Open-access Mapeamento do ensino da análise de assunto no Brasil

Mapping the teaching of subject analysis in Brazil

Resumo

A indexação é um processo central nos Sistemas de Recuperação da Informação, composto por análise de assunto e tradução. No ensino de Biblioteconomia no Brasil, há debates sobre o equilíbrio entre abordagens teóricas e práticas nessa disciplina. Este estudo investiga os conteúdos e as abordagens presentes nas ementas das disciplinas de análise de assunto oferecidas por universidades brasileiras, considerando sua relevância para a formação de bibliotecários. Tem como objetivo analisar as ementas das disciplinas de análise de assunto e correlatas nos cursos de Biblioteconomia em universidades federais e estaduais do Brasil, identificando conteúdos programáticos, abordagens teóricas e práticas, e o nível de padronização terminológica. O estudo utilizou análise de conteúdo, fundamentada na técnica de Bardin, para examinar ementas obtidas de instituições de ensino superior. Informações como carga horária, semestre ofertado e nome das disciplinas foram organizadas em planilhas, e os dados foram complementados por pesquisa bibliográfica. A abordagem comparativa foi empregada para identificar semelhanças e diferenças entre as ementas. Os resultados mostram uma ênfase maior em abordagens práticas, com carência de fundamentos teóricos relevantes, como a teoria do conceito e a classificação facetada. Identificou-se inconsistência terminológica em termos como “análise de assunto”, “análise documentária” e “indexação”, além de variações relacionadas à “tipologia documental”. Apesar da inclusão de conteúdos sobre produtos e instrumentos tradicionais, há uma lacuna na integração de tecnologias modernas, como inteligência artificial, essenciais para a prática profissional contemporânea. O estudo destaca a necessidade de revisões curriculares que integrem teoria e prática de forma equilibrada, promovam padronização terminológica e incorporem ferramentas tecnológicas atuais. Essas mudanças são fundamentais para garantir uma formação acadêmica sólida, alinhada às demandas contemporâneas do mercado e à complexidade da organização e recuperação da informação.

Palavras-chave:
análise de assunto; indexação; biblioteconomia; ensino de biblioteconomia no Brasil

Abstract

Indexing is a central process in Information Retrieval Systems, consisting of subject analysis and translation. In library science teaching in Brazil, there are debates about the balance between theoretical and practical approaches to this subject. This study investigates the contents and methods present in the syllabuses of subject analysis courses offered by Brazilian universities, considering their relevance to the training of librarians. The objective is to analyze the syllabuses of subject analysis and related subjects in Library Science courses at federal and state universities in Brazil, identifying syllabus content, theoretical and practical approaches, and the level of terminological standardization. Based on Bardin’s technique, the study used content analysis to examine syllabuses obtained from higher education institutions. Information such as workload, semester offered, and subject names was organized in spreadsheets, and the data was supplemented by bibliographic research. The comparative approach was used to identify similarities and differences between the syllabuses. The results show a greater emphasis on practical techniques, lacking relevant theoretical foundations, such as Concept Theory and Faceted Classification. Inconsistent terminology was identified in terms such as “subject analysis”, “documentary analysis” and “indexing”, as well as variations related to “documentary typology”. Despite the inclusion of content on traditional products and tools, there is a gap in the integration of modern technologies, such as artificial intelligence, which are essential for contemporary professional practice. The study highlights the need for curriculum revisions that integrate theory and practice in a balanced way, promote terminological standardization, and incorporate current technological tools. These changes are fundamental to guaranteeing a solid academic education in line with contemporary market demands and the complexity of information organization and retrieval.

Keywords:
subject analysis; indexing; librarianship; librarianship teaching in Brazil

1 Introdução

A indexação é um processo fundamental em um Sistema de Recuperação da Informação (SRI), composto por duas etapas principais: análise de assunto e tradução. Na análise de assunto, o documento é examinado para a identificação e a seleção dos conceitos mais relevantes, conforme a abordagem escolhida pelo indexador, que pode ser simplista, orientada ao conteúdo, baseada na demanda ou centrada no usuário. Já na etapa de tradução, o indexador utiliza linguagens de indexação para converter os conceitos selecionados em termos que facilitam a recuperação das informações pelo usuário no SRI.

Para melhorar a recuperação da informação nos Sistemas de Recuperação da Informação (SRIs), o processo de indexação requer profissionais com conhecimentos teóricos e práticos sobre organização da informação. Embora algumas profissões, como a de bibliotecário, muitas vezes, subvalorizem aspectos práticos de suas atividades, é essencial reconhecer que, para realizar a indexação, é necessária uma competência fundamental que deve ser ensinada e aprendida ao longo da formação em Biblioteconomia.

Na literatura da área, há um debate recorrente sobre a ênfase nos currículos do curso de Biblioteconomia, questionando se o foco deve estar na teoria ou na prática. Conforme Lima (2020), cabe aos educadores, comprometidos com a responsabilidade com a profissão, assegurar que os alunos aprendam tanto o “como fazer” quanto o “por que fazer”, promovendo um equilíbrio entre a prática e a sua fundamentação teórica. Este estudo defende a tese de que ambas as abordagens são indispensáveis: a teoria deve estar integrada às habilidades práticas, que, por sua vez, devem estar fundamentadas em uma sólida base teórica.

