Objetivo Investigar os efeitos da sericina extraída de casulos de Bombyx mori na morfofisiologia de camundongos com obesidade induzida por dieta hiperlipídica.
Métodos Camundongos machos C57Bl6, com 9 semanas de idade, foram distribuídos em Grupos Controle e Obeso, que receberam ração padrão para roedores ou dieta hiperlipídica por 10 semanas, respectivamente. Posteriormente, os animais foram redistribuídos em quatro grupos, com sete animais cada: Controle, Controle-Sericina, Obeso e Obeso-Sericina. Os animais permaneceram recebendo ração padrão ou hiperlipídica por 4 semanas, período no qual a sericina foi administrada oralmente na dose de 1.000mg/kg de massa corporal aos Grupos Controle-Sericina e Obeso-Sericina. Parâmetros fisiológicos, como ganho de peso, consumo alimentar, peso das fezes em análise de lipídios fecais, motilidade intestinal e tolerância à glicose foram monitorados. Ao término do experimento, o plasma foi coletado para dosagens bioquímicas e fragmentos de tecido adiposo branco; fígado e jejuno foram processados para análises histológicas, e amostras hepáticas foram usadas para determinação lipídica.
Resultados Camundongos obesos apresentaram ganho de peso e acúmulo de gordura significativamente maior que os controles, aumento do colesterol total e glicemia. Houve hipertrofia dos adipócitos retroperitoneais e periepididimais, instalação de esteatose e aumento do colesterol e triglicerídeos hepáticos, bem como alteração morfométrica da parede jejunal.
Conclusão O tratamento com sericina não reverteu todas as alterações fisiológicas promovidas pela obesidade, mas restaurou a morfometria jejunal e aumentou a quantidade de lipídios eliminados nas fezes dos camundongos obesos, apresentando-se como potencial tratamento para a obesidade.
Bombyx mori; Obesidade/tratamento farmacológico; Sericinas/uso terapêutico; Fígado; Intestino delgado; Jejuno; Dieta hiperlipídica; Camundongos
Resultados expressos por média±erro padrão da média (n=7/grupo). * p<0,01 em relação ao CT e CT-S. Análise de Variância two-way e pós-teste de Tukey. CT: controle; CT-S: controle-sericina; OB: obeso; OB-S: obeso-sericina.
Resultados expressos por média±erro padrão da média (n=7/grupo). * p<0,01 em relação ao CT e CT-S. Análise de Variância two-way e pós-teste de Tukey.CT: controle; CT-S: controle-sericina; OB: obeso; OB-S: obeso-sericina.
Resultados expressos por média±erro padrão da média (n=7/grupo). Análise de Variância two-way e pós-teste de Tukey.CT: controle; CT-S: controle-sericina; OB: obeso; OB-S: obeso-sericina; GTT: teste oral de tolerância à glicose; ASC: área sob a curva.
Resultados expressos por média±erro padrão da média (n=7/grupo). Análise de Variância two-way e pós-teste de Tukey. * p<0,01 em relação ao CT e CT-S.CT: controle; CT-S: controle-sericina; OB: obeso; OB-S: obeso-sericina.
Resultados expressos por média±erro padrão da média (n=7/grupo). Análise de Variância two-way e pós-teste de Tukey. * p<0,01 em relação ao CT e CT-S.CT: controle; CT-S: controle-sericina; OB: obeso; OB-S: obeso-sericina.