| Amarenco et al. 2008*(11) |
10 coortes prospectivas e 8 estudos caso-controles analisaram o desfecho de acidente vascular cerebral. Enquanto que 6 estudos longitudinais e 36 estudos transversais foram incluídos para analisar a espessura carotídea |
Somente 2 estudos prospectivos não mostraram associação entre HDL-C e acidente vascular cerebral. 5 estudos mostraram redução de 11-15% do risco de acidente vascular cerebral para o aumento do HDL-C de 10 mg/dL. Dos estudos caso-controles, somente 3 não mostraram associação, com RR ajustado médio de 0,66 para cada aumento do HDL de 10 mg/dL. Quanto à aterosclerose carotídea, os dados mostram uma tendência ao efeito protetor |
| Prospective Studies Collaboration 2007**(12) |
61 estudos prospectivos observacionais, com faixa etária entre 40 e 89 anos, incluindo 222 mil longevos por ano. Informações sobre HDL foram disponíveis em 150.000 pessoas. O seguimento médio foi de 13 anos |
Entre os índices que avaliaram o HDL-C, a relação CT/HDL obteve o melhor valor preditivo positivo para mortalidade cardiovascular. O aumento de 0,33 mmol/L do HDL-C ou a redução de 1,33 do CT/ HDL-C reduziram em cerca de 33% a mortalidade por DAC |
| Vliet et al., 2010***(13) |
599 participantes do estudo Leiden 85-plus, com idade de 85 anos, sendo 34% do sexo masculino. O seguimento foi de 5 anos e, para mortalidade, de 10 anos |
Entre os marcadores estudados, o HDL-C e a PCR aumentaram durante o seguimento dos 85 aos 90 anos de idade (p < 0,001). Os participantes com menor aumento do HDL-C apresentaram maior mortalidade (p < 0,001). A PCR foi analisado em conjunto com CT, HDL-C, LDL-C, hemoglobina, glicemia, albumina e leucócitos, mostrando associação significativa com mortalidade total e mortalidade por câncer (p < 0,01) |
| Willems, 2010***(14) |
599 participantes do estudo Leiden 85-plus, com idade de 85 anos, sendo 34% do sexo masculino. O seguimento foi de 5 anos e, para mortalidade, de 10 anos |
A PCR apresentou associação significativa com mortalidade, com risco relativo de 1,17 (1,09-1,33) |
| Cesari et al., 2009***(15) |
336 participantes do estudo ilSIRENTE idade superior a 80 anos, sendo a média etária de 85,8 anos. O seguimento foi de 2 anos |
A PCR apresentou relação inversa com o HDL-C, mas com significância estatística somente no grupo com mais de 85 anos. A PCR foi o único biomarcador com associação significativa com mortalidade após regressão linear |
| Kravitz et al., 2009***(16) |
227 participantes do estudo “Vitality 90+,” com idades variando entre 90 e 102 anos, e média de 93,9 anos, sendo 62,1% do sexo feminino |
Idosos com PCR ≥ 0,5mg/dL tiveram aumento significativo do risco de mortalidade, com HR: 1,7 (IC: 1-2,9), sendo que nos portadores do alelo APOE4 a associação foi ainda mais forte, com RR: 5,6 (IC:1-30,7) |
| Ruijter et al., 2008***(17) |
302 participantes do estudo Leiden-85, com idade de 85 anos, sendo 71,1% do sexo feminino. O seguimento foi de 5 anos |
Os fatores de risco clássicos, incluindo o CT e o HDL-C não foram preditores de mortalidade cardiovascular quando usados no escore de risco de Framingham, com risco relativo de 1,2 (IC 0,51-2,6). A PCR e a IL6 não foram preditoras de mortalidade cardiovascular, com p = 0,68 e 0,44, |
| Carriere et al., 2008***(18) |
1.441 participantes com média etária de 70 anos e desvio-padrão de 6,6 anos . Destes, 134 tinham mais de 80 anos, sendo 38% do sexo masculino |
A PCR elevada associou-se com mortalidade total, precoce e tardia em ambos os sexos, porém com significância estastística somente no gênero masculino. O HDL-C não foi analisado |
| Berbée et al., 2008***(19) |
561 participantes, todos com idade de 85 anos |
Alto nível de apoC1 se associou com mortalidade por todas as causas. Tanto o HDL-C quanto a PCR apresentaram associação positiva significativa com a apoC1 |
| Clarke et al., 2008***(20) |
5.360 participantes do gênero masculino. Com média de idade de 76,9 anos, variando entre 66 e 96 anos |
A PCR e a relação CT/ HDL-C apresentaram associação positiva significativa com mortalidade vascular e não vascular |
| Landi et al., 2008***(21) |
359 idosos, todos com mais de 80 anos, sendo a média etária de 85,9 anos. 67% eram do gênero feminino. A análise foi realizada durante o período de 2 anos |
O HDL-C apresentou relação inversa com mortalidade. Comparando o terço com HDL-C mais alto (> 45,1mg/dL para homens e 51,1 mg/dL para mulheres) com o de HDL-C mais baixo (< 38mg/ dL e < 41mg/dL para homens e mulheres, respectivamente), o HR foi de 0,41, IC: 0,21-0,79, sendo similar entre os gêneros, mantendo significância estatística após análise dos indicadores de fragilidade e da albumina |