Assim sendo, pretende-se, nesta pesquisa, conhecer a realidade do ensino dessa temática no Brasil, por meio de um estudo comparativo dos conteúdos das ementas da disciplina Análise de assunto e/ou disciplinas correlatas oferecidas nos cursos de graduação em Biblioteconomia das universidades federais e estaduais brasileiras. Para nortear este estudo, foram feitas as seguintes questões: (1) quais são os conteúdos programáticos que embasam a disciplina Análise de assunto e/ou similares?; (2) as disciplinas têm uma abordagem mais teórica ou prática?; (3) existe uma padronização terminológica nas ementas das disciplinas?

Para tanto, utilizou-se a técnica da análise de conteúdo de Bardin (1977) para realizar a análise das ementas, no intuito de identificar e avaliar os níveis de abordagem teórica e prática presentes nessas disciplinas, proporcionando uma análise crítica sobre a formação acadêmica voltada para a organização e a recuperação da informação.

Este estudo apresenta resultados parciais da pesquisa de Iniciação Científica (IC), no âmbito do projeto de pesquisa PQ-CNPq “Estudo sobre o estatuto teórico metodológico da análise de assunto: o contexto e os aspectos linguísticos e cognitivos”1, que se encontra em andamento.

Nas próximas seções, primeiramente, discorre-se sobre a análise de assunto e sobre o seu ensino no Brasil; em seguida, apresenta-se a metodologia; depois faz-se a análise de conteúdo das ementas, e, posteriormente, as considerações finais.

2 Análise de assunto e seu ensino na Biblioteconomia

De acordo com Lima (2020), na literatura da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, observa-se uma variação terminológica para o termo “análise de assunto”, que pode ser referido também como “análise temática” ou “análise conceitual”. Essa diversidade de nomenclaturas reflete as diferentes abordagens teóricas e práticas aplicadas ao estudo e representação temática dos documentos, ressaltando a amplitude e a complexidade do campo.

A análise de assunto, etapa inicial do processo de indexação, é considerada por Fosket (1973, p. 40) como “[...] a operação chave da indexação, sendo a decisão sobre o que o documento é, e ainda é menos discutida e reduzida a regras”. Cesarino e Pinto (1980) reforçam essa ideia ao destacar que a análise de assunto constitui a operação-base de todo o procedimento de recuperação da informação, sendo indispensável para a construção de sistemas eficientes. Corroborando essa visão, Naves (2000, p. 249) define a análise de assunto como “[...] uma operação base da indexação de assuntos”, descrevendo-a como o processo pelo qual o indexador extrai o conteúdo de um documento. Essas perspectivas ressaltam o caráter subjetivo e interpretativo dessa atividade, essencial para a representação temática dos documentos.

Há, no entanto, autores que apontam as dificuldades na realização desse processo. Hutchins (1978, p. 172), por exemplo, destaca que “[...] um problema crucial na área da Ciência da Informação diz respeito à identificação do assunto de um documento”. Concordando com essa perspectiva, Wellisch (1992, p. 69) ressalta que o processo de “[...] indexação pode ser retratado como uma arte”, dada sua complexidade e a subjetividade envolvida na interpretação de conteúdos. Essa visão é reforçada por Weinberg (2017, p. 1978), que também considera a indexação “[...] uma arte e não uma ciência”, sublinhando o papel do julgamento humano e da experiência no sucesso dessa atividade. Essas definições evidenciam a centralidade da análise de assunto no tratamento da informação, ao mesmo tempo que apontam para os desafios de normatizar um procedimento que exige tanto habilidades técnicas quanto analíticas.

Por ser uma atividade intelectual, exige do indexador conhecimentos linguísticos, cognitivos e lógicos para ser realizada, tornando-se um processo desafiador para os indexadores, tanto na aprendizagem como na prática profissional. É o que defende Bernier (1965), quando afirma que “[...] identificação de assunto é difícil de ensinar e aplicar, especialmente quando os assuntos são complexos ou implícitos. A pessoa sem conhecimento no campo indexado acha impossível a identificação consciente de assuntos” (Bernier, 1965, p. 324). Por isso, o ensino da análise de assunto nos cursos de graduação em Biblioteconomia é necessário, para que sejam formados profissionais com capacidade para fazer essa análise com qualidade e eficiência.

Em geral, os alunos da Biblioteconomia são instruídos a realizar o processo de análise de assunto com foco nos atributos dos documentos, sem considerar as necessidades dos usuários, o contexto em que a análise é conduzida e o domínio ao qual o documento pertence. Essa abordagem, muitas vezes, ignora características específicas do campo de conhecimento, como aspectos culturais, terminológicos, históricos e linguísticos, fundamentais para uma análise mais precisa e contextualizada.

Desde o final da década de 1960, o ensino da indexação tem despertado preocupação, como apontado por Wilson (1968), ao destacar a ausência de orientações claras para os profissionais sobre como identificar adequadamente o assunto de um documento. O enfoque predominante tem sido nos atributos intrínsecos dos documentos, deixando de abordar de forma prática o processo de extração temática.

Hjørland (1997) reforça essa crítica, observando que as diretrizes oferecidas tendem a priorizar as características internas do documento e a interpretação individual do indexador. Essa abordagem, embora técnica, apresenta limitações, por negligenciar aspectos fundamentais, como o contexto de aplicação e as necessidades específicas dos usuários, comprometendo a eficácia da análise de assunto em sistemas de recuperação da informação.

