O mundo foi assolado pela pandemia da Covid-19, causando: isolamento social, fechamento das escolas, aumento da desigualdade educacional, socioeconômica e manutenção da dualidade estrutural. Nesse período, para diminuir os impactos da crise humanitária na educação brasileira, optou-se pelo ensino não presencial. Fato que manteve regressão educacional, visto que grande parte dos atores do processo de ensino aprendizagem não estavam familiarizados com técnicas, ferramentas e recursos digitais que medeiam o ensino à distância. Em 2023, foi aprovada a Política Nacional de Educação Digital (PNED); portanto, busca-se identificar como a PNED poderá beneficiar o letramento digital e a formação integral dos estudantes do Ensino Médio. Para tanto, foi realizada uma revisão de literatura integrativa qualitativa em estado da arte, partindo das concepções de Karl Marx, István Mészáros, Pierre Lévy, Ricardo Antunes, Ana Coscarelli, pesquisas científicas, PNED e outros. As principais conclusões da pesquisa são as de que a política em questão não é a panaceia para a educação na sociedade da informação, tampouco a solução para o irreformável, incontrolável e incorrigível sistema capital vigente; embora a aplicação dele possa assegurar direitos contemporâneos necessários para o exercício da cidadania digital, não conduz por si só a uma formação humana integral do aluno se não houver a atuação do professor progressista imbuído da função ética-política transformadora.
Política Nacional de Educação Digital; Covid-19; Letramento digital; Educação integral