Este artigo visa empreender a leitura crítica da obra Interiorana, de Nívea Sabino (2018), a partir do conceito corpo-tela criado por Leda Maria Martins (2021). Nesse sentido, percebe-se que as imagens contidas na obra ecoam como dêixis nos poemas, recriando movimentos próprios de uma corporeidade constitutiva da própria obra. Alinha-se também às reflexões de Richard Schechner (2003), Paul Zumthor (2007) e Leda Maria Martins (2021) sobre performance e da perspectiva de gesto de Jean Galard (2008). Por fim, conclui-se que as situações de linguagens, suas produções e seus registros de imagem são portais de telas e grafias de uma sintaxe de adereços.
Palavras-chave:
corpo-tela; performance; corpo-imagem; gesto
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