Lima (2020, p. 10) observa que, “[...] de acordo com a literatura, não existe uma metodologia detalhada de como realizar análise de assunto, pela sua subjetividade, e muito menos para seu ensino”. Nesse artigo, a autora apresenta, a partir da análise na literatura especializada, perspectivas de vários autores, tais como Kashyap (1975), Greiner (1984), Nohr (1991), Anderson (2002), Coates (2002), Fourie (2002), Fujita e Rubi (2006), Fujita (2010), Dal’Evedone e Fujita (2017), de como o ensino da análise de assunto/indexação tem sido realizado.

Nesse sentido, este estudo torna-se importante para entender como a análise de assunto é ensinada nos cursos de graduação de Biblioteconomia no Brasil, servindo como suporte à qualidade do ensino, de modo que os futuros bibliotecários tenham boa capacidade técnica, ainda que básica devido à pouca experiência, para conseguir responder “De que trata esse documento?”, para fins de uma boa recuperação da informação.

3 Metodologia

Este estudo tem caráter qualitativo, com elementos quantitativos, fundamentados nas ementas das disciplinas, solicitadas por meio de correio eletrônico às instituições de ensino superior que ofertam o curso de Biblioteconomia no Brasil. Utilizou-se a análise de conteúdo como técnica de análise das ementas e utilizou-se a abordagem da análise comparativa para verificar as semelhanças e as diferenças entre esses conteúdos. Para a organização das informações enviadas pelas instituições, foi elaborado um quadro no software Excel, com as seguintes informações: sigla da instituição, nome da disciplina, carga horária e semestre ofertado. Além disso, também contou com a pesquisa bibliográfica para levantamento de documentos sobre a temática para subsidiar a análise dos dados.

Para o desenvolvimento desta pesquisa, propõe-se as seis etapas apresentadas na Figura 1- Procedimentos metodológicos.

Figura 1
Procedimentos metodológicos

3.1 Pesquisa bibliográfica

Realizou-se uma busca exploratória nas bases de dados eletrônicas no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, a saber: (1) Library Information Science Abstracts - LISA; (2) SocINDEX; (3) Base de Dados em Ciência da Informação - BRAPCI; (4) Scopus e Web of Science, utilizando-se as seguintes expressões de busca: (“Ensino de Análise de assunto” OR “Teaching Subject analysis” OR “ La enseñanza del Análisis documental” OR “Ensino da indexação” OR “Teaching indexing” OR La enseñanza de la Indización). Para seleção dos 58 textos recuperados, foram utilizados três critérios: (1) documentos que tratavam do ensino da análise de assunto; (2) documentos que tratavam do ensino do processo de indexação como um todo, e que poderiam ter informações em potencial sobre a primeira etapa; (3) documentos nos quais os termos “ensino” ou “formação” agregados aos termos “análise de assunto” e “indexador” estivessem no título ou nas palavras-chaves. O trabalho resultou em 12 artigos que tratam, especificamente, do ensino da indexação/análise de assunto, sendo cinco na língua inglesa e sete na língua portuguesa.

3.2 Levantamento dos cursos de Biblioteconomia no Brasil: universo de pesquisa

O recorte da pesquisa considerou os cursos de graduação em Biblioteconomia oferecidos por universidades federais e estaduais no Brasil. Para esse levantamento, realizou-se, em junho de 2023, uma consulta no Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior, Cadastro e-MEC (https://emec.mec.gov.br), resultando em 43 instituições.

3.3 Coleta das informações sobre as disciplinas

Para a coleta dos dados, foram enviadas mensagens para as 43 instituições, via correio eletrônico (e-mails), solicitando os seguintes documentos: (i) projeto pedagógico do curso (vigente); (ii) ementa das disciplinas de análise de assunto e correlatas; (iii) plano de ensino; e (iv) o(s) nome(s) do(s) professores(as) responsáveis por tais disciplinas.

3.4 Seleção da amostra

A seleção das instituições deu-se pelas que responderam à pesquisa. Das 43 instituições relacionadas no Cadastro e-MEC, somente 31 responderam; e, dessas, somente 29 enviaram os documentos sobre as disciplinas. No entanto, dos documentos solicitados, somente a ementa constava em todos os documentos enviados. Dessa forma, a amostra considerada para a análise dos dados foi o conteúdo das ementas.

A Tabela 1 apresenta as informações básicas das ementas selecionadas: universidade, nome da disciplina, conceitos extraídos das ementas, carga horária e semestre no qual a disciplina é ofertada. Pode-se observar que a maioria das disciplinas (15), um pouco mais de 50%, são oferecidas no início do curso e com 60h/4 créditos.

Tabela 1
Mapeamento das disciplinas com as Ementas (29/31 Instituições)

3.5 Método e técnica

O método utilizado nesta pesquisa é caracterizado como indutivo, tendo em vista o levantamento e a análise dos documentos recebidos das instituições. Para a realização da análise, empregou-se a Análise de Conteúdo (AC) proposta por Bardin (1977), por acreditar que essa técnica fornece subsídios necessários para a exploração das ementas identificadas nos documentos, por ter uma abordagem sistemática e qualitativa da informação. Neste artigo, optou-se por seguir as etapas sugeridas por Bardin (2011), por serem as mais citadas na literatura da área. Esse método é composto de três etapas básicas: (1) pré-análise, (2) exploração do material e (3) tratamento dos resultados, inferência e interpretação e atividades.