| Akerblom et al., 2008***(22) |
Foram analisados 2.556 participantes, com média etária de 77 anos, variando entre 65 e 103 anos. Destes, 27,6% eram caucasianos, 31,2% afro-americanos e 41,2% hispânicos |
Os maiores níveis de HDL-C foram obtidos dos afro-americanos, os quais apresentaram também maior mortalidade. Entretanto, não houve associação significativa entre o HDL-C e a mortalidade |
| Kompoti et al., 2008***(23) |
382 pacientes admitidos em uma enfermaria no período de 6 meses. Com média etária de 70,8±15,7 anos, sendo a principal causa de internação o acidente vascular cerebral |
A PCR foi maior em pacientes que faleceram, com p < 0,001, aumentando com a idade. Entre os maiores de 80 anos a PCR foi preditora de mortalidade hospitalar, com HR: 5,41 e p = 0,01 |
| Shinkai et al., 2008***(24) |
1.034 idosos japoneses, com idades entre 65-89 anos, e seguimento médio de 7,9 anos |
Os participantes foram divididos em 3 grupos conforme o nível de PCR. O grupo com PCR intermediária apresentou HR para mortalidade: 1,39, com IC: 0,98-1,98 e o grupo com PCR elevada teve HR: 1,44, com IC: 1-2,06 |
| Spada et al., 2007***(25) |
23 moradores da zona rural, todos com idade entre entre 85 e 94 anos, sendo 65% do gênero masculino, foram analisados por 2 anos |
O colesterol total variou de 116 a 239 mg/dL. Avaliando 4 variáveis (gênero, IMC, idade e colesterol total), somente o CT baixo (< 160mg/dL) apresentou relação significativa com mortalidade, com p < 0,002. |
| Dupuy et al., 2007***(26) |
1.709 participantes com média de idade de 69,3 anos variando de 60 a 92,9 anos. Destes, 169 tinham mais de 80 anos e 38% eram do gênero masculino |
A PCR não apresentou diferença estastística entre os gêneros. Comparando os quartis com maior e menor PCR (> 3,05 e < 0,82mg/L) houve relação significativa com a síndrome metabólica. Analisando o HDL-C < 40 mg/dL para homens ou < 50mg/dL para mulheres, o OR para prevalência de síndome metabólica foi de 1,6 em mulheres, com IC: 1,03-2,48, sem significância estatística entre os homens |
| Jylha et al., 2007***(27) |
285 nonagenários foram acompanhados pelo período de 4 anos |
Tanto o HDL-C quanto a PCR foram maiores nos sobreviventes, existindo uma relação inversa entre o HDL-C e a PCR com significância estatística (p < 0,001) . A PCR apresentou também relação positiva com a mortalidade, mas sem significância estatística após ajuste por todas as variáveis |
| Mooijaart et al., 2006***(28) |
546 idosos, todos com idade de 85 anos |
O HDL-C apresentou relação inversa com a APOE4 e com a mortalidade cardiovascular. A PCR também apresentou relação positiva significativa com a APOE4 e com a mortalidade cardiovascular, sendo o risco de mortalidade cardiovascular relacionado a APOE4 dependente da PCR |
| Kistorp et al., 2005***(29) |
626 participantes com média etária de 67,9 anos, variando entre 50 e 89 anos foram avaliados pelo período de 5 anos |
O grupo formado por 20% dos participantes com maior nível de PCR apresentou relação positiva com mortalidade, com HR: 1,46, mas sem significância estatística, p = 0,14 |
| Schupf et al., 2005***(30) |
2.277 idosos sem déficit cognitivo, com média etária de 76 anos, variando entre 65 e 98 anos, sendo 65,6% do gênero feminino. O seguimento médio foi de 3 anos, com desvio-padrão de 2,5 anos |
O HDL-C não apresentou relação estatística com mortalidade. Os participantes com mais de 75 anos tiveram HDL-C mais alto do que os menores de 75 anos, com p < 0,05 |
| Psaty et al., 2004***(31) |
4.885 idosos, com idade acima de 65 anos, e média etária de 73 ± 5,7 anos para homens e 72,3 ± 5,3 anos para mulheres, sendo 60% do gênero feminino. O seguimento médio foi de 7,5 anos |
O HDL-C apresentou relação inversa com o risco de IAM em ambos os sexos, com HR:0,85 e IC: 0,76-0,96. Sendo esta relação mais importante em <75 anos. HR: 0,75 versus 0,95 em maiores de 75 anos. Quanto ao desfecho de AVCi, o HDL-C apresentou relação inversa em homens, com HR: 0,74,mas não em mulheres (HR:1). Não houve interação com a PCR (p = 0,61) e nem relação significativa com mortalidade total |
| Weverling-Rijnsburger et al,. 2003***(32) |
599 participantes do estudo Leiden 85-Plus. Todos com mais de 85 anos, sendo 67% do sexo feminino. O seguimento médio foi de 2,6 anos |
