Este ensaio analisa a reportagem O esqueleto na lagoa verde (1953), e os romances Quarup (1967) e A expedição Montaigne (1982), de Antonio Callado, a partir do tema da vingança como possibilidade de resistência e construção de futuro frente ao autoritarismo do regime militar e ao processo colonial. Os personagens indígenas e os camponeses representam a disputa por terras aliada a uma disputa discursiva e de saberes, por isso os gestos incendiários de revolta são compreendidos como modos de questionar quem tem direito à violência no Brasil e a quem interessa o discurso de paz.
Palavras-chave:
vingança; povos indígenas; camponeses; regime militar