Na próxima seção, descreve-se a aplicação da análise de conteúdo nas 29 ementas das disciplinas.

4 Aplicação da análise de conteúdo

Na primeira etapa, pré-análise, realizou-se a leitura flutuante, para conhecimento dos documentos enviados pelas escolas de Biblioteconomia. Após análise do conteúdo dos documentos, verificou-se que somente a ementa era a informação comum a todos eles. Dessa forma, fez-se o recorte selecionando as 29 ementas, considerando que elas continham as informações necessárias para alcançar o objetivo proposto. Após leitura flutuante de todas as ementas, formularam-se alguns pressupostos: (1) não existe uma coerência terminológica nessa área específica; (2) os nomes das disciplinas são díspares; (3) pode-se notar uma ênfase maior, na prática, do que na teoria.

Na segunda etapa, passou-se à exploração do material para a criação de categorias, que foram classificadas e codificadas, com a identificação das Unidades de Registro (UR), sendo os conceitos relevantes do texto das ementas; e as Unidades de Contexto (UC), as quais são categorias mais gerais que contextualizam e dão significado às URs. Como resultado, obtiveram-se sete UCs: teorias, tipologia documental, processos, produtos, instrumentos, áreas e autores. As URs que compõem cada uma dessas UCs para realização da análise categorial foram as seguintes:

  • a) teorias - Teorias da classificação (1); Teoria do conceito (1); Teoria dos sistemas de classificação (1); Teorias de leitura (1); Terminologia (6);

  • b) tipologia documental - Documentos textuais (1); Documentos imagéticos (1); Tipos de resumos (2); Tipologia documental (1); Tipologia da informação (1); Tipologia da indexação (2); Tipologia de registros (1); Tipologia de textos (1); Tipologia de índices (1);

  • c) processos - Análise da informação (1); Análise de assunto (6); Análise de conteúdo (1); Análise do conhecimento (1); Análise documentária (5); Análise temática (3); Controle bibliográfico (1); Controle terminológico (1); Elaboração de índice (1); Elaboração de índice automático (1); Elaboração de índices manuais (1); Elaboração de resumos (1); Estruturação de texto (1); Extração de conceitos (1); Fluxo documentário (1); Indexação (16); Indexação atributiva (1) Indexação automática (5); Indexação descritiva (1); Indexação semiautomática (1); Leitura documentária (1); Leitura técnica (1); Processos de análise (1); Recuperação da informação (8); Representação descritiva (catalogação) (3); Representação do conhecimento (2); Representação temática (8); Síntese (1); Tecnologias da informação (1); Temacidade (2); Tratamento temático da informação (2);

  • d) produtos - Base de dados (1); Índices (4); Informação (1); Produtos de análise (1); Resumo (12);

  • e) instrumentos - Folksonomia (1); Linguagens documentárias (10); Linguagens de indexação (6); Linguagem natural (2); Linguagem de especialidade (2); Linguagem construída (2); Lista cabeçalhos de assuntos (1); Ontologias (1); Políticas de indexação (8); Resumo (12); Sistemas de classificação bibliográfica (2); Sistemas de indexação (3); Sistemas de Recuperação da Informação (3); Sistemas de Recuperação de Informação manuais (2); Sistemas de Recuperação de Informação automatizado (2); Sistemas de organização do conhecimento (SOC) (2); Sistemas de organização e representação do conhecimento (SORC); Tesauros (2); Normas (2);

  • f) áreas - Linguística (5); Lógica (3); Organização do conhecimento (1); Organização temática (2); Organização da informação (2); Semântica (1); Semiótica (1); Web semântica (1);

  • g) autores - nenhum registro.

Na terceira etapa, passou-se a realizar o tratamento dos resultados, interpretar e inferir para validação do conjunto de categorias selecionadas. Nessa etapa, objetivou-se mapear os elementos constitutivos das ementas em relação aos pressupostos e aos objetivos desejados, cujas análises estão expostas a seguir.

Devido à quantidade de URs selecionadas, optou-se por não apresentar a tabela de ocorrências das temáticas e subtemáticas no corpus2. Apresentam-se a seguir os dados em forma de gráficos para facilitar a percepção das incidências das URs em cada ementa, em relação ao valor absoluto de ocorrências.

Em relação à UC “Teorias”, observa-se que a teoria da terminologia sobressai a todas as outras, com seis ocorrências. Em seguida, aparecem as teorias do conceito, da classificação, dos sistemas de classificação e da leitura, com apenas uma ocorrência, conforme apresentado no Gráfico 1.

Gráfico 1
Unidade de contexto - Teorias

É um dado curioso porque, além de essa teoria ser de origem de área interdisciplinar à nossa, a Terminologia, também se registram poucas ocorrências de bases teóricas nas ementas dos cursos.

No Gráfico 2, registram-se para a UC “Tipologia documental” nove URs.

Gráfico 2
Unidade de contexto - Tipologias documentais

No que diz respeito às tipologias documentais, foram identificadas duas ocorrências para os tipos de resumos e a tipologia da indexação. Além disso, documentos textuais, documentos de imagens, tipologia documental, tipologia da informação, tipologia de registros, tipologia de textos e tipologia de índices apresentaram apenas uma ocorrência cada. Observa-se, portanto, uma diversidade de tipologias, algumas mais específicas do que a tipologia documental, que é a mais comumente ensinada. No entanto, não é possível determinar, nesse contexto, se essas tipologias específicas são consideradas variações da tipologia documental.

