a visão eurocêntrica, hegemônica e desconstruir narrativas dominantes que contribuem para a perpetuação de desigualdades e estereótipos.
Como citado por Wynter no livro “Decolonialidade e Pensamento afrodiaspórico”, a colonização no âmbito do saber é produto de um longo processo de colonialidade que continuou reproduzindo as lógicas vigentes que foram forjadas no período colonial (Wynter, 2003). Em combate ao colonialismo (formação dos territórios coloniais), colonialismo moderno, colonialidade; temos a descolonização e a decolonialidade (que se refere à luta contra a lógica da colonialidade e seus efeitos materiais, epistêmicos e simbólicos (Maldonado-Torres, 2020, p. 35-36).
O caminho, como defendido por Nilma Lino Gomes, é descolonizar o currículo (Gomes, 2012). Para tanto, a prática do Sankofa na educação ajuda os alunos a desenvolverem empatia, entendendo e respeitando perspectivas e experiências diversas. Com a ajuda da pedagogia decolonial e da interculturalidade construiremos outros meios de representações, olhares, narrativas, sentidos e saberes históricos diante dos conteúdos programáticos nesses “novos currículos”.
|
| 6. Conectando |
Desenvolver currículos que incluam as heranças culturais é fundamental para uma educação mais rica e representativa dos alunos. Atividades práticas que permitem a expressão e celebração da diversidade cultural ajudam a solidificar o aprendizado do Sankofa. Elas devem estar alinhadas com os princípios éticos do multiculturalismo, promovendo a valorização das diferentes culturas e identidades e o combate a qualquer forma de discriminação ou preconceito. Isso requer uma abordagem sensível e inclusiva, que reconheça e celebre as contribuições de todos os grupos étnicos e culturais para a construção da história de uma sociedade. (Santos, 2022). Oferecer formação continuada aos educadores sobre o conceito de Sankofa é essencial para a implementação eficaz de práticas interculturais.
A formação continuada de professores é o alicerce da evolução educacional, uma jornada de aprendizado constante que se estende por toda a carreira de um educador. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei nº 9.394/96 é clara quanto à necessidade da formação continuada. Ela destaca que a educação deve ser “permanente e continuada”, reconhecendo que o processo de ensino-aprendizagem está em constante evolução e que os professores precisam acompanhar essa evolução para melhor atender às necessidades dos alunos.
Programas de capacitação e atualização profissional que abordem questões relacionadas ao multiculturalismo e Interculturalidade crítica, à educação para a igualdade racial e ao combate ao racismo têm sido implementados em várias regiões do país, capacitando os educadores a lidarem de forma mais eficaz com temas sensíveis e controversos em sala de aula. (Santos, 2022).
|
| 7. Expressando |
A educação intercultural deve valorizar e integrar saberes ancestrais, promovendo respeito e compreensão entre diversas culturas. Sankofa incentiva os indivíduos a reconhecerem e valorizarem suas raízes, fortalecendo a identidade cultural em contextos educacionais diversos.
Incorporar o Sankofa na educação permite reconhecer e valorizar a diversidade cultural, promovendo um ambiente inclusivo e respeitoso entre os educandos.
A abordagem Sankofa promove uma aprendizagem mais significativa, pois relaciona a teoria e a prática, integrando experiências passadas aos conteúdos atuais. O uso do Sankofa permite que educadores reavaliem suas abordagens, considerando como as tradições culturais impactam o aprendizado.
|
| Uma abordagem pedagógica eficaz deve ir além da simples transmissão de informações históricas e promover uma reflexão crítica sobre as múltiplas perspectivas que compõem a história de uma sociedade. Isso requer a adoção de metodologias que estimulem o diálogo intercultural, o pensamento crítico e a empatia pelos diferentes grupos étnicos, culturais e sociais presentes na sociedade. (Santos, 2022). |