| EXU |
OGUM |
XANGÔ |
OIÁ/IANSÁ |
OXUM |
OXALÁ |
| Primeiro que nasceu, último a nascer. |
Ele avança e até a terra treme. |
o que lança pedra de raio contra a casa do curioso e congela o olhar do mentiroso. |
Repito o que recita o vento: |
Oxum é velha como a água, velha como a brisa. |
Nascido em Ibô, em Irajê é rei. |
| Deus capaz de ardis, controlador dos caminhos. |
Ogum com suas quatrocentas mulheres e seus mil e quatrocentos filhos. |
Leopardo marido de Oiá. |
que as coisas vem a seu tempo, |
Ela é a dona do bronze. |
Senhor da lei. |
| Elegbara, parceiro de Ogum, Barrete. |
Alguém |
Leopardo, filho de Iemanjá. |
que elas sabem qual tempo é o delas, |
A bela. |
Rei para quem todos os dias são de festa. |
| Cabelo pontudo como um falo. |
Algum dialeto falou enquanto ele falasse? |
Xangô cozinha o inhame com vento que sai de suas ventas. |
que esse tempo quase nunca |
Lalodê de pele muito lisa. |
Vestes brancas, brilho igual ao do sol. |
| Dono dos oitocentos porretes. |
Todos viram os riscos de corça selvagem que ele tem na pele. |
Dá um nome novo Ao muculmi. |
é o dos viventes mas que, assim sendo, |
Água que desliza sobre o corpo do doente e o separa da doença. |
Bebe vinho de palma, come caracol |
| Oitocentos porretes nodosos. |
Toda aldeia onde pisa é um campo de guerra. |
Ele fica vivo quando pensam que já está morto. |
forca é render- se á forca delas |
Barulho de ouro, se ela dança. |
O caracol não briga. |
| Senhor da fala fácil. |
Ogum mata o rei e o povo e aí acampa. |
Orixá que mata o primeiro e mata o vigésimo- quinto. |
movendo-se folha ao vento, rasga céus, |
Ora iê! |
Orixalá, cobre-me com teu alá, quebra as forças dos meus inimigos. |
| Sopra a flauta e seus filhos veem. |
Ele abre estradas por onde seus filhos passam. |
Xangô persegue o cristão com seu grito, nuvem que ensombra um canto do céu. |
deusa ciosa das coisas que lhe ofertem |
Anda devagar, nada com vigor. |
Vamos daqui para longe. |
| Bará chega fungando. |
Rei de Irê. |
Leopardo de olhar coruscante, não permitas que a morte me leve um dia antes. |
e de cada corpo quando dance na festa |
Mulher de Xangô. |
Oxalá, orixá que fez um ebó para ser o mais rico. |
| O povo pensa que é o trem partindo. |
Rei que ri do ferro estorricado o falo do macho e a xota da fêmea faz das cabeças dos adultos gongos e usa as das crianças como cabaças. |
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em seu nome ao vento veja-a: resplendente |
Sua mão de mãe. |
Sua faina no mundo não finda. |
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Ogum Iromejê passeia com uma serpente no pescoço. |
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aqui, já recontando ali-epa, Oiá-Ó! |
Seu leve fluir de água |
Longe e aqui está ele: |
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Ogum Onirê, meu marido. |
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Ipondá, mãe de Logunedé |
Obatalá. |
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Alguém algum dia ouviu sua voz suave? |
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Ela torna boa a cabeça má. |
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Enfrenta o poderoso. |
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Oxum Apará. |
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Água clara. |
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Onde a chamem, Oxum responde em Ekiti Efon. |
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No fundo e na beira do rio. |
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A que possui as penas de periquito Mãe dos peixes. |
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Mãe dos pássaros. |
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Rio que não seca que não sejam para mim as penas deste mundo. |
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