Em relação à UC “Processos”, registram-se 32 tipos de processos na amostra, conforme ilustrado no Gráfico 3. Porém alguns desses processos são citados somente uma vez, evidenciando ainda mais a falta de padronização no ensino da temática. A indexação destaca-se com ocorrências em 16 ementas, o que não é surpresa, visto que é a área central dessa análise. Em seguida, aparece a recuperação da informação e a representação temática com oito ocorrências cada. A análise de assunto é encontrada em seis ementas, acompanhada de análise documentária e indexação automática com cinco ocorrências cada.

Gráfico 3
Unidade de contexto - Processos

Com um número menor de ocorrências, destacam-se a representação descritiva e a análise temática com três registros cada. Já com duas ocorrências, aparecem representação do conhecimento, tratamento temático da informação e a temacidade. Os outros 20 processos tiveram somente uma ocorrência, porém decidiu-se por mantê-los no gráfico, para mostrar, mais uma vez, a inconsistência nos conteúdos ensinados.

Detalhando mais especificamente a análise de assunto, o objeto de estudo desta pesquisa, evidenciam-se no Gráfico 4 as ocorrências dos processos que se referem aos tipos de análises evidenciadas nas ementas. Como se pode observar, a análise de assunto, enquanto processo, aparece em seis ementas; seguida por análise documentária, com cinco ocorrências; e análise temática, em três ementas. Também constataram três outras análises, a da informação, a de conteúdo e a do conhecimento. O que se observa, mais uma vez, é a falta de padronização nos conteúdos das ementas.

Gráfico 4
Variações do tipo de processo “Análise”

Acredita-se que todas essas análises podem ser ensinadas como se fossem a primeira etapa da indexação, porém com nomenclaturas diferentes.

O mesmo acontece com a indexação, que aparece nas ementas, ora como o processo no todo, ora especificando o tipo de indexação, conforme apresentado no Gráfico 5. O ensino da indexação como um processo com as duas etapas, análise de assunto e tradução, aparece somente em 16 ementas das 29 analisadas. Nas outras ementas, o que se observa é o ensino de tipos de indexação com características mais específicas, ou variações do mesmo processo com objetivos distintos. O que se pode observar é um descompasso com o que tradicionalmente se espera do ensino da indexação no contexto da análise de assunto. Para que as disciplinas contemplem adequadamente o ensino da indexação no todo, sugere-se que incluam tanto a indexação manual quanto a automática, por exemplo.

Gráfico 5
Variações do tipo de processo “Indexação”

No que tange à unidade de contexto “Produtos”, registram-se cinco unidades de registros: resumo; base de dados; índices, informação e produtos de análise, conforme Gráfico 6.

Gráfico 6
Unidade de contexto - Produtos

Nesse contexto, identificaram-se elementos que resultam do processo de indexação e organização da informação ou têm impacto diretamente nele. Destaca-se o “resumo”, com 12 ocorrências, sendo tratado, às vezes, como um produto e, em outras, como um instrumento auxiliar ao trabalho do indexador. Os índices, mencionados em quatro ementas, são ferramentas resultantes do processo indexação, consistindo em listas sistemáticas de termos que representam o conteúdo de um documento para facilitar sua recuperação. As outras unidades de registros tiveram uma ocorrência cada, demonstrando que as disciplinas não focam no ensino de produtos no âmbito das disciplinas.

No Gráfico 7, registram-se 18 URs, selecionadas na UC “Instrumentos”. Observa-se que o ensino de resumo consta em 12 ementas, seguido pelas linguagens documentárias com dez ocorrências. As políticas de indexação aparecem em oito ementas, e linguagens de indexação, em seis. No entanto, a linguagem de indexação, sendo um instrumento utilizado na segunda etapa da indexação, a tradução, aparece em apenas três ementas. Os demais instrumentos identificados oscilam entre uma e duas ocorrências, conforme ilustrado no Gráfico 7, a seguir.

Gráfico 7
Unidade de contexto - Instrumentos

Olhando mais de perto as linguagens, Gráfico 8, como instrumento usado na etapa de tradução da indexação, verifica-se uma variação na nomenclatura, ou mesmo o ensino somente de um tipo específico de linguagem de indexação.

Os resultados do Gráfico 8, como os anteriores, confirmam uma falta de padronização no conteúdo das ementas das disciplinas que tratam da análise de assunto e dos assuntos correlatos.

Gráfico 8
Variações do tipo de instrumento “linguagens”

Conforme o Gráfico 9, observa-se que foram encontradas oito subáreas do conhecimento na unidade de contexto - Áreas do conhecimento; quase todas oriundas das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

Gráfico 9
Unidade de contexto - Áreas de conhecimento

Entre as áreas de conhecimento, a Linguística ocupa o primeiro lugar, com cinco ocorrências; seguida da Lógica, com três. Apesar de representar uma parcela pequena em relação ao total das ementas, esses dados evidenciam a importância de incorporar ao ensino no âmbito da Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI) aportes teóricos de áreas afins. Já a Biblioteconomia, Ciência da Informação, Tecnologias da Informação e a Web semântica ocorrem apenas uma vez nessa análise. Entre as subáreas, a Organização da informação e a Organização temática aparecem com duas ocorrências, seguidas pela Semântica, Semiótica e Organização do conhecimento, com apenas uma ocorrência cada.