A principal causa de morte foi cadiovascular, com resultados semelhantes em todos os níveis de LDL-C, mas com risco relativo de doença cardiovascular fatal de 2 para o grupo com menores níveis de HDL-C, sendo o risco relativo de 2 para DAC e de 2,6 para acidente vascular cerebral |
| Lloyd-Jones et al., 2003***(33) |
7288 participantes do “Framingham Heart Study” sendo 55% do sexo feminino, com idades entre 40 e 94 anos |
Na faixa etária de 80 anos, dividindo-se os participantes em 3 subgrupos, conforme os níveis de HDL-C, o risco de desenvolver DAC foi de 19,4 e 12,7% no terço com maior HDL-C, 18,8 e 20,1% no subgrupo intermediário e 40,4 e 20,9% naqueles com menor HDL-C, em homens e mulheres respectivamente. Considerando o índice CT/HDL-C, os resultados mostraram risco 16,3 e 0% o grupo com a menor relação, 18,6 e 18,5% no grupo intermediário e 36,2 e 21,9% naqueles com o maior índice, em homens e mulheres respectivamente |
| Shor et al., 2008#(34) |
204 pacientes internados durante o ano de 2005, foram divididos em dois grupos, conforme o HDL-C. O Grupo 1 (HDL-C < 20mg/dL) com média de idade de 66,6 anos e desvio padrão de 18,9 anos e o grupo 2 (HDL-C >6 5 mg/dL) com média de idade de 66,3 anos, e desvio padrão de 16,9 anos |
O grupo 1 apresentou OR: 17,5 para mortalidade (p < 0,0001), OR: 15 para febre ou SEPSE (p < 0,0001) e OR: 6,7 para o desenvolvimento de malignidades (p = 0,004). |
| Yokohawa et al., 2008##(35) |
171 pacientes com diagnóstico de acidente vascular cerebral, com idades entre 36 e 96 anos. Os pacientes foram subdivididos em 4 subtipos etiológicos e analisados quanto aos marcadores de fibrinólise e aterosclerose |
O nível de HDL-C variou significativamente entre os subtipos de acidente vascular cerebral, com média de 37,8 mg/dL no embólico 40,2 mg/dL no aterotrombótico, 47mg/dL no lacunar e 48,2 mg/dL no AIT, com p < 0,05. Sendo o acidente vascular cerebral embólico o de pior prognóstico, com maior incapacidade funcional tempo de internação. A PCR não apresentou significância estatística |
| Fujisawa et al., 2008##(36) |
136 longevos com mais de 80 anos foram avaliados quanto à aterosclerose carotídea. A média etária foi de 84 anos, sendo 39% do gênero masculino. Os fatores relacionados com a aterosclerose foram analisados por |
O HDL-C foi significativamente mais elevado em mulheres, enquanto que a espessura da camada íntima da carótida foi maior em homens. Não houve diferença significativa entre o HDL-C do grupo com menos e com mais de 1 mm de espessura da camada íntima da carótida |
| Flegar-Meštrić et al., 2007##(37) |
119 pacientes com insufiência e estenose carotídea foram investigados, com média de idade de 66 anos no grupo com estenose menor do que 70%, e de 68 anos no grupo com estenose maior do que 70%, variando entre 41 e 83 anos |
Comparando o grupo sem estenose com os outros dois, o HDL-C apresentou associação significativa com estenose carotídea, mas comparando os dois grupos com estenose, não houve significância estatística. Quanto a PCR, apresentou associação significativa com estenose carotídea, somente perdendo a significância estatística quando comparados os grupos com estenose menor do que 70% com o controle. Houve relação positiva entre a PCR e a relação Colesterol total/HDL-C no grupo com estenose >70% |
| Rontu et al., 2006##(38) |
291 nonagenários foram analisados comparando com outras 3 populações como controles, envolvendo recém-nascidos, uma coorte de 40 e outra de 70 anos |
O HDL-C não apresentou associação com o genótipo da ApoE. A PCR elevada associou-se positivamente com o genótipo ε2/3 e inversamente com ε3/4, com significância estatística quando comparados somente os 3 genótipos mais comuns. Sendo que a Apoε4 tem relação inversa com longevidade |
| Lehtimaki et al., 2005##(39) |
291 nonagenários foram analisados comparando com grupo de 227 adultos saudáveis com média de idade de 44 anos. 20% eram do gênero masculino |
Nonagenários tiveram maiores níveis de IL6 e PCR (p < 0,001). Conforme o quartil de IL6, foram maiores os níveis de PCR (p < 0,001) e menor o HDL-C (p = 0,002). Essas associações não foram encontradas em adultos jovens |
| Hoekstra et al.,2005##(40) |
605 participantes média etária de 73 anos para homens e 74 anos para mulheres, variando entre 65 e 84 anos |
Em participantes com IMC < 25 kg/m2 a PCR teve associação negativa com HDL-C (p < 0,001). Porém, em participantes com IM C> 25 kg/m2, perde-se a significância estatística |