Tendo em vista a proposta editorial do primeiro ano (2022) do Círculo de poemas, clube de assinatura de livros publicado pela Editora LunaPARQUE em parceria com a Fósforo, objetivou-se, com a escrita deste artigo: analisar as instruções poéticas, que têm como base a écfrase, destinadas aos doze autores das plaquetes, de diversas localidades, os quais formam juntos uma coleção de poesia contemporânea; investigar a plaquete Macala, assinada pela autora soteropolitana Luciany Aparecida. Por meio da articulação do conceito de arquivo, de Michel de Certeau (1982), com o de história, de Walter Benjamin (1994), concluiu-se que a escolha de lançar luzes sobre a fotografia “Mulher negra da Bahia” para construir o exercício poético atua de modo a romper o silenciamento do historicismo tradicional, sobretudo a partir da nomeação da personagem do poema narrativo. Assim, ler Macala é participar da ruptura desse silenciamento sistemático em torno tanto da história quanto da publicação de autores que pudessem fornecer outras perspectivas da história.
Palavras-chave:
poesia contemporânea brasileira; silenciamento; arquivo; Luciany Aparecida
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