Registra-se, no entanto, que a unidade de contexto - Autores não teve nenhuma ocorrência.

5 Análise dos resultados

No que diz respeito às “teorias”, identificou-se uma carência de fundamentos teóricos nos cursos, evidenciada pela ausência das principais teorias da área, como a teoria do conceito e a Teoria da classificação facetada, em grande parte das ementas analisadas. A compreensão dessas teorias é crucial para a formação dos futuros bibliotecários, pois influencia diretamente a maneira como se entendem os processos, os produtos e a construção de instrumentos, que constituem a base para uma atuação profissional sólida e bem fundamentada.

Na categoria “processos”, verificou-se que esses conteúdos estão amplamente presentes em todas as ementas analisadas, com maior ênfase em temas como “análise de assunto”, “análise documentária”, “análise temática”, “indexação”, “recuperação da informação” e “representação temática”. No entanto, identificou-se uma variação terminológica significativa, especialmente relacionada às diversas formas de tratar as “análises”, o que aponta para uma falta de consistência na área.

Termos como “análise da informação”, “análise de assunto”, “análise de conteúdo”, “análise do conhecimento”, “análise documentária” e “análise temática” aparecem para descrever processos que, em muitos casos, sobrepõem-se ou são tratados como sinônimos. Destaca-se, entretanto, que “análise de conteúdo” é uma técnica de pesquisa com propósitos diferentes da “análise de assunto”, voltada para a interpretação de dados qualitativos em contextos específicos de conhecimento.

Esse problema de inconsistência terminológica também foi observado em relação ao termo “indexação”, que aparece nas ementas com diferentes nomenclaturas, como “indexação atributiva”, “indexação descritiva” e também na abordagem automatizada do processo.

Essas variações refletem a diversidade de enfoques possíveis na prática da indexação, mas a ausência de uma padronização conceitual pode gerar confusões entre os estudantes, dificultando a compreensão das diferenças e especificidades de cada abordagem. Por exemplo, enquanto a “indexação atributiva” e a “indexação descritiva” destacam aspectos particulares da atividade, a abordagem automatizada introduz tecnologias que complementam, mas não substituem, o entendimento teórico e prático da indexação manual.

No que tange à “tipologia documental”, ela teve uma ocorrência constante em todos os conteúdos das ementas analisadas, entre eles, encontram-se textos, imagens, resumos, informação, registros e índices. No entanto, o termo “tipologia documental” apresentou variações, tais como “tipologia da informação”, “tipologia de registros” e “tipologia de textos”, o que pode levar a uma ambiguidade e até ausência de sentido nesse contexto, porque embora relacionados, têm objetivos diferentes.

Na UC “Produtos”, observou-se a predominância das ocorrências de “índice” e “base de dados” como os principais produtos mencionados nas ementas. Embora seja essencial ensiná-los, essa ênfase evidencia uma lacuna no ensino de produtos mais modernos, fundamentais para que os bibliotecários atendam às demandas do mercado. O profissional precisa ter domínio das tecnologias atuais, tais como as ferramentas de inteligência artificial, plataformas de Machine Learning e outras soluções digitais para organização e recuperação da informação. Portanto, nota-se a necessidade de equilibrar o ensino de produtos tradicionais, como o índice, com as tendências atuais, que incluem soluções inovadoras para capacitar os futuros bibliotecários.

A UC “Instrumentos” foi amplamente representada nas ementas analisadas, com destaque para temas essenciais, como “linguagens documentárias”, “linguagens de indexação”, “políticas de indexação” e “resumo”. Além disso, observou-se uma boa ocorrência sobre os vários tipos de sistemas, incluindo “sistemas de classificação bibliográfica”, “sistemas de indexação”, “sistemas de organização do conhecimento (SOC)”, “sistemas de organização e representação do conhecimento (SORC)”, “tesauros” e, também, “software de indexação automática”. No entanto, constatou-se uma variação terminológica em relação às linguagens, com termos sendo referenciados nas ementas de formas distintas, como “linguagens documentárias”, “linguagens de indexação”, “linguagens de indexação pré-coordenada”, “linguagens de indexação pós-coordenada”, “linguagem natural”, “linguagens de especialidade” e “linguagem construída”. Essa diversidade terminológica reflete mais um exemplo claro da falta de padronização da área.

As “Áreas” mencionadas nas ementas revelam a necessidade de incorporar aportes teóricos de áreas afins, tais como a Ciência da Informação, a Linguística e a Lógica, e subáreas ligadas à tecnologia, no ensino da Biblioteconomia. Essa integração contribui para a ampliação das bases conceituais e proporciona uma formação interdisciplinar ao bibliotecário, essencial para sua atuação em diversos cenários. No entanto, o baixo índice de ocorrências dessas áreas nas ementas analisadas sugere um possível desequilíbrio na abordagem curricular, priorizando mais o aspecto prático do ensino em detrimento de uma base conceitual mais detalhada. Para preparar bons profissionais, é fundamental ter um equilíbrio entre os pilares teóricos e técnicos no ensino.

