Os mestrados profissionais são um instrumento de uma política maior de flexibilização da pós-graduação brasileira. Como tais, visam a uma aproximação entre o mundo acadêmico e o mundo do trabalho em geral. Para tanto, necessitam romper as barreiras que separam esses dois mundos e uma das estratégias concentra-se na prática didática, a qual está intimamente relacionada com os objetivos educacionais traçados e que a orientam. Sendo a falta de clareza dos objetivos uma causa comum de insucessos na sala de aula, o presente trabalho buscou avaliar os objetivos educacionais de um mestrado profissional em saúde coletiva, de uma universidade federal brasileira. Para o estudo proposto, utilizamos como método de pesquisa a análise documental e como referência teórica os princípios da taxonomia de Bloom. Concluímos que o caso estudado necessita aprimorar a construção de seus objetivos educacionais, a fim de permitir um melhor direcionamento de suas práticas pedagógicas, contribuindo para uma efetiva aproximação ensino-serviço, no âmbito da saúde coletiva, sem o que tenderá a reproduzir a perspectiva ideológica dos mestrados acadêmicos, na qual a aplicabilidade social do conhecimento produzido, a despeito de sua relevância científica, é contingente e condicionada pela capacidade individual do egresso e não por sua definição como um indicador de resultado do próprio programa.
Ensino na saúde; Mestrado profissional; Avaliação de objetivos educacionais
Fonte: Elaboração própria. O plano cronológico indica o sentido hierárquico de ocorrência das ações A, B e C e 1, 2, 3 e 4. O plano lógico indica a concomitância da avaliação formativa em cada etapa e, na área de intersecção com a linha do tempo, o conteúdo dos componentes.
Fonte: dados da pesquisa.
Fonte: dados da pesquisa.
Fonte: dados da pesquisa.
Fonte: dados da pesquisa. À direita de cada afirmativa, encontra-se o somatório de resultados correspondentes a cada critério utilizado, onde: “E” (existência), indica a presença do item no material em estudo, mas como uma característica inespecífica, genérica, parcial, discreta, acessória, secundária, casual ou obscura; “P” (predominância), indica a presença do item no material em estudo como uma característica dominante, marcante, explícita, importante, frequente ou clara; “A” (ausência) indica itens que não se encontram presentes neste material e “NI” (não identificado), indica itens a respeito dos quais não se obteve informações ou dados suficientes para formular conclusão.