Este artigo analisa a atuação da médica feminista Lily Lages na década de 1930, com foco em suas proposições para políticas materno-infantis. Em um contexto marcado pela luta por direitos políticos para as mulheres e pela ascensão do nazifascismo, Lages instrumentalizou o discurso científico para defender políticas de saúde materna alinhadas à eugenia. A análise contribui para o debate sobre a relação entre feminismo e eugenia, bem como para a compreensão da história das políticas públicas de saúde materna e infantil no país.
Palavras-chave:
Lily Lages; Feminismo; Eugenia; Intelectuais femininas; História das políticas materno-infanti