A ausência de ocorrências na UC “Autores” nas ementas pode ser explicada por muitas vezes as ementas estarem estruturadas com foco nos conteúdos e não nos autores. Esses podem ser citados ao longo do curso no momento de apresentar suas ideias, textos de forma geral.

Conclui-se que os pontos mais evidentes nessa análise foram a inconsistência terminológica e a ausência de padronização no conteúdo das ementas. Isso evidencia a necessidade de uma maior uniformização e clareza conceitual nas propostas de ensino, a fim de evitar confusões e lacunas na formação acadêmica. É fundamental que as abordagens sejam coerentes e bem definidas, considerando a importância desses processos para a prática profissional do bibliotecário.

Diante dessas inconsistências, algumas diretrizes podem ser apontadas para favorecer a padronização terminológica no ensino da análise de assunto. Recomenda-se: (i) adotar o termo “análise de assunto” como designação principal, utilizando “análise documentária” e “análise temática” como variantes relacionadas, mas não equivalentes; (ii) empregar “indexação” para designar o processo completo, compreendendo análise de assunto e tradução, reservar as especificações “manual” e “automática” apenas para diferenciar metodologias; (iii) definir “tipologia documental” de forma abrangente, evitando sobreposições com termos como “tipologia da informação” ou “tipologia de registros”; e (iv) explicitar nas ementas os vínculos conceituais entre teorias, processos, produtos e instrumentos, de modo a assegurar consistência didático-pedagógica. Essas diretrizes, ainda que preliminares, visam contribuir para a clareza conceitual, reduzir ambiguidades e fortalecer a formação dos futuros bibliotecários.

6 Considerações finais

Este artigo trouxe resultados parciais de reflexões realizadas no âmbito do projeto de pesquisa PQ-CNPq sobre “Estudo sobre o estatuto teórico metodológico da análise de assunto”, que tem como objetivo principal estudar os fundamentos teóricos e metodológicos da análise de assunto, verificando, principalmente, a evolução metodológica e quais são as contribuições de pesquisas que visam melhorar a subjetividade desse processo e contribuir para o ensino e a aprendizagem da disciplina Análise de assunto na graduação.

As considerações finais deste estudo apontam para questões relevantes relacionadas ao ensino e à aprendizagem da disciplina Análise de assunto e/ou similares nos cursos de Biblioteconomia em instituições de ensino superior no Brasil. Os resultados parciais obtidos confirmam os pressupostos iniciais da pesquisa, evidenciando a dispersão terminológica e de conteúdos programáticos, bem como uma ênfase maior em abordagens práticas em detrimento das teóricas.

A análise das ementas revelou a utilização de terminologias distintas para tratar de conceitos semelhantes, como “análise de assunto”, “análise documentária”, “análise temática” e “temacidade”, refletindo uma falta de padronização que pode dificultar o aprendizado e a uniformidade na formação dos estudantes. Além disso, foi constatada a necessidade de atualização curricular para alinhar os conteúdos às demandas contemporâneas, especialmente no que tange à integração de ferramentas e recursos advindos de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) no perfil do novo bibliotecário.

Dentre os desafios enfrentados no estudo, destacam-se a obtenção limitada de documentos pelas instituições e a análise restrita às ementas. Assim, ações futuras incluem a ampliação da amostra e a investigação de outros documentos complementares às disciplinas, visando oferecer uma visão mais abrangente sobre a temática.

Por fim, este estudo reforça a importância de revisões curriculares que contemplem tanto fundamentos teóricos quanto práticos, além de uma maior consistência terminológica e alinhamento com as exigências tecnológicas atuais, contribuindo para uma formação acadêmica mais sólida e adaptada às demandas da área.

Agradecimentos

A primeira coautora agradece ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/Brasil) pelo apoio por meio da bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ-B, Processo nº 313645/2020-5) e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) pela concessão da bolsa de Iniciação Científica (PROBIC-FAPEMIG, 2022-2023; 2023-2024).

Referências

  • ANDERSON, D. J. Indexing, teaching of see: information retrieval design. The Indexer, London, v. 23, n. 1, p. 2-7, 2002. Disponível em: https://doi.org/10.3828/indexer.2002.23.1.2 Acesso em: 02 dez. 2024.
    » https://doi.org/10.3828/indexer.2002.23.1.2
  • BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.
  • BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.
  • BERNIER, C. L. Indexing process evaluation. American Documentation, New Jersey, v. 16, n. 4, p. 323-328, 1965. Disponível em: https://doi.org/10.1002/asi.5090160407 Acesso em: 02 dez. 2024.
    » https://doi.org/10.1002/asi.5090160407
  • CESARINO, M. A. N; PINTO, M. C. M. F. Análise de assunto. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 8, n. 1, p. 32-43, 1980.
  • COATES, S. Teaching book indexing: cognitive skills and term selection. The Indexer, London, v. 23, n. 1, p. 15-17, 2002. Disponível em: https://doi.org/10.3828/indexer.2002.23.1.5 Acesso em: 02 dez. 2024.
    » https://doi.org/10.3828/indexer.2002.23.1.5
  • DAL’EVEDOVE, P. R.; FUJITA, M. S. L. Formação do bibliotecário indexador no Brasil: análise dos aspectos temáticos em planos de ensino. In: ENCONTRO DE REPRESENTAÇÃO DOCUMENTAL, 1., 2017, São Carlos. Anais [...]. São Carlos: Universidade Federal de São Carlos, 2017.
  • FOSKET, A. C. A abordagem temática da informação. São Paulo: Polígono, 1973.
  • FOURIE, I. How can we take a sócio-cognitive approach in teaching indexing and abstracting? The Indexer, London, v. 23, n. 2, p. 83-85, 2002. Disponível em: https://doi.org/10.3828/indexer.2002.23.2.10 Acesso em: 02 dez. 2024.
    » https://doi.org/10.3828/indexer.2002.23.2.10
  • FUJITA, M. S. L. O contexto profissional do indexador no ensino de indexação. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Florianópolis, v. 15, n. 30, p. 91-104, 2010. Disponível em: http://doi.org/10.5007/1518-2924.2010v15n30p91 Acesso em: 02 dez. 2024.
    » http://doi.org/10.5007/1518-2924.2010v15n30p91
  • FUJITA, M. S. L.; RUBI, M. P. Um modelo de leitura documentária para a indexação de artigos científicos: princípios de elaboração e uso para a formação de indexadores. DataGramaZero, Brasília, v. 7, n. 3, p. 1-18, 2006.
  • GREINER, G. Some reflections on teaching subject analysis in the field of documentation. International Classification, Baden-Baden, v. 11, n. 2, p. 66-68, 1984. Disponível em: http://doi.org/10.5771/0943-7444-1984-2-66 Acesso em: 02 dez. 2024.
    » http://doi.org/10.5771/0943-7444-1984-2-66
  • HJØRLAND, B. Information seeking and subject representation: an activity-theoretical approach to information science. Westport: Greenwood Press, 1997.
  • HUTCHINS, W. K. The concept of “aboutness” in subject indexing. Aslib Proceedings, Leeds, v. 30, n. 5, p. 172-181, 1978. Disponível em: https://doi.org/10.1108/eb050629 Acesso em: 02 dez. 2024.
    » https://doi.org/10.1108/eb050629
  • KASHYAP, M. M. Concepts comprehension building in students and teaching of theory of library classification. Internacional Classification, Baden-Baden, v. 2, n. 1, p. 22-25, 1975. Disponível em: https://doi.org/10.5771/0943-7444-1975-1-22 Acesso em: 02 dez. 2024.
    » https://doi.org/10.5771/0943-7444-1975-1-22
  • LIMA, G. A. O ensino da análise de assunto: em busca de uma metodologia. Informação & Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 30, n. 4, p. 1-23, 2020.
  • NAVES, M. M. L. Fatores interferentes no processo de Análise de assunto: estudo de caso de indexadores. 2000. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2000.
  • NOHR, H. Training of librarian in content analysis. Internacional Classification, Baden-Baden, v. 18, n. 3, p. 153-157, 1991. Disponível em: https://doi.org/10.5771/0943-7444-1991-3-153 Acesso em: 27 ago. 2024.
    » https://doi.org/10.5771/0943-7444-1991-3-153
  • WEINBERG, B. H. Indexing: history and theory. In: MCDONALD, J. D.; LEVINE-CLARK, M. (ed.). Encyclopedia of Library and Information Sciences. 4. ed. Boca Raton: CRC Press, 2017. p. 1978-1991.
  • WELLISCH, H. H. The art of indexing and some fallacies of its automation. Logos, Netherlands, v. 3, n. 2, p. 69-76, 1992. Disponível em: https://doi.org/10.2959/logo.1992.3.2.69 Acesso em: 27 ago. 2024.
    » https://doi.org/10.2959/logo.1992.3.2.69
  • WILSON, P. Two kinds of power: an essay on bibliographical control. Berkeley: University of California Press. 1968.
  • Declaração de disponibilidade de dados
    O conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo pode ser solicitada as autores (ver autoria para correspondência).
  • 1
    Este projeto foi desenvolvido no âmbito da Bolsa de Produtividade em Pesquisa PQ-1D do CNPq, cujo objetivo foi investigar o estatuto teórico e metodológico da análise de assunto, com ênfase nos contextos, nos aspectos linguísticos e nos processos cognitivos que estruturam essa atividade e influenciam sua execução.
  • 2
    Registra-se que se optou por manter a terminologia utilizada nas ementas para dar mais veracidade ao conteúdo. Não foi realizada nenhuma forma de controle dos termos semelhantes.
  • Como citar
    LIMA, Gercina Ângela; RAMOS, Isabela Cristina Resende. Mapeamento do ensino da análise de assunto no Brasil. Em Questão, Porto Alegre, v. 32, e-145326, 2026. DOI: https://doi.org/10.1590/1808-5245.32.145326
  • Parecer(es) aberto(s):
    https://doi.org/10.1590/1808-5245.32.145326A

Editado por

  • Editor-chefe
    Thiago Henrique Bragato Barros

Disponibilidade de dados

O conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo pode ser solicitada as autores (ver autoria para correspondência).

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    02 Fev 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    20 Jan 2025
  • Aceito
    28 Abr 2025
location_on
Universidade Federal do Rio Grande do Sul Rua Ramiro Barcelos, 2705, sala 519 , CEP: 90040-285., Fone: +55 (51) 3308- 2141 - Porto Alegre - RS - Brazil
E-mail: emquestao@ufrgs.br
rss_feed Acompanhe os números deste periódico no seu leitor de RSS
Ir para o topo Reportar erro